quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Conheça e prestigie os vídeos animados do Consciente Coletivo- Canal Futura

Tive a honra hoje de receber um recado de Leonardo Machado (Coordenador de Novas Mídias do Canal Futura), com a sugestão de divulgar uma nova série de animação que fala sobre consumo consciente e sustentabilidade.
 Esta série de 10 episódios ,chamada CONSCIENTE COLETIVO estreou no dia 8 de setembro no Canal Futura.
 5 dos 10 episódios estão disponíveis  no site do Canal Futura e agora no aqui, no Pensar Eco!!




 





www.futura.org.br/conscientecoletivo


Muito legal !!!!
  Postarei os outros 5 episódios do Consciente Coletivo!!!
Obrigada por escolher o Pensar Eco para divulgar esse excelente trabalho do Canal Futura!!!
   E obrigada Leonardo pelas palavras!
abs,
Érica Sena




Pensar Eco está entre os indicados noTop Blog 100!!

Agradeço a todos que votaram no Blog Pensar Eco!!
Uauuuuu...ele está entre os 100 blogs da categoria sustentabilidade.
Dia 10 começa a segunda fase!!!

  Obrigadaaaa!!
                   Érica Sena





Boa notícia, mas ainda falta muito!


Uso de sacolas plásticas cai 20% em três anos no Brasil

Mas uma pesquisa mostrou que a sacola plástica ainda é a embalagem preferida para 71% das donas de casa. Algumas redes de supermercados concluíram que vai um tempo para mudar o hábito do consumidor.

 

  Fonte: JN, 05/10/2010

 

  Isso é um bom começo, mas ainda falta muito para as pessoas tornarem hábito levar sacolas retornáveis (ecobags) ou utilizar as caixas de papelão.

 Muito legal a atitude desses supermercados de colaborarem com a diminuição do uso das sacolas e tb reduçao dos custos, já que estas sacolas NÃO SAEM BARATO para os comerciantes.

    Érica Sena- Pensar Eco

 

Poluição e trânsito de cidade grande afetam a saúde mental

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pensar Eco na cozinha!

Receitas Bolo Integral de Maçã e Especiarias (Por Maria Raimunda Brito dos Santos) 

Ingredientes 
4 maçãs
2 xícaras de aveia em flocos finos
1 xícara de aveia em flocos 
1 xícara de farinha de trigo integral
1 colher de fermento em po 
2 xícaras de açúcar mascavo 
100 gr. de uva passa 
100 gr. de ameixa seca picada
100 gr. de banana passa picada
1 colher de cravo em pó
1 colher de canela em pó
noz moscada 
3 ovos
100 gr. de margarina  

Modo de Preparo: 
Bata a margarina com o açúcar os ovos com uma colher de pau, adicione as maçãs descascadas e picadas, coloque a aveia e a farinha depois vá colocando o restante dos ingrediente e por último o fermento misture tudo coloque na forma de buraco no meio polvilhe açúcar mascavo com canela e leve ao forno alto por 40 minutos.

http://ecoconsciente1.blogspot.com/p/receitas_05.html

Fonte: Blog Qualidade de vida

Visitem...bem legal!
               Érica Sena

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O lixo é responsabilidade de quem?


Cada vez fico mais horrorizada em encontrar nos trajetos que faço: a pé, de ônibus ou de carro, lixo de todas as origens e gostos. Parece-me que as pessoas se livram do que lhe atrapalha onde “der na telha”: na rua, pelas janelas de automóveis, nos terrenos baldios e nos córregos. Será que, alem de não estarmos evoluindo no quesito educação ambiental, estamos voltando no tempo, onde despejavam os penicos sujo na frente da casa? Isso aconteceu no começo da urbanização, onde não se tinha noção de saúde publica e ambiental, e mesmo assim foi proibida por aumentar as doenças. Atualmente, campanhas em todas as mídias informam sobre isso, e o fato de não cumprir significa estar alienado ao mundo, não enxergando nada além do seu umbigo.

Muito pior do que as pessoas que pecam por suas atitudes erradas, por não terem informação, são aquelas que entraram em contato com a informação e não absorveram e continuam vivendo de modo igual. Isso me entristece, pois como educadora, sinto que a maioria dos alunos das escolas não absorve nada e tende a crescer na mesma alienação encontrada na família. Sei que é difícil mudar paradigmas, mas sei que deve existir um jeito de sensibilizar a população alienada ao mundo externo. É necessário, alem de reciclar nosso lixo, reciclar nossas atitudes! É tempo de mudança!

 Lixo, palavra de origem do latim (lix= cinza), é todo qualquer resíduo sólido gerado pelas atividades humanas ou gerado pela natureza em aglomerações urbanas. É considerado um dos principais problemas das cidades do mundo, pois além de ocupar muito espaço na sua destinação, é responsável pela proliferação de vetores de doenças, produção de metano (gás do efeito estufa e inflamável), odor forte, enchentes e enfeiamento da paisagem.

