terça-feira, 25 de novembro de 2014

Serviços em saúde: a chave da equação- Roberta Valença



Enquanto isso, em algum hospital do Brasil:

- Acabei fazendo enfermagem porque precisava trabalhar, mas não gosto de ficar limpando esses pacientes, com esse ar de doença que tem aqui. O dono só pensa em ganhar dinheiro às nossas custas e ainda quer falar que é sustentável! Tá bom!

- Pois é! Ainda inventou um treinamento bem no dia da folga! Aquele povo falando e eu não entendo nada! Só queria estar em casa...

Poderíamos fazer uma tese de mestrado com esse diálogo, não? Duvido que não tenha colaboradores com esse perfil na sua empresa.

A base da equação de excelência dos serviços de saúde está na busca da qualidade em tudo. Cada vez mais entende-se que treinamento não é evento de um dia e um estudo passivo. Ainda mais quando se fala em aprendizagem de adultos.

Esse tema precisa ser levado muito a sério. Após diversos diagnósticos em organizações de diversos setores, o impacto do resultado sempre resvala na gestão de pessoas. Uma estratégia de sustentabilidade bem sucedida tem que ser entendida pelos profissionais em todas as escalas.

O primeiro passo para isso é identificar o que é ser sustentável para seu negócio. Quais são as áreas de maior impacto negativo? O que tornará a empresa mais rentável e lucrativa? Esse é o dever número um de qualquer companhia.

Após esta definição, como encontrar as melhores pessoas para fazer parte do time? A resposta não é simples e tampouco de solução rápida. A sustentabilidade pede uma visão de longo prazo e um comprometimento real com o desenvolvimento dessas pessoas. Sem deixar de olhar para as demandas de curto prazo, é claro, pois a empresa precisa andar!

A tríade padrão, treinamento e vigilância é, de fato, mandatório para medir resultados e poder aprimorá-los com o tempo. Mas há algo antes e que começa na seleção e recrutamento: saber se o candidato gosta da área é imprescindível e o selecionador deve ter esse espírito e essa sensibilidade. É possível!

Após isso, a meta é fazer um vínculo das causas do colaborador com as da própria empresa. Muitas vezes as pessoas não são muito qualificadas profissionalmente. A maioria não teve acesso aos estudos e conhecimento, ou talvez pense mais em dinheiro por não ter as necessidades básicas atendidas completamente. O direcionamento e esclarecimento de como elas podem chegar aos objetivos com o trabalho demonstram um interesse genuíno por parte do empregador e acaba se tornando um trabalho social com seu público interno, algo que deveria ser obrigatório. Precisamos desenvolver as pessoas – é uma questão de se comprometer com a necessidade do próprio negócio, da sociedade e do país. Precisamos de gente melhor preparada, engajada e que nos tragam melhores resultados de forma que todos estejam satisfeitos. Isso demanda tempo e investimento, porém os ganhos são incalculáveis.

Outra questão importante é a transparência. São passíveis de ocorrer imprevistos, erros e más interpretações de ambas as partes (empregado e empregador) nesse processo, mas tratar a questão de forma natural e verdadeira costuma render bons frutos. No caso de sua empresa ainda não dispor de verba para fazer adequadamente esse tipo de investimento, planejar, compartilhar e dialogar sobre as intenções que elevam o patamar do negócio é um bom começo.

Hoje, as pessoas buscam existência, algo que as façam levantar cedo da cama e enfrentar duas horas no trânsito para chegar ao trabalho. Elas almejam sentido (que na saúde já se encontra muito pela nobreza do próprio setor), mas querem mais. O mundo anda complexo e esse sentido é fundamental para qualquer ser humano. Vamos girar essa chave?
                                                                                                      Roberta Valença*


* Roberta Valença é CEO da Arator, consultoria de gestão e educação para sustentabilidade com inovação -roberta@aratorsustentabilidade.com.br
Fonte: Nb Press

Calculadora de Carbono é desenvolvida em escola de SP

Escola em SP desenvolve calculadora de carbono para crianças e adolescentes

Com base nos hábitos e na rotina das crianças e adolescentes, como ida e volta ao colégio, uso de videogames, o tempo no banho e o consumo de fast food, uma calculadora de carbono fornece a quantidade de dióxido de carbono produzida em um ano e o número de árvores que devem ser plantadas durante o período para amenizar os prejuízos causados ao meio ambiente.

Professores de matemática e física do Colégio Termomecanica, com a colaboração de um aluno da Faculdade de Tecnologia Termomecanica e os setores de Comunicação e Tecnologia da Informação da Fundação Salvador Arena são os responsáveis pelo desenvolvimento da ferramenta.

O dióxido de carbono (CO2) é um dos gases que causam o efeito estufa. Ele é liberado na atmosfera quando combustíveis fósseis – a principal fonte de energia do mundo – são queimados. 

A calculadora de carbono faz parte do projeto CEFSA Solidário, realizado anualmente por meio de trabalho voluntário dos alunos do Centro Educacional da Fundação em parceria com a comunidade local para debater temas pertinentes à sociedade. Ao longo do ano, o projeto promove debates sobre solidariedade, sustentabilidade e inclusão social.


“Nossa missão é a transformação social e, para isso, buscamos formar cidadãos mais conscientes de seu papel na sociedade que está inserido. Incentivar o consumo consciente da água, energia e ensinar conceitos de preservação do meio ambiente, refletindo com os alunos os prejuízos futuros caso isso não ocorra, são funções básicas da escola. Mas a participação dos familiares também é muito importante, por isso também promovemos atividades em parceria com a comunidade e incentivamos as discussões em casa, com a família”, explica Cristina Favaron Tugas, diretora pedagógica do Colégio Termomecanica, localizado em São Bernardo do Campo, São Paulo.

A calculadora de carbono está disponível neste site e pode ser utilizada por todos os interessados no assunto. O projeto segue com atividades até 2015 e será finalizado com eventos em locais públicos de São Bernardo do Campo, onde haverá distribuição de mudas de árvores nativas. 



Que sirva de modelo para outros colégios! Muito bom!
Érica Sena