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domingo, 26 de março de 2017

Cinco passos para ensinar às crianças o consumo consciente de água

Reserva Natural Salto Morato. Foto: Acervo Fundação Grupo Boticário

No dia Mundial da Água (22/03), demonstre como evitar a escassez no futuro

No Brasil cada pessoa gasta, em média, 185 litros de água por dia, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda o máximo de 110 litros. 

O desperdício é um dos fatores que agravam a escassez desse recurso. Nada mais lógico, portanto, que aproveitar o dia Mundial da Água, 22 de março, para ensinar quem mais irá sofrer com esse problema no futuro: as crianças. Para Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a educação para o consumo consciente é uma medida essencial e urgente a ser adotada
O bom exemplo ainda é o método mais eficaz para transmitir ensinamentos aos filhos, mas é possível apostar em outras estratégias, de preferência que tenham um aspecto mais lúdico e criativo para criar a consciência da importância da natureza desde cedo”, ressalta Nunes. Segundo ela, a estratégia é fazer com que as crianças entendam a conservação como parte do dia a dia, e não como uma tarefa forçada.

Segundo o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos 2015 – Água para um Mundo Sustentável, documento elaborado pela Unesco, o consumo da água cresceu duas vezes mais do que a população nas últimas décadas. Seguindo o mesmo padrão de uso desse recurso, estima-se que até 2030 o mundo deve alcançar um déficit de 40% no abastecimento de água.

Leia abaixo cinco dicas para educar as crianças para a importância de conservar os recursos hídricos e consumir água de maneira consciente.

1.   Comece por uma lista de ações
O que pode mudar em casa para que a família consiga economizar água? Sente com seus filhos e, juntos, elaborem uma lista com itens que podem servir como metas, como reduzir o tempo de banho a cinco minutos por pessoa, varrer a calçada em vez de lavar, coletar a água que cai do chuveiro enquanto a temperatura está sendo regulada e todas as outras ações que resultem em economia.
Ao fim de cada semana, a família pode retomar a lista para avaliar o que foi ou não cumprido.

2.   Reutilize a água
Algumas atividades não exigem água tratada, como lavar as calçadas ou o carro. A reutilização é uma boa alternativa nesses casos. É possível captar a água que sobra depois do banho de banheira dos bebês ou da lavagem da roupa para empregar nessas tarefas. As crianças podem participar de todo esse processo. Não se esqueça de ensinar quais são os afazeres que exigem ou não água potável. A água coletada pode ser usada na limpeza da casa – deixe claro que ela não serve para ser consumida.

3.   Cultive um jardim
Qual a melhor forma de fazer uma criança entender que, sem água, os vegetais não sobrevivem e isso compromete a disponibilidade de alimentos? Cultivando um jardim em casa, plantando sementes e cuidando delas até que se desenvolvam. Caso não tenha espaço, um vaso de flor pode ser suficiente para ilustrar o processo. Se os pequenos ainda não conhecem o ciclo de formação da chuva, é um bom momento para abordar o assunto.

4.   Entre em contato com a natureza
Você sabia que existe um tipo de mata que protege os cursos d'água? A mata ciliar leva esse nome pois age como os cílios para os olhos e, assim, protege rios, mananciais e outras fontes de água de impurezas, poluição, assoreamento e muito mais. Visitar parques no meio da cidade e programar passeios em contato com a natureza são formas de demonstrar para as crianças a importância de conservar as áreas naturais e a relação delas com as fontes de água.

5.   Escolha o que e quando comprar
Embora a economia no ambiente doméstico seja essencial, o maior consumo de água acontece fora de casa: cerca de 70% do gasto de água mundial corresponde à agropecuária e 20% à indústria, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Para produzir um quilo de carne bovina são necessários aproximadamente 15 mil litros de água. Por outro lado, a mesma quantidade de carne de frango exige quase quatro mil litros. Na confecção de uma camiseta de algodão são gastos cerca de dois mil litros de água e mais de sete mil para um par de sapatos de couro. O computador de uso pessoal precisa de 30 mil litros de água para ser fabricado.
Portanto, é preciso pensar também na água envolvida na fabricação dos produtos e, a partir disso, fazer escolhas. Pare para refletir sobre seus hábitos de consumo: são necessárias tantas peças de roupas e pares de sapatos? É preciso trocar os aparelhos eletrônicos com tanta frequência? Ter essa consciência e ensiná-la para as crianças é um caminho para uma sociedade mais sustentável.

