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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Trânsito: ponto de encontro de todo os dias! Érica Sena

Crédito de Imagem: Planeta Sustentável/ Abril

Basta sair de casa, independente do horário, e do dia da semana para nos depararmos com trânsito. E isso é notado ao tentamos atravessar a rua da nossa casa, quando estamos dentro do carro, ou estamos num transporte coletivo.

Para os moradores das grandes cidades já é um fato corriqueiro, mas não deixa de ser irritante, ocorrendo sempre que precisamos nos deslocar por diversos motivos. É absurdo notar que mesmo com as inúmeras obras prontas e em construção (estradas e pontes), parece não haver solução para o trânsito.
Você já reparou nisso?

Além do não investimento em transporte coletivo, inúmeras propagandas são jogadas na mídia visando vender mais automóveis, fazendo com que a frota cresça de modo caótico, acompanhando o crescimento também caótico da população dos grandes centros urbanos. A indústria automobilística facilita e induz a compra de carros novos, através de diminuição do IPI, e facilidade de pagamento, sem prever o problema. Até uma criança pode notar que não tem mais espaço para eles nas ruas. Onde iremos parar?

Além de poluição do ar, há também aumento de stress pelos motoristas que passam horas neste inferno urbano. Quantos problemas físicos estão nos acometendo por ficarmos a mercê desse caos urbano? Problemas respiratórios por ficarmos inalamos partículas altamente perigosas, surdez (buzinas, motores, e outros sons dos centros urbanos), entre centenas de sintomas de stress e desequilíbrio emocional.

Será que conseguimos trabalhar bem, ou estudar bem, depois de ficarmos horas parados no transito, dentro de carro confortavelmente ou num transporte público abarrotado? Ou pior, como voltamos para nossa casa ao fim do dia? Isso é qualidade de vida? Será que cada um sabe quantas horas são perdidas durante o deslocamento entre sua casa e trabalho ou escola, ou mesmo nos deslocamentos para fazer compras, ir a uma consulta médica ou, até mesmo para o lazer?Se pensarmos bem passamos muitas vezes mais tempo no caminho do que no local de destino.

  E para o meio ambiente há interferência?  Sim, é altamente insustentável isso, pois além do desgaste físico e mental das pessoas, há aumento da poluição do ar, e a necessidade de produzir mais combustível (fóssil). O carro, o caminhão,  o ônibus, a motocicleta emite uma quantidade enorme de partículas  poluentes na atmosfera, dentre eles os gases de efeito estufa, ajudando no aquecimento global. Os grande centros urbanos, como São Paulo. colaboram com o aquecimento global.

 Diante de estarmos colocando em cheque a nossa saúde e a do Planeta, será que não está na hora de mudarmos algo, como trabalharmos, estudarmos mais próximos de casa, ou utilizarmos transportes coletivos (temos que lutar para melhorá-los também), ou até ir de bicicleta ou a pé? Sei o quanto é difícil propor isso para pessoas que perderam o costume de andar, e se entregaram ao conforto em quatro rodas.

Segundo o Relatório da Frota Circulante, até 2015, o Brasil contava com uma frota de 42,6 milhões de veículos em uso (aumento de 2,5% em comparação com 2014). Estima-se que agora devemos estar perto dos 50 milhões.  Só no Estado de São Paulo a frota estimada até março deste ano (2016) pelo Detran, era de  27,8 milhões de veículos 
(incluindo motocicletas, caminhões e ônibus e veículos agrícolas, que corresponde a 1/3 da frota nacional). Deste total, 17,6 milhões são de carros de passeio (63%).

Agora você entende porque há tanto transito em São Paulo? Mais da metade da frota se encontra aqui!
 Qual será a melhor solução para isso?

Deixo algumas dicas:
  •  Lutar por um melhor transporte público, com mais  linhas de metrôs, trens, VLTs, ônibus;
  • Carona solidária: um carro pode levar mais do que uma ou duas pessoas. Chega de individualismo! 
  • Deixar alguns dias da semana o carro na garagem e ir de transporte público;
  • Usar táxi, Uber , bicicleta, ao invés de sair com seu carro sempre!
  • Se o deslocamento for pequeno dentro do seu bairro, vá a pé ou de bicicleta. Faz bem para a saúde, para o planeta, e para o bolso!
  • Procurar estudar mais próximo do seu local de trabalho ou residencia.
  • E, paciência, um bom som no carro ou na Play list do seu celular para alegrar no caminho. Ninguem merece ficar ouvindo lamentações das pessoas dentro do transporte público.(rs). Bom deslocamento. Nos vemos em algum transito por aí!


Érica Sena- dez/16

. Bióloga, gestora ambiental, educadora, especialista em Tecnologias Ambientais, blogueira, palestrante.

