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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Qual será o fim das baterias de lítio dos carros elétricos?


 Devido a um comentário que aceitei hj, escrito em japones e que me disseram ser um spam pornografico, por isso não aceitem, caso apareçam no blog de vcs, resolvi deletar o post e postá-lo novamente (25/01)
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Meu irmão, Bruno Sena se coloca sempre contra aos carros elétricos,e me fez uma pergunta: o que farão com as baterias de lítio dos carros elétricos depois de usadas? Pois bem, estava procurando e encontrei o que meu irmão queria o  confirmar: são prejudiciais ao meio ambiente e ainda não sabem ao certo o que fazer com elas...rs.
Como sempre, primeiro criam o e problema e depois pensam o que fazer para solucionar....

Veja essa matéria do site da Inovação Tecnológica

O que vai alimentar os carros do futuro?

Elisabeth Jeffries - 22/01/2010
InAbastecendo os carros do futurodo direto ao ponto: as baterias de hoje são inadequadas para uso nos carros   elétricos. Mas cientistas e engenheiros não estão parados à beira do caminho. [Imagem: Green Car Initiative]


O lançamento do primeiro carro híbrido, o Toyota Prius, em 2001, já é um fato histórico. A história agora se renova com a estreia no mercado dos primeiros carros elétricos esportivos Tesla.

Mas esses sucessos não podem encobrir um "detalhe" nada desprezível: a tecnologia das baterias que estes carros utilizam ainda necessita de melhorias significativas para atender às exigências que os veículos encaram no dia a dia.
O fato é que as baterias de íons de lítio (Li-Ion) dos melhores laptops permitem que eles funcionem por uma hora e meia antes de exigirem uma recarga, que dura duas horas ou mais. E um computador portátil, mesmo podendo ser carregado, funciona parado, é um equipamento estacionário - portanto, com fácil acesso a uma tomada. Já um carro é projetado para cumprir suas funções em total mobilidade.
Indo direto ao ponto: as baterias de hoje são inadequadas para aplicações automotivas.
Baterias tão caras quanto o carro


Ainda há muito trabalho a fazer para que as baterias de lítio tornem-se capazes de alimentar carros urbanos a preços razoáveis.
Como o porta-voz da Daimler AG, Matthias Brock, faz questão de salientar, "a questão dos custos é primordial e a bateria é uma parte importante do preço de um carro [elétrico]. Para sermos competitivos, precisamos reduzir o preço das baterias, mas isso ainda vai levar alguns anos."
De acordo com Paul Nieuwenhuis, especialista em indústria automotiva na Universidade de Cardiff, no Reino Unido, a bateria de um carro híbrido padrão custa cerca de 17.000 euros (cerca de US$25 mil ou R$43 mil), o mesmo montante necessário para construir todo o restante do carro.
"Pode-se supor que, por volta de 2020 e com produção em massa, o custo das baterias terá caído pela metade. Essa produção em massa vai começar com os híbridos plug-in - carros híbridos recarregáveis através de uma tomada elétrica comum -, mas veículos elétricos a bateria "puros" também vão se beneficiar," diz ele.
Quer saber sobre as baterias confiáveis?
Abastecendo os carros do futuro

Deverá levar mais uma década até que a tecnologia dos veículos elétricos possa competir com as vantagens da tecnologia dos motores de combustão interna. [Imagem: Green Car Initiative] 