Sobre a Fundação Grupo Boticário: a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.493 projetos de 493 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país.  Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis. 

Na internet: 

Fonte: Pg1

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Energia térmica do Japão cairá 40% até 2030


A demanda por energia elétrica e o aumento da capacidade renovável no Japão irão diminuir até 2030 a geração por usinas térmicas para 40% abaixo dos níveis de 2015, de acordo com um novo relatório publicado hoje pelo Instituto de Economia da Energia e Análise Financeira (IEEFA).  

 O relatório "Japão: Maior Segurança Energética Através de Transformações Elétricas Renováveis ​​em uma Economia Pós-Nuclear"  contraria as previsões do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI) e destaca o potencial para melhorar a segurança energética nacional através de energias renováveis, especialmente energia solar e eólica offshore. Ele também prevê que muitas das 45 usinas a carvão atualmente projetadas não chegarão a ser construídas.

"Na transição energética no Japão, estão em jogo questões que transcendem a economia", afirma o relatório. "A própria segurança energética do Japão está em risco. Antes de Fukushima, o Japão tinha combustível nuclear suficiente para garantir que a energia nuclear desempenhasse um papel importante na produção nacional de eletricidade a longo prazo. Desde Fukushima e as paradas do reator, o país tornou-se profundamente dependente da importações de combustíveis fósseis. Isso contribuiu para uma reversão da balança comercial de 30 anos de superávit comercial para um déficit que atingiu US $ 116 bilhões em 2014."

Uma das principais conclusões do estudo é que os ganhos em eficiência energética reduzirão a demanda por eletricidade de 1.140 terawatts horas (TWh), no ano fiscal de 2010, para 868TWh em 2030.  "Fundamental para a nossa avaliação é o fato de que aumentos na eficiência energética têm reduzido a demanda por eletricidade no Japão nos últimos seis anos e continuarão a fazê-lo no futuro", diz o relatório. "A eficiência energética no Japão apóia a expansão das energias renováveis. A queda da demanda, apesar da forte absorção de veículos elétricos, cria um cenário ideal para um maior investimento em energia renovável".

"O Japão está em posição de tomar decisões políticas prudentes que podem atrair grande capital para infra-estrutura renovável em apoio à verdadeira segurança energética nacional, de forma a reduzir materialmente sua dependência a longo prazo dos combustíveis fósseis importados e da produção nuclear", destacou Tim Buckley, Diretor do Instituto de Estudos de Finanças de Energia - IEEFA, Australasia.

A energia solar fotovoltaica poderá vir a representar 12% do mix de geração de eletricidade no Japão até 2030, ante 4% atualmente. O Japão foi o segundo maior instalador global de energia solar fotovoltaica a partir de 2013-2015, mas é necessário mais apoio de políticas públicas para manter esse crescimento. Um recente movimento em direção a leilões reversos para grande escala solar sugere que o Japão pode realizar significativas reduções adicionais de custo solar, como as que estão sendo alcançadas em todo o mundo.  

O potencial eólico offshore do Japão tem importância estratégica, já que os custos tecnológicos caem rapidamente. O IEEFA acredita que esta fonte poderá vir a gerar 10 gigawatts (GW) no ano fiscal de 2030. Embora o desenvolvimento eólico em terra tenha sido lento devido aos longos processos de aprovações do Japão para as limitadas terras adequadas disponíveis, existem oportunidades significativas e negligenciadas no desenvolvimento eólico offshore.

O Japão tem uma das melhores indústrias de manufatura do mundo e uma que está se tornando mais adequada para a produção de turbinas eólicas. A Mitsubishi Heavy Industries está atualmente pesquisando e desenvolvendo tecnologia eólica offshore, bem como fornecendo turbinas offshore por meio de sua joint venture com a MHI Vestas Offshore Wind. A inerente ausência de restrições de terra à produção de energia eólica offshore trabalha a seu favor, assim como suas taxas de utilização de 45-50%, o que indica que pode contribuir para o poder de base. 