 A sociedade, diferente das indústrias, não se responsabiliza pela geração e destinação do seu lixo. Sendo assim, a partir do momento que o coloca em sua calçada ou joga irresponsavelmente em algum local público, não lhe pertence mais.  Será que as pessoas só aprenderão isso, do mesmo modo que as indústrias, através de leis com multas altíssimas para àqueles que não derem uma destinação correta ao seu lixo? Sou a favor de aplicações de penas, das taxas de lixo, pois seria um modo de impor essa mudança de atitude.
Os primeiros passos foram dados, já que depois de tantos anos a Política Nacional de Resíduos Sólidos se faz presente, e com isso uma chance de resolver a problemática de destinação correta do lixo.

Por mais que falte um gerenciamento adequado ao resíduo em nossa cidade, não podemos jogar toda a responsabilidade para o governo, pois quem joga o lixo em locais inadequados são os moradores, e pequenos comércios mal informados.

A grande pergunta que pode ser feita é de como transformar a sociedade diante deste quadro impactante e prejudicial? Bem, teoricamente é fácil responder, mas na prática não tanto. O grande responsável pelo acumulo de lixo é o ato de consumir de maneira exagerada, e qualificar o produto pela riqueza de sua embalagem, e não pelo produto em si. Pagamos sem notar por essa embalagem atraente que acabará ocupando os aterros sanitários. Se ao menos parassem no lixo reciclável, mas a minoria da população faz a coleta seletiva.
Conclui-se que para diminuir a geração de lixo é necessário ser um consumidor consciente que faz uso do conceito dos 5 R`s: repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar. Você se considera um? Eu, por conta própria colocaria mais um R-o de Reclamar em locais certos e com argumentação.

Segundo dados, a cidade de São Paulo produz mais de 12.000 toneladas de lixo por dia, com este lixo, em uma semana dá para encher um estádio para 80.000 pessoas, sendo apenas 1% reciclado. O que mostra que muita coisa tem que ser mudada em nosso modo de vida capitalista doentio.

Região Noroeste    
                                                                                          
Confesso que ao fazer essa matéria percebi que a região Noroeste tem para nos oferecer em relação à destinação do lixo, mais do que imaginava. Aqui existem várias cooperativas que desenvolvem atividades socioambientais que recolhem o lixo reciclável convencional, além do óleo de cozinha usado, isopor; têm dois ecopontos e coleta de lixo regularmente. Por que tanto problema então?
Sei que existem falhas no que se refere aos órgãos públicos, mas o que nos impede de melhorar essa situação caótica são três coisas: falta de informação dos moradores para reclamarem nos locais certos; falta de educação de muitos que ainda não se tornaram cidadãos conscientes; e o pior de todos: acomodação da maioria, já que é mais fácil jogar a culpa do problema no vizinho, nas indústrias, no governo, do que fazer sua parte.
Por exemplo, todos os órgãos públicos têm sites, telefones para que todos possam se informar e reclamar, você sabia?Em nossa região a empresa responsável pela limpeza e recolhimento do lixo é a LOGA Logística Ambiental (http://www.loga.com.br/). Nesse site você encontra espaço para informações sobre coleta de lixo, educação ambiental e reclamações. Isso também ocorre nas subprefeituras, na Sabesp, na Eletropaulo. Cabe a sociedade se informar e reclamar quando se sentir lesada. É um dever nosso cuidar de onde vivemos!
Eu mesma percebi que moradores estavam jogando lixo num terreno perto de casa e resolvi reclamar para a Sub-Prefeitura. Tirei foto e relatei o ocorrido, dias depois foram lá limpar. Temos que ir atrás!
Na região de Pirituba a Cooperativa de reciclagem Crescer desenvolve um ótimo trabalho. Segundo seu responsável Jair do Amaral, apenas na região de Pirituba são recicladas seis toneladas de lixo por dia. Acho que estamos no caminho certo! Leia a entrevista feita no final da matéria.

Os Ecopontos são locais para descarte de resíduos da construção civil: desde cimento, entulho, tijolos, restos de azulejos e madeiras com limite de até 1 m³ por pessoa ao dia. É sempre bom saber, caso precise.

Na região de Pirituba, Jaraguá e São Domingos existem dois que funcionam de segunda a sábado das 8h às 18h nos seguintes endereços:
·         R Cônego José Salomon, nº 861 – Vila Bonilha 3992-6475
·         R Vigário Godói, nº 555 – Vila Zatt  3993-1786
 Contatos para informações:
·         Cooperativa Crescer- R. Joaquim Oliveira Freitas, 325(Pirituba) -3902.3822
·         Coopercicla- R. João B Dias, 97- Jd Marilu- (Taipas)  3928-4524
·          Cooperação- Av. Emb. Macedo Soares, 600-(Vl Leopoldina) 3836-9043
·          Disque-Limpeza (LIMPURB) das 8h às 18h -0800-727.0211 (gratuito).
·         LOGA- 0800-770-1111 (http://www.loga.com.br/)

 

Entrevista feita por Érica Sena  com Jair do Amaral, responsável pela Cooperativa Crescer  por email

 Pensareco- Como surgiu a Cooperativa CRESCER?

Jair- A cooperativa Crescer, conveniada à Limpurb, foi formada por ex-catadores, moradores de comunidades carentes e representantes de uma ONG da região. Isso ocorreu em abril de 2006, quando assumimos o galpão, que já servia para esse fim e reformamos
toda sua estrutura realizamos manutenção em todos os equipamentos quebrados e sem funcionamento, e só assim reiniciamos os trabalhos de coleta, triagem, prensagem e comercialização de materiais recicláveis. Hoje ela é referência dentre as demais cooperativas participantes do Programa de Coleta Seletiva da Prefeitura e possui 44 cooperados, no qual possuem renda média bruta de R$ 650,00.

