A entrega da
proposta de diretrizes, presente no Plano Municipal de Mobilidade e
Transportes Sustentáveis,
acontecerá hoje na Câmara Municipal de SP
De acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas
(FGV), a cidade de São Paulo perde, por ano, R$ 33 bilhões por conta do
trânsito, sendo que cerca de R$ 27 bilhões estão diretamente conectados ao que
o município deixa de produzir. E por esse motivo ONGs e Instituições da
sociedade civil se juntaram durante a Semana da Mobilidade - instituída aqui
para coincidir com o evento europeu, que acontece de 16 a 22 de setembro,
quando se comemora o Dia Mundial sem Carros. A programação dessa semana foi
dirigida pelo Movimento Nossa SP (MNSP.) e uma rede de
organizações da sociedade civil.
O ponto alto da programação será hoje, com a
entrega de uma proposta de diretrizes para compor o Plano Municipal de
Mobilidade e Transportes Sustentáveis em um seminário organizado em conjunto
com a Comissão de Transportes da Câmara Municipal de São Paulo.
"O Plano Diretor da cidade, aprovado em 2002,
exige a elaboração do Plano Municipal de Mobilidade. Mas ele nunca foi feito.
Fizemos um trabalho imenso de pesquisa com vários especialistas e vamos entregar
à Câmara Municipal um documento de mais de 300 páginas, que inclui propostas
ousadas", revela Maurício Broinizi Pereira, coordenador da Secretaria Executiva
do MNSP.
Entre as propostas "ousadas" ele destaca
o uso das principais artérias da cidade como corredores de ônibus expresso.
"Muitas das principais vias da cidade, que poderiam ter corredores de
ônibus, não têm. É o caso da Henrique Schaumman e das avenidas Brasil e
Tiradentes. O que propomos é maior compartilhamento do sistema viário entre o
transporte publico e o privado".
O MNSP também propõe que as 31 subprefeituras
tenham um plano cicloviário que se conecte com os terminais de transporte
público e com um tronco cicloviário central. "Temos consciência claríssima
de que essas mudanças vão exigir intervenções urbanas enormes, mas não podemos
continuar assistindo a cidade se autodestruir. Ou esperar pelas linhas de metrô
prometidas para 2015, quando nada garante que elas irão sanar a imensa demanda
reprimida que já existe pelo transporte público", diz Broinizi.
A proposta do MNSP inclui um novo modelo de
corredores de ônibus, com bilheteria nas paradas - ao invés da cobrança ser
realizada dentro do veículo, o que retarda o ingresso das pessoas no ônibus e
empata o trânsito.
Essas propostas têm como objetivo um deslocamento
mais rápido dos paulistanos, através do aumento de uso de transporte coletivo
pela cidade, já que os resultados da pesquisa encomendada pelo MNSP ao Ibope
mostraram o tempo perdido no transito, o aumento da frota de veículos, além do aumento
dos problemas de saúde por causa da poluição do ar.
Lembre-se: No dia 22 de setembro, quarta-feira, deixe seu carro na
garagem e participe do DIA MUNDIAL SEM CARRO!
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Érica Sena
Pensar Eco