O Japão pode atender a 35% de suas necessidades de eletricidade com energias renováveis ​​até 2030. Supondo um impulso político muito necessário para aumentar a capacidade de energia solar e offshore, e um provável fator de redução na demanda de eletricidade do país, a participção total das energies renováveis no mix energético japonês dobrará para 35% em 2030.

De acordo com o relatório, a indústria nuclear de Japão, ferida de morte após o desastre de Fukushima, dificilmente se recuperará. O IEEFA acredita em menos de um quarto dos 40GW japonês de capacidade de energia nuclear off-line voltando ao serviço em 2030. Embora o Japão esteja buscando retomar a produção nuclear como uma forma de diversificar seu mix de geração e melhorar a segurança energética, a indústria enfrentará fortes ventos contrários. Os operadores financeiramente angustiados lutam para alcançar novos padrões de segurança antes que os reatores atinjam suas datas de aposentadoria.

O Japão provavelmente reduzirá os planos para construir uma nova leva de usinas a carvão. A maioria das 45 novas usinas a carvão que o Japão está propondo construir ainda estão em fase de planejamento e - por causa da queda da demanda de eletricidade do Japão - muitas não chegarão à fase de construção. As principais companhias japonesas de energia elétrica começaram recentemente a reavaliar seus planos de geração a carvão.

O relatório conclui que o Japão ganhará enormemente e de uma miríade de maneiras adotando um modelo de transição de eletricidade baseado nas energias renováveis: "Se o Japão levar o caminho de energia renovável para a frente, ele terá reformado seu sistema de eletricidade em 2030 de uma forma que vai aumentar drasticamente a sua segurança energética, reduzir o seu déficit em conta corrente e construir capacidades tecnológicas duradouras nas indústrias do futuro ".


SOBRE IEEFA

IEEFA realiza pesquisas e análises sobre questões financeiras e econômicas relacionadas com a energia e o ambiente. A missão do Instituto é acelerar a transição para uma economia de energia diversificada, sustentável e rentável e reduzir a dependência do carvão e outros recursos não renováveis ​​de energia.

Para conhecer as pesquisas do IEEFA: http://ieefa.org/category/subject/reports/

Fonte: Aviv Comunicação 
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Água invisível: como a produção de alimentos – e até de celulares – pode reduzir ainda mais as reservas de água



No Dia Mundial da Água (22/3), o Instituto Akatu convida a população a refletir sobre os gastos de água na produção do que ela consome

Hoje, vivemos novas condições hídricas. Lugares com regimes regulares de chuva passaram a ter períodos de estiagem. No Brasil, as atuais crises hídricas que o Nordeste brasileiro e Brasília (DF) vivem, sem contar com a de São Paulo em 2015, associadas a campanhas de conscientização, incentivaram o consumidor a usar a água com mais moderação. Porém, de uma forma geral, quando se pensa em quanto de água é consumida ao longo do dia, é comum lembrarmos apenas das ações cotidianas, como tomar banho, preparar a comida, escovar os dentes, lavar o carro ou as roupas. Em geral, não nos ocorre que existe também o “gasto invisível”, que é a quantidade de água usada durante a produção de praticamente tudo o que é consumido. É fundamental ter consciência sobre esse consumo invisível de água, que é tão ou até mesmo mais importante quanto os gestos de consumo da água que a gente vê.

Segundo dados da ONU, cada pessoa consome diariamente de 2 a 5 mil litros de “água invisível” contida nos alimentos. Para chegar a esses números, os pesquisadores analisam toda a cadeia de produção de um bem de consumo, com cálculos baseados em padrões que variam conforme os processos e a região de cada produtor. Por esses cálculos, por exemplo, uma única maçã, por exemplo, consome 125 litros de água para ser produzida, segundo a Waterfootprint, rede multidisciplinar de pesquisadores e empresas que estudam o consumo de água nos processos produtivos.