Pensareco- Quais são as preocupações socioambientais que a cooperativa Crescer desenvolve?
Jair- Nós visamos promover a valorização social, incentivar o aumento na rentabilidade das populações de baixa renda, contribuir para o resgate da cidadania e melhoria da qualidade de vida dos cooperados e seus familiares. Já na área ambiental queremos minimizar os impactos ambientais na disposição final de resíduos sólidos, sensibilizar a população para a importância da reciclagem e reduzir o volume de lixo coletado a ser encaminhado pela municipalidade aos aterros sanitários.

Pensareco- Quais foram às principais atividades desenvolvidas pela Cooperativa?
Jair--  Nós desenvolvemos ao longo desse tempo várias atividades que nos tornaram referência para outras cooperativas:
·         Organização, planejamento e execução de coleta seletiva em grandes eventos: X Feira de Artes de Pirituba, Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 e Carnaval no Sambódromo do Anhembi, Higiexpo, Feira de Artes de Pompéia e Feira de Artes de Vl Madalena, Skol Bits, entre outros
·         Além de coleta em condomínios, empresas, indústrias, escolas e coleta porta a porta em residências;
·            triagem, prensagem e comercialização dos materiais coletados;
·         palestra informativa para implantação de coleta seletiva em escolas e empresas (terceirizado) e,
·         realização de oficinas e atividades práticas voltadas para a cultura em reciclagem e educação ambiental em escolas, condomínios, empresas e eventos.

Pensareco- Você poderia nos fornecer dados sobre a coleta seletiva na região de Pirituba?
Jair- Tenho alguns dados comparativos que mostram que estamos no caminho certo, mesmo sabendo que temos muito que aprimorar.

Ruas atendidas: De 35 em 2006 para 385 em 2010
Quantidade mensal de Material Coletado porta a porta: De 7.000 kg em 2006 para 75.421 kg em 2010
Quantidade de Cooperados: De 22 em 2006 para 44 em 2010
Material recebido da concessionária: De 32.280 kg em 2006 para 80.833 kg em 2010

 Pensareco- Quais são os planos da Cooperativa Crescer para o futuro?

Jair - Já somos responsáveis pelo recolhimento de recicláveis em Pirituba e região. Agora planejamos até o final de 2011 iniciar a coleta em 5 regiões da Freguesia do O e ampliar o atendimento em Pirituba para 100% do bairro.
 Também estamos realizando o recolhimento de cupons fiscais para angariar recursos para um Hospital de atendimento gratuito de retaguarda para portadores de câncer que reverterá parte em material informativo de coleta seletiva.  
                                      Fotos da equipe da Cooperativa Crescer

Agora basta partirmos para ação! Temos locais especializados para isso, onde podemos procurar. Sei que não basta, o importante é que cada um: rico ou pobre; ambientalista ou não; criança ou adulto façam sua parte através dos 5 R´s e vejam que a felicidade não se resume em ter, mas sim em ser uma pessoa responsável e grata por estar nesse planeta. 

 Érica Sena- Agosto/10


Obs: Esta matéria foi feita por mim para ser matéria do Jornal Folha Noroeste do mês passado, mas não foi publicada e por isso estou publicando-a em 1º mão em meu blog.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Hoje é Dia de São Francisco!!



 A oração de São Francisco, ao meu ver é a mais bonita das orações!

  E também é Dia dos Animais!! 
















Salve o Chiquinho!!!!!!!

Retirada do lixo das eleições

1.500 garis estão trabalhando para diminuir o prejuízo do lixo eleitoral no DF. Expectativa do SLU é que hoje sejam recolhidas 200 toneladas de lixo.



http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1622530-10039,00-RETIRADA+DO+LIXO+DAS+ELEICOES+COMECOU+NESTA+SEGUNDA.html 

Fonte: G1- SPTV 1º edição- 04/10


Não fui só eu que  percebeu e reclamou da SUJEIRA POLÍTICA de ontem!!!
   Érica Sena

domingo, 3 de outubro de 2010

A preocupação dos candidatos com o meio ambiente já é nota zero!


Não deve ter sido só eu que percebi a sujeira que virou as ruas, calçadas, principalmente perto das zonas eleitorais no dia de hoje!
Há anos percebo isso e me irrito ao ver. Mas hoje, sinto na razão de não só me irritar, mas de escrever esse sentimento.
Aproveitei a minha câmera do celular  para fotografar o acúmulo de santinhos de candidatos de TODOS os PARTIDOS durante o caminho de volta da votação.

 E me perguntei:

  O que adianta os candidatos 2010 terem passado esse tempo todo pregando o respeito ao meio ambiente, a sustentabilidade,  falando sobre projetos contra as enchentes, se continuam usando os mesmos "santinhos" de anos atrás para suas campanhas? Se continuam usando recursos naturais de modo INSUSTENTÁVEL?

Esses " santinhos" deviam ter sido abolidos, assim como foram abolidos  aqui na capital de SP os outdoors.

