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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Observatório do Clima alerta: Plano de negócios da Petrobras é suicídio


OC alerta estatal contra risco de concentrar investimentos no pré-sal e desinvestir em biocombustíveis e diz que empresa precisa começar a preparar saída do petróleo
 A Petrobras está criando problemas para o próprio futuro ao focar seu plano de negócios na exploração do petróleo do pré-sal e ao se desfazer de ativos em energias renováveis e biocombustíveis. O risco foi apontado pelo Observatório do Clima em carta enviada nesta quarta-feira ao presidente e ao Conselho Diretor da estatal, que se reúne amanhã (28) para reformular o estatuto da empresa.

Na visão do OC, a maneira como a Petrobras está buscando resolver seu problema de endividamento ao dobrar a aposta nos combustíveis fósseis equivale ao suicídio comercial, já que a economia e a política internacional começam a indicar que a era do óleo está com os dias contados. A empresa precisa, com urgência, planejar o futuro além do petróleo, e não há no momento sinais de que isso esteja acontecendo.

“O sino da morte para o petróleo tocou com a adoção do Acordo de Paris, que recebeu adesão recorde dos países e caminha para entrar em vigor antes mesmo do prazo oficial”, disse Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima. “Se a Petrobras não planejar desde já como deixará de ser uma empresa de óleo e gás para tornar-se uma empresa predominantemente de energia renovável, ela não sobreviverá no médio e longo prazo.”

As empresas de petróleo enfrentam desafios múltiplos. Primeiro, a queda no preço da commodity, que se soma a uma gradual desaceleração da demanda. O preço mais baixo, que não deve se alterar em muito tempo, tende a tornar economicamente inviáveis os chamados projetos “não-convencionais”, como as areias betuminosas do Canadá, o Ártico e o pré-sal, regiões cujo custo de extração varia entre US$ 40 e US$ 50 o barril. Embora a Petrobras diga que tem campos no cujos investimentos já foram amortizados, o que torna a extração viável, esse “colchão” deve durar cerca de três anos apenas – tempo insuficiente para acelerar a produção até os níveis de produção esperados pelo governo na década passada, quando o óleo na camada pré-sal foi descoberto.

Em cima disso há as restrições climáticas. Para evitar que o planeta sofra mudanças climáticas perigosas, o Acordo de Paris estabeleceu a meta de limitar o aquecimento global a “bem menos de 2oC”. E o único jeito de fazer isso é descarbonizar a economia global, em especial o setor de energia, antes do meio do século – deixando a maior parte dos combustíveis fósseis no subsolo. Esta não é uma recomendação de ambientalistas, e sim uma constatação da Agência Internacional de Energia.

O risco de que as reservas de combustíveis fósseis se tornem “ativos encalhados” tem feito fundos soberanos, de pensão e outros desinvestirem de empresas de carvão, óleo e gás. Os investimentos tendem a se concentrar nas energias renováveis, que não estão sujeitas a restrições governamentais e ainda podem remunerar os investidores com inovação tecnológica.

“O crescimento vertiginoso das renováveis, as restrições impostas pela necessidade de descarbonização e os preços em queda criam uma tempestade perfeita para o setor de óleo e gás”, diz André Ferretti, gerente de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário e coordenador geral do Observatório do Clima. “Empresas responsáveis precisam diversificar seu portfólio para reduzir a dependência de um ativo cada vez mais problemático e evitar prejuízos a seus acionistas. A Petrobras tem de fazer o mesmo com urgência, já que sua saúde financeira não interessa apenas a seus acionistas, mas a todo o povo brasileiro.”

Link para a carta: 

SOBRE O OC:
O Observatório do Clima é uma rede de 41 organizações da sociedade civil formada para discutir as mudanças climáticas no contexto brasileiro. Atua na formulação, no acompanhamento e no monitoramento de políticas públicas para clima no Brasil. Conheça aqui nossos membros e aqui nossos princípios. 
http://www.observatoriodoclima.eco.br

Fonte: AViV Comunicação
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terça-feira, 26 de abril de 2016

Hospitais preparam-se para enfrentar as mudanças climáticas

 Os gases causadores do efeito estufa estão entre as principais causas de mortes e doenças respiratórias em todo o mundo. Mas o que poucos sabem é que o próprio setor de saúde contribui com o problema.  