Investimentos nos carros elétricos
As pesquisas atuais parecem promissoras, ainda que leve mais uma década até que a tecnologia dos veículos elétricos possa competir com as vantagens da tecnologia dos motores de combustão interna. Mas os esforços estão agendados.
Em março de 2009, a Comissão Europeia destinou um bilhão de euros para o desenvolvimento de carros verdes como parte do Green Cars Initiative, que é parte integrante do seu plano de recuperação econômica pós crise financeira. Uma parcela desses recursos foi destinada para as pesquisas de baterias de alta densidade, motores elétricos, redes de distribuição de eletricidade inteligentes e sistemas de recarga de veículos.
Segundo um estudo realizado pelo banco HSBC, governos de todo o mundo estão fornecendo € 12 bilhões em estímulos para veículos com baixas emissões de carbono. A maior parte desse montante foi destinada à pesquisa e desenvolvimento de baterias mais leves e carros híbridos plug-in, bem como em créditos ou restituições de impostos para consumidores que comprarem veículos novos e de baixa emissão.
Mas é preciso fazer ainda mais. Segundo Lew Fulton, especialista da Agência Internacional de Energia (AIE), se conseguirmos reduzir o custo das baterias para € 380 por kilowatt/hora, um carro híbrido conectado à rede elétrica, com um alcance de 50 km, custaria apenas cerca de € 3.000 a mais do que um modelo híbrido não-conectado - no qual a bateria é recarregada pelo motor a combustão e pela energia regenerativa dos freios.
"Colocar na estrada 2 milhões de carros híbridos conectados ao ano até 2020 exigiria, portanto, um custo adicional de € 8 bilhões por ano. As pesquisas de baterias e veículos elétricos em geral deverão custar outras várias centenas de milhões de euros por ano se pretendermos desenvolver também carros elétricos puros," disse Lew Fulton.
O desafio da eletricidade para os carros elétricos
Desenvolver sistemas de transmissão e distribuição de eletricidade adaptados à era dos carros elétricos e híbridos é outro desafio.
Será necessário aumentar a capacidade de produção de energia? Poderia o desenvolvimento de uma rede inteligente de distribuição de energia - usando a tecnologia da computação para monitorar o consumo minuto a minuto - ser suficiente para abrir o caminho para uma utilização ampla dos veículos elétricos?
Recarregar carros acionados por energia elétrica irá, certamente, aumentar a demanda de energia. Mas estes carros também poderão ser utilizados para injetar eletricidade de volta na rede
. Uma vez que isto já é possível com as baterias de chumbo, seria fácil estabelecer uma interligação entre a rede de eletricidade e a frota de carros elétricos.
Abastecendo os carros do futuro

A inovação tecnológica, combinada com o crescimento a longo prazo nos preços do petróleo, sem dúvida anuncia mudanças à frente nas tecnologias automotivas. [Imagem: Green Car Initiative] 

Três rotas paralelas
Qualquer que seja a perspectiva que se adote, o desenvolvimento futuro dos veículos elétricos é uma meta muito ambiciosa e vai exigir, em primeiro lugar, enormes investimentos.
Na Europa, uma parte do financiamento para o Green Cars Initiative é também dedicada a criar motores a combustão mais limpos e eficientes, o que é, sem dúvida, um caminho mais fácil de seguir. Mesmo assim, muitos fabricantes de automóveis abraçaram o conceito dos carros elétricos.
Matthias Brock, da Daimler AG prevê a criação de três rotas: "Os carros elétricos poderiam ser usados na cidade, dada a sua autonomia mais limitada. Para distâncias maiores, os motores de combustão interna continuarão sendo a forma mais popular de transporte. Mas também estamos dando atenção às células de combustível
por causa de sua neutralidade total de emissões de carbono."
A General Motors também adotou a ideia de carros elétricos. Apesar da crise, a empresa está planejando lançar na Europa um novo veículo híbrido, chamado Opel Ampera, já em 2011. "A produção do Ampera irá em frente aconteça o que acontecer", diz Craig Cheetham, porta-voz da montadora americana.
O aumento das vendas e a melhoria da imagem da Toyota desde o lançamento do Prius certamente deu água na boca da GM. Este ingrediente inovador, que está atraindo a atenção em todos os salões de automóveis ao redor do mundo, combinado com o crescimento a longo prazo nos preços do petróleo, sem dúvida, anuncia mudanças à frente.

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=dilema-baterias-abastecer-carros-futuro&id=010170100122

2 comentários:

  1. Se do fim não se sabe o que será... já do começo sabemos... e não é nada bom...

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  2. Aqui no Japão realmente os carros elétricos "pegaram". Até veículos de grande porte hj são híbridos ou elétricos. Mas grande parte da venda ainda está no subsídio do governo, através do Eco Point e o desconto generoso no preço do carro.
    Claro que para o Japão é vantagem o carro elétrico. Além da questão ecológica, o país não produz petróleo mas produz eletricidade.

    A grande discussão: e as baterias?
    Aqui se recicla praticamente tudo, mas as baterias são altamente tóxicas e praticamente não tem outro uso depois de descartadas...

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Abs,
Érica Sena
Pensar Eco

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