Cadê  Cidade Limpa, Prefeito Kassab????? Esses papéis serão reciclados? Ou serão moídos nas águas das chuvas?


   O pior é que a chance  é grande em dar uma chuva e levar esses " malditos papéizihos" para os bueiros , entupindo-os e provocando enchentes. Se acontecer isso serei a primeira a falar que foi culpa dos políticosl
  
   Fico imaginando as toneladas de papéis e tintas gastas no Brasil inteiro para a produção desses panfletos e santinhos eleitorais!
E quantas árvores foram derrubadas e quantos litros de água POTÁVEL foram  gastos inutilmente para a campanha 2010? Dinheiro mal gasto, né????


  Pergunto aos responsáveis por todos os partidos, inclusive o PV:

  A sustentabilidade, tão dita durante as propagandas eleitorais, não vale para as campanhas? Ou é só conversa para boi dormir?


Não foi só eu que reclamei disso, Rafinha Bastos (CQC) também falou dessa sujeira nas ruas. Assista o vídeo!
http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/808693-rafinha-bastos-reclama-da-sujeira-em-sp-no-dia-de-eleicao-veja.shtml

          Eita porquice!!!!!
    Quero ver o resultado das eleições e do lixo!!

 Espero que repensem isso nas próximas eleições!!!!!


  Boa semana a todos!!
            Érica Sena

Grande dia hoje- Dia de Marinar!!



Eu sou brasileiro, eu sou marineiro, eu sou marineiro (2x) 
 Marina, morena, como a pele do Brasil Marina, guerreira, que lutou e conseguiu Ser grande, ser forte, como é forte o cidadão Que faz a sua sorte e constrói esta nação ...Eu sou brasileiro, eu sou marineiro, eu sou marineiro (2x) Mulher verdadeira no que faz e no que diz É sábia, serena, brasileira na raiz Não verga, não quebra, não se entrega e não se rende A luta é sem trégua, mas a Marina é valente Salve os campos, cidades, matas, mares e rios Salve urgente, o sonho da gente, salve o Brasil Salve o sonho da gente salve o Brasil Eu sou brasileiro, eu sou marineiro, eu sou marineiro (6x)

Para eles foram meus votos, com muito gosto!!






Votem com consciência!! Urna não é penico!!!
Érica Sena

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Vc conhece a ECCAPLAN?

 Tive a honra de conhecer essa empresa  nesta semana e resolvi fazer um post sobre ela.


 A ECCAPLAN visando promover o desenvolvimento sustentável e agregar valor socioambiental a produtos e serviços de seus parceiros, tem como objetivo desenvolver estratégias, produtos e serviços que fomentem a economia de baixo carbono e incluam a agenda ambiental aos planos estratégicos de empresas e governos
 Eles atuam na definição e priorização de ações socioambientais para empresas e principalmente na aplicação de projetos de quantificação do impacto ambiental de empresas ou eventos e sua compensação (neutralização de carbono), através do nosso programa de ação e educação contra as mudanças climáticas, Programa CO2 Neutro e Evento Neutro
 Os objetivos desta empresa é a promoção e disseminação da importância do desenvolvimento de ferramentas de gestão e o uso e incentivo de tecnologias limpas,
que promovam com equilíbrio e equidade o desenvolvimento humano, socioambiental e econômico a todos os envolvidos.

  Unidade Carbono da Eccaplan: promove a educação ambiental e ações contra as mudanças climáticas globais.

A ECCAPLAN , além de prestar serviço de consultoria, possui  um serviço inovador no que se relaciona com o  Mercado de Carbono.Desenvolve diversos serviços nessa área:
 
Programa de Evento Neutro- 
Evento Neutro é um programa voluntário de responsabilidade socioambiental para organizações e pessoas conscientes sobre o problema das mudanças climáticas, cujos objetivos principais são:

  • viabilizar economicamente projetos de desenvolvimento sustentável que não existiriam sem os incentivos do mercado de carbono;
  • educar, conscientizar e sensibilizar o público envolvido sobre causas e consequências das mudanças climáticas
  • melhorar a imagem da empresa com seus stakeholders
     

  • CO2 Neutro é um programa voluntário de responsabilidade socioambiental para organizações e pessoas conscientes sobre o problema das mudanças climáticas, cujos objetivos principais são:
  • viabilizar economicamente projetos de desenvolvimento sustentável que não existiriam sem os incentivos do mercado de carbono;
  • educar, conscientizar e sensibilizar o público envolvido sobre causas e consequências das mudanças climáticas
  • melhorar a imagem da empresa com seus stakeholders

  Entre outros serviços!!

Entre no site e confira mais sobre esses serviços ! E veja o blog da Eccaplan tb:  

http://www.eccaplan.com.br/index.php?option=com_lyftenbloggie&view=lyftenbloggie&category=0&Itemid=14

Assista a entrevista feita ao Presidente da Eccaplan Fernando Beltrame



Contato com a Eccaplan através do telefone:
+55 (11) 3039 8312
+55 (11) 8288 6371
contato@eccaplan.com.br
Endereço
Av. Prof. Lineu Prestes, 2242
Cidade Universária - São Paulo
CEP: 05508-000


Em quem acreditar?