Estimativas mostram que nos Estados Unidos, ele responde por 8% das emissões que provocam o aquecimento global. Para mudar esse quadro, já começam a surgir iniciativas.

No Brasil, a mais recente e ambiciosa delas é o lançamento do Guia para Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa em Organizações de Saúde, elaborado pelo Projeto Hospitais Saudáveis com a colaboração da Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), o Hospital Albert Einstein, Rede D’Or São Luiz, Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e do Hospital Nove de Julho. 

O lançamento acontece nesta quinta, 28 de abril, em São Paulo (ver detalhes abaixo).

O Guia visa auxiliar as organizações do setor de saúde a estabelecerem seus compromissos com ações em prol da mitigação e da adaptação às mudanças do clima.  Ele foi elaborado com base na Ferramenta Intersetorial (versão 2016) do Programa Brasileiro GHG Protocol, cujo principal objetivo é auxiliar as organizações de saúde brasileiras no desenvolvimento de suas capacidades para medir e gerenciar emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).

A mudança do clima trará novas pressões de demanda e de custos para o setor saúde, cobrando crescimento sem precedentes na sua capacidade de resposta”, explica Victor Kenzo, responsável pelo desenvolvimento do guia pelo  Projeto Hospitais Saudáveis.

 “Muito dessa resposta dependerá da capacidade de o setor ampliar a eficiência no uso dos recursos humanos, ambientais, materiais e financeiros disponíveis, bem como da resiliência em suas operações, o que significa, a capacidade de recuperar o ambiente ante os impactos. Pensando ambientalmente, trata-se de atuar na prevenção dos efeitos da mudança climática sobre a saúde pública, mas simultaneamente, desenvolver a capacidade de produzir mais assistência e uma assistência mais efetiva, consumindo menos recursos naturais, emitindo menos gases de efeito estufa e não ultrapassando os limites do meio ambiente”, analisa.

As projeções dos principais institutos de pesquisas mundiais apontam para um cenário de aumento da carga de doenças na população mundial e, mais especialmente, entre grupos mais vulneráveis, situação que será agravada por crescente escassez de recursos para assistência e prevenção em saúde, assim como para outras ações de caráter social, essenciais em períodos de crise”, alerta Vital Ribeiro, presidente do Conselho do Projeto Hospitais Saudáveis. “Estas e muitas outras consequências negativas das mudanças climáticas configuram ameaças diretas à sustentabilidade dos sistemas de saúde que já sofrem os impactos do envelhecimento das populações e da crescente complexidade da assistência à saúde”, adverte.  “Mas os profissionais e as organizações de saúde podem assumir papel destacado, inspirando pelo exemplo a construção de uma economia de baixo carbono, aplicando práticas inovadoras nas próprias unidades de saúde enquanto lideram o debate acerca dos principais temas da saúde ambiental”, destaca.

Este lançamento integra a campanha "Desafio 2020 - A Saúde pelo Clima” do Projeto Hospitais Saudáveis, a qual visa mobilizar o setor saúde para reduçãotrês frentes: Mitigação, que  busca disseminar no setor saúde a prática de mensurar e controlar suas emissões, na intenção de estimular o estabelecimento de metas de redução de emissões; Resiliência, que engloba medidas para tornar estabelecimentos de saúde mais preparados para enfrentar o aumento de doenças e situações extremas resultantes da crise climática; e Liderança, que visa mobilizar dirigentes e profissionais de saúde em geral na defesa de políticas de proteção à saúde pública face à mudança climática 

Para saber mais sobre esta campanha mundial da rede Global Hospitais Verdes e Saudáveis, clique em:

SOBRE O LANÇAMENTO DO GUIA

·         Data e horário: 28 de abril de 2016, das 8:00 às 12:30
·         Local: Anfiteatro do Hospital Geral de Pedreira, Rua João Francisco de Moura, 251 - Vila Campo Grande, São Paulo/SP
·         Inscrições gratuitas pelo site http://www.hospitaissaudaveis.org/noticias_ler.asp?na_codigo=56