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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Animais em extinção retornam à Mata Atlântica após restauração florestal


Urubu- rei

Projeto da The Nature Conservancy, Verdesa e Fundação Alcoa de restauração florestal trouxe a fauna de volta ao bioma tropical que tem uma das maiores biodiversidades do mundo

 Com a recuperação florestal das áreas degradadas da Mata Atlântica no município de Anhembi, interior de São Paulo, espécies como a onça-parda e o tamanduá-bandeira voltaram à região. O retorno da vida selvagem ao seu habitat natural foi capturado por câmeras instaladas por especialistas nas áreas recém restauradas em uma fazenda privada para monitorar a presença de animais na região.

Em 2011, a consultoria ambiental Verdesa uniu-se à The Nature Conservancy (TNC), a maior organização ambiental do mundo para recuperar áreas degradadas.  A região passou então a fazer parte do projeto global da TNC, denominado Plant a Billion Trees (PBT) – que desde 2008 recupera partes estratégicas da Mata Atlântica em diferentes estados brasileiros. O PBT também restaura o bioma cerrado no Brasil e florestas com biodiversidade excepcional na China e nos Estados Unidos.

Por dois anos, especialistas identificaram as áreas mais estratégicas para reflorestar. Com o apoio da Fundação Alcoa e de outros parceiros, foram plantadas mudas de árvores nativas em terras degradadas, feito a condução da regeneração natural em locais com resiliência e o isolamento dos fatores de degradação para evitar que o gado pastoreie no local.  A TNC e a Verdesa  monitoraram o crescimento da floresta aplicando metodologia específica desenvolvida junto ao PACTO pela restauração da Mata Atlântica.

As imagens capturadas pelas câmeras ao longo de 2015 registraram várias imagens de animais, como a caminhada majestosa de uma onça-parda, as asas abertas de um urubu rei descansando no chão e até mesmo um tamanduá bandeira cutucando a câmera. (Veja os vídeos aqui.) As gravações mostram que as espécies, ameaçadas de extinção, voltaram graças ao trabalho de restauração florestal.

Um dos principais fatores que a TNC considera para selecionar as regiões a serem recuperadas pela iniciativa PBT é o potencial de conectar áreas de floresta ao longo do território para criar “corredores ecológicos” contínuos, que contribuem mais para a conservação da biodiversidade do que remanescentes de florestas fragmentados. Outro elemento é a relevância da área para a conservação de rios e nascentes. A região de Anhembi tem grande importância para a Bacia do Rio Tietê, que fornece água aos moradores do município e das comunidades vizinhas.

“Esta área é um bom exemplo de como a restauração florestal pode trazer rápido retorno à fauna porque há mais espaço para os animais viverem e se movimentarem no território. Comunidades locais também se beneficiam, pois as florestas ajudam a preservar o abastecimento de água da região. Ainda traz resultados para todo o planeta porque as árvores armazenam carbono e mitigam as mudanças climáticas causadas pelos seres humanos”, explica o gerente de restauração da TNC, Rubens Benini.  “Ficamos surpresos ao ver animais que pensávamos estarem extintos e predadores do topo da cadeia alimentar em torno dessas áreas após apenas quatro anos de esforços de restauração”, acrescenta.

Desde 2008, a Campanha PBT já ajudou a trazer mais de 30 milhões de mudas de árvores nativas no Brasil que resultaram na restauração de mais de 12 mil hectares de áreas degradadas no país. A Fundação Alcoa começou a apoiar a iniciativa em 2010.

Acreditamos que um investimento na preservação do ambiente natural é um investimento na sustentabilidade de longo prazo das comunidades”, informa a gerente de Programa da Alcoa Foundation, Alice Truscott. “Aplaudimos a TNC por este avanço nos esforços de restauração da Mata Atlântica. Sua comprovada experiência no campo está ajudando a proteger a importante biodiversidade no Brasil e estamos orgulhosos de apoiar esses esforços”, completa.

Projetos de restauração na Mata Atlântica são essenciais para a sobrevivência deste bioma e para manter sua capacidade de continuar oferecendo serviços ambientais inestimáveis ​​para mais de 120 milhões de brasileiros que vivem nessas regiões. Originalmente, a Mata Atlântica cobria uma área de 1,3 milhão de quilômetros quadrados em 17 dos 26 estados do Brasil. Hoje apenas 12% da floresta permanecem e a maior parte não é conservada o suficiente para proteger a rica biodiversidade do local, que inclui uma em cada 20 espécies de vertebrados na Terra e 20 mil espécies diferentes de plantas.

Para saber mais sobre os projetos de restauração da Conservancy no Brasil, visite www.tnc.org.br/restauracao.