Pesquisadores da USP encontraram na análise do fundo das represas Billings e Guarapiranga metais pesados, como: chumbo, cobre, níquel e zinco, entre outros provenientes do esgoto jogado “in natura”
.
Diante de tudo isso me coloco a pensar e comparo essa situação deplorável com a imagem feita pelos atuais governantes deste estado, e deste país, ao passarem seus maravilhosos feitos no horário político de cada dia. Cadê o progresso tão falado por Lula? Por que não foi suprido o que é de mais primordial na urbanização - a captação e o tratamento de esgoto????? Isso não faz parte do progresso?  Ou será que eles fazem isso para se iludirem??? 

 A Secretaria de Habitação afirmou que cerca de 1 milhão de pessoas vivem em áreas de preservação na Billings e Guarapiranga, ainda. Historia antiga que não foi resolvida!
A falta de coleta de esgoto é o principal problema de saneamento, segundo o IBGE. Mais da metade dos domicílios recorre a fossas sépticas, valas a céu aberto ou lança o esgoto em cursos d’água. Isso mostra o descaso com o povo, mas o povo ingênuo continua a tirar o chapéu para as mesmas figuras. Fazer o quê, pergunto? A única resposta que não concordo é votar em TIRIRICA!

Voltando ao solo contaminado dos mananciais, responsável pela contaminação da água distribuída, temos que lembrar que a partir deles são abastecidas 4,5 milhões de pessoas na capital e na Grande São Paulo. Será que você está entre os sortudos que recebem na sua casa essa água com um “plus” a mais?

Em alguns trechos desses reservatórios foram detectados uma quantidade de cobre 30 vezes maior que o recomendado por agências internacionais de saúde
 Segundo estes mesmos pesquisadores, esta contaminação pode comprometer a qualidade da água e consequentemente colocar em risco a saúde de quem a bebe, causando náuseas, dores de cabeça e irritações na pele e nas mucosas, e a longo prazo poderá diminuir a fertilidade, provocar defeitos congênitos e surgimento de câncer.

A SABESP nega todo esse risco de intoxicação humana com os metais pesados. A companhia diz monitorar a evolução da concentração dos metais nos mananciais utilizados para abastecimento”, sem detectar nenhum risco à saúde da população. A remoção de metais pesados é efetuada durante o processo de sedimentação, onde, através da elevação do pH, ocorre a precipitação dos mesmos nas unidades de decantação”, diz nota da Sabesp. Segundo a companhia, caso sejam detectados metais em concentração de risco, “uma anomalia é apontada no relatório da Vigilância Sanitária e são tomadas as ações corretivas”.
“Os padrões e limites de potabilidade para qualidade da água destinada ao abastecimento são estabelecidos a partir de critérios rigorosos e anos de pesquisa, inclusive toxicológica”, informa a nota.
A Sabesp diz que as oito estações de tratamento da capital seguem a legislação nacional, contemplando parâmetros e critérios de potabilidade de portaria do Ministério da Saúde. 

E agora, devemos chegar a qual veredito final? Tomar ou não tomar essa água? Se prevenir ou pagar para ver? Difícil, né? A escolha feita hoje poderá sair muito cara amanhã.

Érica Sena

Pintar com tintas sustentáveis!



Proteínas, óleos e frutas são utilizados para produção de tintas sem solventes e produtos químicos tóxicos

As tintas de parede convencionais costumam ser a parte mais poluente jna construção ou na reforma de uma casa. Várias contém toxinas, como metais pesados e COVs (compostos orgânicos voláteis), que são cancerígenos. Além disso, as tintas podem emitir vapores nocivos por pelo menos seis meses.

As alternativas mais sustentáveis já estão disponíveis no mercado. Confira:

Tinta de caseína: é a mistura da caseína – uma proteína do leite – com pigmentos. O acabamento é uniforme e é utilizada para paredes internas e móveis. A mistura pode inclusive ser feita em casa.

Tintas de cal: feitas com cal e pigmentos naturais, dão uma aparência leve e antiga nas paredes internas e externas.

Tintas naturais ou orgânicas: são feitas com extratos vegetais e minerais misturados com óleos e resinas naturais. Podem ser feitas em casa com frutas ou verduras. Uma dos fabricantes do produto no Brasil é a empresa Ecocas

Tintas livres de COVs: quase idênticas às tintas comuns, ainda são mais caras que as tintas convencionais. Esses produtos podem ser encontrados na empresa Sherwin-Williams
.
Tinta de terra: as tintas que utilizam terra na composição deixam a parede respirar, garantindo um controle da umidade relativa no ar. Não desbotam e podem ser utilizadas em paredes internas e externas. No Brasil, é fabricada pela Tintas Solum.

Tintas minerais: feitas de materias minerais, não contém substâncias tóxicas. Ela deve ser diluída em água antes do uso. Pode ser encontrada na Idhea.
A Sumpra Tintas fabrica a linha Supraeco, com várias tintas e acamentos com baixa quantidade de COVs. Além disso, outros produtos sustentáveis podem ser encontrados na Biofa.
As tintas naturais devem ser usadas logo, pois não têm conservantes e tem uma data de validade menor. Elas também precisam de mais tempo para secar, pois não contém na composição produtos químicos para secagem. As sobras podem ser descartadas junto com o lixo orgânico.
As tintas à base de solventes devem ser encaminhadas para serviços especiais de coleta de produtos químicos. Consulte as autoridades da sua região para saber como proceder.(Gisele Eberspächer)

Fonte: Atitude Sustentável,30/09


Que tal uma pintura em nossa casa?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Os efeitos do desenvolvimento " Insustentável" no seres vivos!