A pecuária também é responsável por um consumo alto de água. Para cada quilo de carne bovina, são gastos mais de 15 mil litros de água. Essa quantidade se refere à água e alimentação utilizadas para o gado até que ele atinja a maturidade e também a tudo que é gasto no processo do frigorífico, como limpeza e resfriamento do ambiente.

E a “água invisível” não está presente apenas na produção de alimentos. De acordo com pesquisa da Mind your Step, produzida pela Trucost a pedido da Friends of the Earth, entidade de proteção ao meio ambiente, a produção de um único smartphone consome cerca de 12.760 litros de água, valor equivalente à quantidade transportada por um caminhão-pipa médio.

Um item básico no guarda-roupa de todo brasileiro é a calça jeans. Para produzir uma simples unidade são consumidos 10.850 litros de água durante toda a cadeia de produção – quantidade suficiente para suprir o consumo de uma residência média no Brasil por mais de três meses. Essa quantidade contabiliza desde a água gasta na irrigação do algodoeiro, material usado para fabricar o tecido, até a água da confecção da peça.

“Melhorar os processos de produção para conseguir usar a água de forma mais eficiente é um dever, e é certamente de interesse, das empresas. Do ponto de vista empresarial, é preocupante ser dependente desse recurso que é cada dia mais escasso. E essa preocupação não deve ser só das empresas. As políticas públicas devem contribuir para evitar desperdícios hídricos e garantir a preservação dos mananciais. E, além disso, cada pessoa e cada família pode fazer a sua parte buscando consumir apenas o necessário, evitando o desperdício desse recurso tão essencial”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.

Você sabia? Se toda a água da Terra coubesse em uma garrafa de 1 litro, a água doce disponível equivaleria a pouco mais de uma gota!

Seguem algumas dicas do Instituto Akatu que podem evitar o gasto excessivo da “água invisível”:

-        Antes de fazer qualquer compra, reflita sobre a necessidade de adquirir um novo item. Pense se você não pode pegar o item emprestado, comprar o produto usado, ou fazer uma troca com outra pessoa;
-        Promova uma feira de trocas com os amigos e familiares; inúmeros artigos como roupas, acessórios, bijuterias, livros, entre outros, podem ser reaproveitados e ganhar uma nova vida nas mãos de outra pessoa;
-        Dê preferência aos itens duráveis mais do que os descartáveis;
-        Faça o uso compartilhado de bens e serviços. Se possível, alugue-os temporariamente ou combine o uso comunitário, entre várias pessoas;
-        Produtos concentrados, como de higiene ou limpeza, utilizam menos água em sua produção e transporte; por isso, devem ser preferidos em relação aos produtos diluídos;
-        Dê preferência aos alimentos produzidos próximos ao local onde você mora e compre aqueles que são da estação, pois isso fará com que durem mais e não haja desperdício;
-        Aproveite cascas, sementes, talos e folhas de legumes, verduras e frutas. Essas partes que muitas vezes são jogadas fora desconsiderando que têm nutrientes e podem ser aproveitadas em inúmeras receitas;
-        Diminua o consumo de carne bovina, que exige muita água em sua produção. Você não precisa eliminá-la de sua dieta, mas pode consumi-la com menos frequência, substituindo-a por outras fontes de proteína – e assim diminuir o impacto negativo de sua produção no meio ambiente e, consequentemente, na vida das pessoas.


Sobre o Instituto Akatu
Criado em 15 de março de 2001, o Instituto Akatu é uma organização não governamental sem fins lucrativos que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para estilos sustentáveis de vida com consumo consciente e mais bem-estar para todos. As atividades do Instituto estão focadas na mudança de comportamento do consumidor em duas frentes de atuação: Educação e Comunicação, com o desenvolvimento de campanhas, conteúdos e metodologias, pesquisas, jogos e eventos. O Akatu também atua junto a empresas que buscam caminhos para a nova economia, ajudando a identificar oportunidades que levem a novos modelos de produção e consumo – modelos que respeitem o ambiente e o bem-estar, sem deixar de lado a prosperidade.

Fonte: CDN


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