Sobre a TNC
The Nature Conservancy é a maior organização sem fins lucrativos de conservação ambiental do mundo. Está presente em mais de 35 países, adotando diferentes estratégias com a missão de conservar as terras e águas das quais a vida depende. No Brasil, onde atua há mais de 25 anos, a TNC promove iniciativas nos principais biomas, com o objetivo de compatibilizar o desenvolvimento econômico e social dessas regiões com a conservação dos ecossistemas naturais. O trabalho da TNC concentra-se em ações ligadas a Agropecuária Sustentável, Segurança Hídrica e Infraestrutura Inteligente além de Restauração Ecológica e Terras Indígenas. Saiba mais sobre a TNC emhttp://www.tnc.org.br

Sobre a Fundação Alcoa
A Alcoa Foundation é uma das maiores fundações corporativas nos Estados Unidos, com ativos de aproximadamente US$ 480 milhões. Fundada há 64 anos, a Alcoa Foundation investiu mais de US$ 635 milhões em comunidades em todo o mundo. Em 2015, a Fundação Alcoa contribuiu com mais de US$ 22 milhões para organizações sem fins lucrativos em todo o mundo, criando parcerias inovadoras para melhorar o meio ambiente e educar os líderes de amanhã para carreiras em manufatura e engenharia. O trabalho da Alcoa Foundation é reforçado pelos milhares de voluntários de funcionários da Alcoa que compartilham seus talentos e tempo para fazer a diferença nas comunidades onde a Alcoa opera. Através da assinatura do mês de assinatura do programa de serviço, em 2015, 47% dos funcionários da Alcoa participaram em 1 mil eventos em 24 países, beneficiando mais de 300 mil pessoas e 400 organizações sem fins lucrativos. 
Para mais informações, visitalcoafoundation.com e siga @AlcoaFoundation no Twitter.

Fonte: Imagem Corporativa 
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O futuro das empresas depende da valorização da biodiversidade. Ulisses Sabará


Apostar no uso da biodiversidade como forma de valorização dos negócios é uma realidade cada vez mais próxima das empresas, principalmente no Brasil, um país repleto de riquezas naturais e com 60% de seu território cobertos por vegetação. No entanto, para investir nessa tendência, é preciso saber aproveitar os recursos da natureza de maneira sustentável. Em outras palavras, para manter a competitividade, é preciso estar alinhado à necessidade do consumidor, a cada dia mais atento a transparência, ética e respeito ao meio ambiente.

Aliás, essa é uma questão que foi abordada recentemente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao apresentar o estudo “Retrato do uso sustentável de recursos da biodiversidade pela indústria Brasileira”. A análise ouviu 120 executivos de pequenas, médias e grandes indústrias.

Entre os pontos apresentados, chama a atenção o fato de que 86,7% dos gestores brasileiros enxergam que a importância atribuída ao uso da sustentabilidade aumentou nos últimos cinco anos. Para eles, isso ocorre devido à maior conscientização das pessoas, ao aumento de campanhas ligadas ao tema e também ao fato de os empresários estarem mais atentos ao uso sustentável da biodiversidade.

A análise ainda apontou que, nos últimos dois anos, 52,5% das empresas investiram em produtos que utilizam recursos da biodiversidade. Além disso, no mesmo período, 48% das companhias de grande porte investiram em ações ou projetos voluntários de conservação ambiental.

Os resultados mostram que o país está muito mais comprometido com o respeito ao meio ambiente do que há alguns anos. Muitos já enxergam que a biodiversidade tem o poder de tornar os negócios mais competitivos. E a meta é que, com o passar dos anos, novas companhias se inspirem e invistam em modelos de negócios mais transparentes, com cadeias de produção comprometidas com o bem-estar das gerações atuais e futuras.

Afinal, existe um interesse crescente da população mundial por produtos eficazes e que tenham uma história verdadeira de sustentabilidade por trás deles. E é nisso que a Beraca aposta ao trabalhar com produtos de origem não madeireira, como frutos e sementes da biodiversidade brasileira. O modelo de negócio adotado pela empresa garante não somente a preservação dos biomas naturais, mas também a criação de uma cadeia de valor, capaz de estimular a preservação ambiental e promover uma melhoria na qualidade de vida das famílias extrativistas.

Esse é apenas um exemplo. O importante é mostrar que, para uma mudança sustentável, é preciso investir na criação de sistemas, processos e políticas. Certamente, com ações capazes de recuperar e tratar o solo e preservar as florestas e as plantações, será possível resgatar o valor das riquezas naturais e ampliar ainda mais o poder da nossa biodiversidade. Essa é uma iniciativa capaz de transformar o meio ambiente e a nossa economia.

Ulisses Sabará é Presidente da Beraca, líder global no fornecimento de ingredientes naturais provenientes da biodiversidade brasileira para as indústrias de cosméticos, produtos farmacêuticos e cuidados pessoais.

 Fonte: Grupo Image
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