Durante a década de 1990, houve uma redução na população de jacarés que habitava os pântanos da Flórida, nos Estados Unidos. Ao investigar o problema, cientistas perceberam que os machos da espécie tinham pênis menores do que o normal, além de apresentar baixos índices do hormônio masculino testosterona.

Os estudos verificaram que as mudanças hormonais que estavam alterando o fenótipo dos animais e prejudicando sua reprodução foram desencadeadas por pesticidas clorados empregados em plantações naquela região.

Esses produtos químicos eram aplicados de acordo com a legislação norte-americana, a qual estabelecia limites máximos baseados em sua toxicidade, mas não considerava a alteração hormonal que eles provocavam, simplesmente porque os efeitos não eram conhecidos.
Assim como os pântanos da Flórida, corpos d’água de vários pontos do planeta estão sendo contaminados com diferentes coquetéis que podem conter princípios ativos de medicamentos, componentes de plásticos, hormônios naturais e artificiais, antibióticos, defensivos agrícolas e muitos outros em quantidades e proporções diversas e com efeitos desconhecidos para os animais aquáticos e também para pessoas que consomem essas águas.

“Em algumas dessas áreas, meninas estão menstruando cada vez mais cedo e, nos homens, o número de espermatozoides despencou nos últimos 50 anos. Esses são alguns problemas cujos motivos ninguém conseguiu explicar até agora e que podem estar relacionados a produtos presentes na água que bagunçam o ciclo hormonal”, disse Wilson Jardim, professor titular do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), à Agência FAPESP.

O pesquisador conta que esses contaminantes, chamados emergentes, podem estar por trás de vários outros efeitos relacionados tanto à saúde humana como aos ecossistemas aquáticos.

“Como não são aplicados métodos de tratamento que retirem esses contaminantes, as cidades que ficam à jusante de um rio bebem o esgoto das que ficam à montante”, alertou o pesquisador que coordena o Projeto Temático “Ocorrência e atividade estrogênica de interferentes endócrinos em água para consumo humano e em mananciais do Estado de São Paulo”, apoiado pela FAPESP.

O aumento no consumo de cosméticos, de artigos de limpeza e de medicamentos tem piorado a situação, de acordo com o pesquisador, cujo grupo encontrou diversos tipos de produtos em amostras de água retirada de rios no Estado de São Paulo. O antiinflamatório diclofenaco, o analgésico ácido acetilsalicílico e o bactericida triclosan, empregado em enxaguatórios bucais, são apenas alguns exemplos.
A esses se soma uma crescente coleção de cosméticos que engorda o lixo químico que vai parar nos cursos d’água sem receber tratamento algum. “Estima-se que uma pessoa utilize, em média, dez produtos cosméticos e de higiene todos os dias antes mesmo de sair de casa”, disse Jardim.

Sem uma legislação que faça as empresas de distribuição retirar essas substâncias tanto do esgoto a ser jogado nos rios como da água deles captada, tem sido cada vez mais comum encontrar interferentes hormonais nas torneiras das residências. Os filtros domésticos disponíveis no mercado não dão conta dessa limpeza.

“Os métodos utilizados pelas estações de tratamento de água brasileiras são em geral seculares. Eles não incorporaram novas tecnologias, como a oxidação avançada, a osmose inversa e a ultrafiltração”, disse o professor da Unicamp, afirmando acreditar que tais métodos só serão incorporados pelas empresas por meio de uma legislação específica, uma vez que eles encareceriam o tratamento.

Peixes feminilizados
Uma das primeiras cidades a enfrentar esse tipo de contaminação foi Las Vegas, nos Estados Unidos. Em meio a um deserto, o município depende de uma grande quantidade de água retirada do lago Mead, o qual também recebe o esgoto da cidade.
Apesar de contar com um bom tratamento de esgoto, a água da cidade acabou provocando alterações hormonais nas comunidades de animais aquáticos do lago, com algumas espécies de peixes tendo apresentado altos índices de feminilização. Universidades e concessionárias de água se uniram para estudar o problema e chegaram à conclusão de que o esgoto precisava de melhor tratamento.

“Foi uma abordagem madura, racional e que contou com o apoio da população, que se mostrou disposta a até pagar mais em troca de uma água limpa desses contaminantes”, contou Jardim.
Alterações como o odor na água são indicadores de contaminantes como o bisfenol A, produto que está presente em diversos tipos de plásticos e que pode afetar a fertilidade, de acordo com pesquisas feitas com ratos no Instituto de Biociências do campus de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Jardim alerta que o bisfenol A é um interferente endócrino comprovado que afeta especialmente organismos em formação, o que o torna perigoso no desenvolvimento endócrino das crianças. Além dele, a equipe da Unicamp também identificou atrazina, um pesticida utilizado na agricultura.

