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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Nem tudo que é ECO é sustentável!

Estava assistindo TV, quando vi a nova propagando da esponja de aço BomBril, agora ECO e resolvi pesquisar mais sobre isso. Achei muitas coisas interessantes, para o produção desse meu post.
Querem ver?

 Matéria- prima para produção das esponjas de aço: minério de ferro ( recurso natural NÃO-RENOVÁVEL)

 Bem, não precisa ser um expert em Engenharia, para perceber que a exploração deste minério é altamente impactante ao meio ambiente. Grande parte deste minério é exportado para vários países, aumentando assim o impacto por ele gerado.
 Ao ser entregue as siderúrgicas, indústrias poluidoras, o minério de ferro é derretido com o uso intensivo de energia e a queima de grandes quantidades de carvão, em fornos que atingem 1600º C. O processo também expele finos (poeira) de minério e de carvão, além de  gases como CO (monóxido de carbono), CO2 (dióxido de carbono), N2 (nitrogênio), CH4 (metano) e H2 (hidrogênio) para a atmosfera.(karla Cunha )


Achei uma matéria na Coluna Verdade Inconveniente da Galileu  muito interessente, pois nela possui um questionário direcionado a Bombril...Imperdível!!!...Leia!!




Os vídeos classificam o Bom Bril Eco como 100% ecológico e dizem que ele “enferruja, desmancha e some” na natureza em 30 dias, não agredindo o meio ambiente. De fato, o minério de ferro, quando dissolvido, não chega a causar problemas ambientais ou para a saúde, como causam os metais pesados, conta Geraldo Borin, coordenador do curso de gestão ambiental da PUC-SP. Neste aspecto, ponto para a Bombril, que tem um produto cujo descarte não representa uma grande questão ambiental. Mas isso justifica o selo “100 % Eco”, que só perde em tamanho na embalagem para a própria marca da empresa?

“A comparação com rivais deveria quantificar tudo o que está relacionado à fabricação do Bom Bril Eco, como sua extração, fabricação, transporte para o consumidor, uso e descarte. É muita coisa para colocar em 30 segundos”, afirma Luis Henrique Sanchez, professor da Escola Politécnica da USP e especialista em avaliação de impactos ambientais.

Para ser 100% ecológico, é necessário mais do que apenas um descarte que não prejudique a natureza: todo o processo de produção deve ser sustentável.  Já que a propaganda não informa sobre o que é feito nas outras etapas da produção, quem melhor para responder que a própria Bombril?

 
"Sobre a entrevistar algum representante da Bombril, mas a assessoria de imprensa exigiu que as perguntas fossem enviadas por email.  Depois de seis dias do nosso email, as respostas não traziam  nenhum detalhe sobre as etapas de mitigação de impacto ambiental". Colunista da Galileu

1- A Bombril tem alguma ação para compensar o impacto ambiental causado durante a extração e o transporte do minério?

A empresa diz que escolhe os fornecedores seguindo a legislação vigente (o que não significa empresas que consigam mitigar todos os danos ambientais causados pela extração). Afirma também que o fornecedor de matéria-prima (que não foi informado) se “destaca pela preocupação em agir de forma sustentável” na fabricação e nas emissões indiretas, provenientes de transporte. Como isso é feito, e se há algum controle da Bombril sobre o processo para dizer que é 100% ecológico, nada é dito.
A empresa lista outras ações ambientais como tratamento de afluentes (ETA), tratamento de esgoto (ETE) e caldeiras industriais que usam Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), gerando economia em combustível e a diminuição de emissão de CO2 e CO na atmosfera. “A afirmação do GLP é correta, mas as estações ETA e ETE não são diferenciais porque já são exigidas por lei ”, conta Borin.
O aço vem do minério de ferro, um recurso natural que não é renovável. A extração de matéria-prima e seu processo industrial causam uma série de impactos ambientais, como poluição e desmatamento. As respostas da Bombril permitem afirmar que a empresa fabrica um produto 100% ecológico, que consegue reduzir totalmente o impacto que causa no meio ambiente?
Não, dizem os especialistas. “Isso é uma valorização mercadológica baseada em valores atuais da sociedade. Nada se acrescentou a este produto para ele agora ser chamado de ecológico. No máximo, ele não seria antiecológico”, diz Borin. “É uma afirmação forte que não tem sustentação com o que é apresentado na própria publicidade”, concorda Sanchez.
 A BOMBRIL é amplamente conhecida por sua preocupação com a responsabilidade social e pela sua consciência ecológica.  Tanto que a visão institucional divulgada no site eletrônico da empresa faz questão de enfatizar que o objetivo da BOMBRIL é “Ser agente efetivo na transformação e melhoria da sociedade a partir de nossas ações voltadas à comunidade e à sustentabilidade do meio ambiente.”
A preocupação ambiental da BOMBRIL se estende inclusive aos seus fornecedores, que são criteriosamente escolhidos através de um processo que visa selecionar sempre os que cumprem integralmente a legislação vigente.
A Companhia tem por objetivo reduzir ao máximo os impactos ambientais e desenvolve atividades de forma ecologicamente consciente e sustentável. A lã de aço é obtida da usinagem da matéria-prima denominada arame de baixo teor de carbono. Após entrar na maquina de extração, esse arame é usinado por um conjunto de ferramentas especiais que possui estrias cujo contato com o arame vai extrair vários fios de aço com micros espessuras formando várias mantas de lã de aço. Essas mantas são encaminhadas para outros equipamentos, onde são cortadas em fitas e depois enroladas de forma cilíndrica. Em seguida, são embaladas respectivamente em filme plástico e sacos de papel intermediário. Todas as operações são realizadas em ambientes limpos e organizados, atendendo a padrões tecnológicos rigorosos e os parâmetros de processos são monitorados pelo Controle de Qualidade.
Observa-se que o próprio processo de produção da lã de aço já facilita a degradação do produto.  A despeito da lã de aço ter como matéria-prima o aço (material que, em princípio, apresenta grande durabilidade), este é submetido a um processo de trefilamento, tornando possível que a lã de aço desapareça totalmente em um prazo aproximado de 30 (trinta) dias.
Cumpre salientar que o fornecedor de matéria-prima da lã de aço BOMBRIL é uma empresa que vem se destacando por sua preocupação em reduzir ao máximo os impactos sobre o meio ambiente e desenvolve atividades de forma ecologicamente consciente e sustentável, sempre preocupada em minimizar os impactos de descarte de água, em melhorar a eficiência do consumo de energia nos processos industriais, bem como reduzir as emissões indiretas, ou seja, aquelas provenientes de transportes, viagens ou operações de prestadores de empresas terceirizadas.