PROGRAMAÇÃO
08:00 – Palestra de Abertura – Dr. Nacime Salomão Mansur (Unidades Afiliadas SPDM)
08:30 – Visão geral sobre mudança do clima e a ferramenta para cálculo de emissões de gases de efeito estufa – George Magalhães (Programa Brasileiro GHG Protocol - GVces)
09:00 – Mudança do clima e saúde - Introdução à campanha “Desafio 2020 – A Saúde pelo Clima” – Vital Ribeiro (Centro de Vigilância Sanitária SES-SP e Projeto Hospitais Saudáveis)
09:30 – Apresentação do Guia – Isabel Santos e Victor Kenzo (Projeto Hospitais Saudáveis)
10:00 – Coffee break
10:30 – Inventário de emissões: a experiência de um hospital de grande porte – Neilor Guilherme Cardoso (Hospital Israelita Albert Einstein) – Moderação e comentários de Jonas Schwartzman (Unidades Afiliadas SPDM)
11:20 – Exercício de aplicação do Guia e seção de dúvidas com participação dos palestrantes
12:30 – Encerramento

 SOBRE O PROJETO HOSPITAIS SAUDÁVEIS

O Projeto Hospitais Saudáveis possui cerca de 130 membros institucionais, dentre eles prestadores de serviços de assistência à saúde ambulatorial, hospitalar, de urgência e de apoio diagnóstico, além de institutos de ensino e pesquisa. São também membros do PHS 10 organizações gestoras de sistemas de saúde, que gerenciam cerca de 100 hospitais e mais de 750 unidades de saúde não hospitalar. Atualmente, o PHS congrega mais de mil unidades de saúde, entre públicas (municipais, estaduais e federais) e privadas, com e sem finalidade de lucro, distribuídas por todas as regiões do Brasil. Consoante com sua missão de contribuir para um setor saúde socialmente responsável, seguro e sustentável, o Projeto Hospitais Saudáveis estimula que as organizações de saúde reflitam sobre as principais questões da saúde pública ambiental, tendo como base uma agenda de 10 temas. Desde 2012, o PHS vem mobilizando o setor saúde para exercer seu papel na mitigação da mudança do clima e na construção de sistemas de saúde mais resilientes.

O Projeto Hospitais Saudáveis é ponto focal no Brasil da organização internacional Saúde Sem Dano e gerencia no Brasil da Rede Global Hospitais Verdes e Saudáveis, fomentando, além de outras iniciativas, a participação das organizações do setor saúde na campanha “Desafio 2020 – A saúde pelo clima”, uma iniciativa global que tem como principal objetivo mobilizar o setor saúde para a tomada de ações concretas em três frentes: mitigação, resiliência e liderança. Para participar do Desafio 2020, as organizações do setor saúde devem se comprometer com a redução de sua pegada de carbono, tornarem-se resilientes à mudança do clima, exercendo papel de liderança por um clima saudável. Além disso, as organizações devem estabelecer metas de redução de carbono para o ano de 2020 e também compartilhar dados do seu progresso na gestão de GEE ao longo dos anos.

Fonte: AViV Comunicação
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Crianças do Colégio Franciscano Sagrada Família veste a capa de salvadores do planeta


Super-heróis de verdade: a turminha da Educação Infantil do Colégio Franciscano Sagrada Família veste a capa de salvadores do planeta. Com o desenvolvimento do projeto “Eu cuido de mim, eu cuido de nós. Nossa terra quer falar, você está pronto para ouvi-la?”, os pequenos executam tarefas inerentes a aspectos essenciais da sociedade contemporânea. 

Nomeadas “os guardiões do planeta”, a garotada é responsável por desenvolver atividades relacionadas à água, ao ar e às plantas, como riquezas e serviços ecológicos que a natureza nos oferece de graça; à reciclagem e reutilização dos recursos e à gentileza, que gera a tolerância com as diferentes ideias de uma sociedade democrática. Para oficializar a missão, o colégio realizou evento exclusivo para a entrega dos uniformes de super-herói.

De acordo com a Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil, Danielle Vasconcelos, as crianças, com fé em seus personagens, bem como na capacidade individual e coletiva, assumem o protagonismo próprio dos “super-heróis” na construção de uma sociedade mais justa, solidária e sustentável.

 Fonts: Komunic Comunicação Integrada

Olha que exemplo legal para outros colégios!! Muito bom! Parabéns!
Érica Sena

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