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segunda-feira, 2 de junho de 2014

A taxa de reciclagem continua aquém das necessidades

Lixo aumentou, reciclagem não


Brasil já ocupa o quinto lugar entre os maiores produtores de resíduos do mundo, considerando a Europa como um único bloco produtor.
Os dados são da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), com base em informações da International Solid Waste Association (ISWA), da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Banco Mundial.
 Acontece que apenas 3% de todo o lixo é reciclado no país.
Os dados divulgados pela Abrelpe são claros: do total de 63 milhões de toneladas de lixo geradas anualmente no território brasileiro, mais de 30% apresentam potencial para a reciclagem. E o que temos são os mirrados 3% de aproveitamento dessas materiais que poderiam gerar riquezas para o país.
“O Brasil viu seu volume de resíduos crescer 21% na última década, muito acima do índice de crescimento da população, que foi de 9,6% no período”, relata o diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho. Entretanto, bons exemplos de reciclagem não têm crescido na mesma proporção.
Ainda de acordo com a associação, 60% das cidades Brasil afora dispõem de algum tipo de coleta seletiva. 
“Isso não significa que esses municípios tenham coleta seletiva em todo o seu território ou que contem com um programa formalizado porta a porta. Apenas indica que o município está aberto ao tema”, avisa Silva Filho.
O diretor-presidente da Abrelpe ressalta que, se chegamos a essa porcentagem foi graças, em grande parte, ao trabalho árduo dos catadores informais. São eles que “salvam” dos lixões, dos aterros e das ruas resíduos aproveitáveis e os encaminha para a devida reciclagem.
E olha que estamos atingindo o prazo final de eliminação dos lixões a céu aberto: oficialmente, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) determinou 3 de agosto deste ano como o dia em que o Brasil, finalmente, exterminaria de vez com os fétidos terrenos onde urubus e homens disputam espaço para conseguir algo de valor, do ponto de vista de cada um deles.
A estimativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), contudo, já dá conta de que esse objetivo não será cumprido, nem por milagre. Isto porque ainda estão em plena atividade no país nada menos que dois mil lixões recebendo dejetos.
Não à toa, a CNM tratou de pedir que o Governo Federal estique um pouco mais esseprazo. Três capitais ainda não contam com aterros sanitários regularizados: Belém,Porto Velho e até o Distrito FederalSão Paulo, a maior capital do país, livrou-se dos lixões a céu aberto, mas só vai cumprir o total do que pede a PNRS daqui 20 anos. Apenas em 2034, a cidade conseguirá reciclar ao máximo seus resíduos sólidos.
Carlos Silva Filho diz que todo esse atraso se deve a problemas com o sistema de coleta seletiva e de reciclagem
Alguns gargalos são bastante latentes, como a falta de instrumentos econômicos para a reciclagem, com pouco ou nenhum investimento realizado nessa área, no sentido de permitir uma economia de escala. Isto prejudica o processo de comercialização e de vendas desses materiais”.Afonso Capelas Jr.



Pensar Eco comenta:
Infelizmente a sociedade atual, cheia de vazios existenciais, tenta se preencher, segundo a mídia, com a aquisição de bens materiais, como eles trouxessem a tão almejada felicidade. O impacto disso é o aumento de consumo, diminuição dos recursos naturais, e consequentemente o aumento de lixo, de embalagens, de materiais com potencial de serem reciclados ou reutilizados, sem que haja uma destinação correta. Na ponta de cá não  conseguiremos diminuir  o consumismo, e na outra ponta, não temos políticas públicas efetivas que garantam o bom gerenciamento dos resíduos sólidos. O que fazer? A vinda da PNRS foi uma luz na escuridão, mas pelo que se nota, está se apagando. 
Érica Sena

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