Não apenas produtos que alteram a produção hormonal foram detectados na pesquisa, há ainda outros que afetam o ambiente e têm efeitos desconhecidos no consumo humano. Um deles é o triclosan, bactericida empregado em enxaguatórios bucais cuja capacidade biocida aumenta sob o efeito dos raios solares.
Se o efeito individual de cada um desses produtos é perigoso, pouco se sabe sobre os resultados de misturas entre eles. A interação entre diferentes químicos em proporções e quantidades inconstantes e reunidos ao acaso produz novos compostos dos quais pouco se conhecem os efeitos.
“A realidade é que não estamos expostos a cada produto individualmente, mas a uma mistura deles. Se dois compostos são interferentes endócrinos quando separados, ao juntá-los não significará, necessariamente, que eles vão se potencializar”, disse Jardim.
Segundo ele, essas interações são muito complexas. Para complicar, todos os dados de que a ciência dispõe no momento são para compostos individuais.

Superbactérias
Outra preocupação do pesquisador é a presença de antibióticos nas águas dos rios. Por meio do projeto “Antibióticos na bacia do rio Atibaia”, apoiado pela FAPESP por meio de um Auxílio à Pesquisa – Regular, Jardim e sua equipe analisaram de 2007 a 2009 a presença de antibióticos populares na água do rio paulista.
A parte da análise ficou por conta do doutorando Marco Locatelli, que identificou concentrações de cefalexina, ciprofloxacina, amoxicilina e trimetrotrin em amostras da água do Atibaia.
A automedicação e o consumo exacerbado desse tipo de medicamento foram apontados por Jardim como as principais causas dessa contaminação que apresenta como risco maior o desenvolvimento de “superbactérias”, microrganismos muito resistentes à ação desses antibióticos.

Todas essas questões foram debatidas no fim de 2009 durante o 1º Workshop sobre Contaminantes Emergentes em Águas para Consumo Humano, na Unicamp. O evento foi coordenado por Jardim e recebeu o apoio FAPESP por meio de um Auxílio à Pesquisa – Organização de Reunião Científica e/ou Tecnológica.

O professor da Unicamp reforça a gravidade da questão da água, uma vez que pode afetar de inúmeras maneiras a saúde da população e o meio ambiente. “Isso já deve estar ocorrendo de forma silenciosa e não está recebendo a devida atenção”, alertou.
(Agência FAPESP)

Fonte: Mercado Ético, 30/09

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Conheça o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis do MMA


O Ministério do Meio Ambiente lançou para consulta pública no dia 14 deste mês de Setembro o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (2011-2013). O período de consulta é de 45 dias e espera-se que a sociedade brasileira organizada contribua com sugestões para aperfeiçoar o documento que deverá orientar nos próximos três anos - portanto no curto prazo - um conjunto de ações que pretendem mobilizar o País para uma importante mudança de cultura.
 
O tema da produção e consumo sustentáveis ganha a cada dia maior relevância no cenário nacional e internacional. Iniciativas consideráveis podem ser observadas nos últimos 10 anos tanto por parte do setor público quanto do setor privado que buscam praticar uma economia mais limpa, observando critérios de conservação ambiental, e de diminuição dos Gases de Efeito Estufa (GEE). Se de um lado aumenta o arcabouço legal que multiplica os mecanismos de comando e controle por parte do Estado, que levam à conformidade ambiental cada vez mais exigente, de outro proliferam os chamados mecanismos voluntários, adotados por empresas e instituições privadas, como os relatórios de sustentabilidade sob égide do Global Report Initiative (GRI) e do Greenhouse Protocol.

Sem uma produção mais limpa (com o menor impacto ambiental e social negativo possível) e um consumo mais responsável (com a consciência do impacto gerado pelas escolhas pessoais e institucionais), é impossível progredir rumo a uma economia de baixo carbono, ou rumo à uma economia mais sustentável, como é o desejo de todos que entendem a gravidade da degradação ambiental e do aquecimento global.
Sem o esforço para alterar os atuais padrões de produção e consumo também não é realista almejar uma sociedade mais justa, pois a disputa por recursos naturais estratégicos pode levar ameaças concretas à paz, a tolerância entre etnias e povos. A mídia vem mostrando o crescimento de conflitos em torno do acesso à água, bem como ao petróleo em várias partes do mundo. No Brasil verifica-se um crescente açodamento entre desenvolvimentistas e conservacionistas, mostrando que uma agenda de convergência entre desenvolvimento e conservação dos recursos naturais é extremamente importante para prevenir uma guerra ideológica que não interessa a ninguém.
O Brasil vem tomando iniciativas robustas no campo legal, criando marcos regulatórios importantes como a Lei Nacional de Recursos Hídricos (1998), do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC - 2002), da estruturação do próprio Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), da Política Nacional de Educação Ambiental, e outras, que buscam oferecer parâmetros e amparo jurídico para novos e mais ousados passos.
Mais recentemente, o Plano Nacional do Clima (PNMC) de 2008 e a Política Nacional de Resíduos Sólidos de 2010 colocaram mais dois importantes pilares no conjunto de políticas públicas brasileiras que visam orientar cada vez mais a nossa economia e a nossa sociedade no caminho do desenvolvimento sustentável. Diminuir a emissão dos GEE e tratar adequadamente os resíduos gerados em todo o ciclo de manufatura de bens e serviços são, sem dúvida nenhuma, pontos de partida essenciais para se forjar uma “Green Economy”, ou uma economia orientada por uma modernização ecológica como querem alguns teóricos que analisam este importante momento da história humana - quando começamos a realizar a transição de um capitalismo intensivo em recursos naturais para um capitalismo intensivo em conhecimento e tecnologia.