2-O Bom Bril antigo já era considerado ecológico por vocês? Há algo de diferente no produto de agora?

O BomBril Eco é o mesmo produto lançado há mais de 60 anos. Tendo em vista a movimentação do mercado em relação ao tema sustentabilidade, a empresa decidiu comunicar os atributos ecológicos para o consumidor. Trata-se do lançamento do conceito sustentável. O que mudou foi o layout da embalagem que agora traz a palavra ‘ECO’ estampada em um ícone de folha para que os consumidores associem rapidamente o posicionamento da empresa.

3- O pacote do produto é reciclável?
Sim. Esse atributo está sinalizado na embalagem.

4- Há outras ações da empresa com o viés de sustentabilidade que vocês poderiam destacar?

Sim, a Bombril é uma empresa comprometida com o desenvolvimento sustentável. As principais ações sócio-ambientais da empresa consistem em:
- ETA – (Estação de tratamento de afluentes)
- ETE (Tratamento de Esgoto)
- Caldeiras Industriais – as caldeiras da Bombril funcionam a gás liquefeito do petróleo gerando economia em combustível e a diminuição de emissão de CO2 e CO na atmosfera.
Ações complementares: reciclagem de resíduos; reuso de insumos; reaproveitamento de matéria-prima.
A Bombril também lançou a linha Ecobril – composta por 10 categorias de itens 100% ecológicos para os cuidados da casa e das roupas. O processo de fabricação é realizado de forma sustentável. Para a composição de cada item foram selecionadas matérias-primas naturais e de fontes renováveis com ativos biodegradáveis; os produtos são concentrados; os refis são econômicos e as embalagens são recicladas e recicláveis. Esses benefícios têm impacto direto na redução do consumo de água, energia, transporte e embalagem. ( Felipe Pontes)

    Sites consultados:
http://colunas.galileu.globo.com/verdadeinconveniente/2010/06/18/bom-bril-eco-nao-tem-nada-de-diferente/
http://blogs.abril.com.br/blogdojj/2010/05/bom-bril-eco.html

 Essa minha pesquisa, que resultou nesse post , mostra que o consumidor tem que ser esperto e não acreditar nos produtos que usam da sustentabilidade e da onda verde como marketing.
Parabéns Felipe Pontes e a equipe da Galileu, muito boa a matéria!!!
                    Érica Sena

3 comentários:

  1. Infelizmente agora tudo vai ter selo eco. Não pensando no meio ambiente e sim como mais um bom chamariz de vendas... Daqui a pouco vai ter inseticida eco. Pura enganação

    Ainda bem que o produto é proibido aqui no Japão.

    ResponderExcluir
  2. Olá...

    O título desta mensagem... fez-me logo pensar em Nós, animais humanos, pois também somos ECO mas não somos sustentáveis... somos tal e qual o esfregão...

    Bjs

    ResponderExcluir
  3. Ótima postagem!!!!
    Agora o que mais vamos ver são produtos intitulados eco, haja vista que muitas pesquisa apontam que as pessoas estão consumindo (e escolhendo) mais aqueles intitulados ecológicos e sustentáveis.
    É preciso ficarmos atentos e sempre que possível divulgar essas coisas.

    Abçs
    Cintia

    ResponderExcluir

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