O Plano ora colocado para a apreciação da sociedade brasileira, além de cumprir importante acordo que o Brasil assumiu junto às Nações Unidas - em 2007 (aderindo ao assim chamado processo de Marraquech), significa também uma decisiva sinalização por parte do governo brasileiro sobre a qualidade do crescimento que se deseja incrementar nos próximos anos. O promissor cenário de crescimento sustentado com taxas entre 5 e 7% ao ano pode vir a ser catastrófico se certas medidas não forem tomadas para lidar com os efeitos colaterais do desenvolvimento. Ninguém deseja que o padrão de engarrafamento do trânsito da cidade de São Paulo seja universalizado para o restante das cidades brasileiras. Ninguém deseja que o poder recém-adquirido pelas classes médias urbanas - especialmente a C, D e E - se torne uma avassaladora geração de resíduos que vão parar em rios, córregos e mares.
O Plano de Produção e Consumo Sustentáveis é uma agenda positiva, pois articula ações e idéias, muitas já em curso, absolutamente concretas e verificáveis, que buscam um melhoramento da sociedade. Também aponta para modelos de relacionamento entre os atores sociais, mais colaborativos e consensuais. Em estreita consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos - cuja regulamentação sairá em poucas semanas - o Plano conceitualmente trata da responsabilidade compartilhada e enfatiza a necessidade do engajamento dos consumidores e da estruturação de uma verdadeira cidadania ambiental.
O Plano apresenta um leque de seis prioridades, entre muitas que caberiam no escopo de um conjunto de ações direcionadas às mudanças de padrão tanto na produção quanto no consumo. São elas: aumento da reciclagem; educação para o consumo responsável; agenda ambiental na administração pública, compras públicas sustentáveis, construções sustentáveis, e varejo sustentável.
Ao selecionar tais prioridades buscamos privilegiar ações convergentes com os objetivos centrais do Plano, e que contem com responsabilidades e recursos definidos. Também consideramos o momento atual e a capacidade de implementação dos diversos atores envolvidos. Para as temáticas - igualmente importantes, mas ainda não maduras o suficiente para serem inseridas como prioridade - apontamos outros mecanismos, para incluí-las mais à frente.
Em essência, não é um plano governamental ou do Ministério do Meio Ambiente, uma vez que não se estrutura somente em ações governamentais. É um plano que abriga e agrega também ações importantes do setor produtivo e da sociedade civil, valorizando esforços que tem por base o bem público, o princípio da parceria e da responsabilidade compartilhada.
Como já mencionei, a recente sanção pelo Presidente da Política Nacional dos Resíduos Sólidos anima e fortalece o atual Plano. Ela fornecerá em muitos aspectos, as definições conceituais e os instrumentos legais, assim como o delineamento de incentivos pára que o Plano ganhe adesão e maior consistência.
O Plano de Produção e Consumo Sustentáveis, em muitas dimensões contribui para o debate das cidades sustentáveis ao tornar o tema da reciclagem e da disposição final do lixo um tema central, mas com soluções de curto e médio prazo.Também contribui com o incentivo ao retrofit (reformas ou modernização das edificações) e às construções com critérios ambientais.
A meta de aumentar significativamente a reciclagem resultará em duplo benefício para a sociedade: de um lado, diminuirá a quantidade de impactos ambientais - de resíduos a serem descartados - e de outro, instituirá um novo segmento econômico que tem tudo para crescer e para incluir; como é o caso dos catadores e das cooperativas que ganharão extraordinário impulso nesse ciclo. Mas esse movimento não será possível sem o engajamento do consumidor, portanto da população, e aí temos todo um campo de atuação para fazer avançar a informação qualificada sobre produtos, bens e serviços e ajudar os cidadãos a fazerem escolhas mais inteligentes nos seus hábitos e padrões de compra. Mas não estamos falando somente dos indivíduos, as instituições públicas e privadas também são consumidores, também compram bens e serviços e podem exercer um notável papel indutor no mercado, acelerando o processo de ampliação da oferta de bens e serviços mais sustentáveis.
Como Ministra de Estado, e em última instância responsável por mais esse esforço do MMA e de seus parceiros, só tenho a solicitar de todos os atores que desejem se somar a nós, nesta empreitada, que o façam usando seus melhores recursos de inteligência e generosidade.
As propostas que o Plano contempla, e que deverão ser aperfeiçoadas no processo de consulta, são um convite ao aproveitamento e à otimização de uma série de iniciativas, algumas voluntárias outras estimuladas, que já estão sendo praticadas e fazendo a diferença. É também uma convocação no sentido de engajar mais fortemente setores que estão apenas iniciando seus movimentos em prol da sustentabilidade. Finalmente, o Plano é, sobretudo, o descortinamento da possibilidade, aqui e agora, de darmos respostas positivas aos desafios que a dramaticidade do momento nos solicita e que o otimismo que as expectativas de desenvolvimento do nosso País requerem. Mãos à obra, portanto!


 Fonte: Mercado Ético, 28/09

 Entre e leia a proposta!

pdficon_small Proposta preliminar PPCS para consulta pública