quinta-feira, 28 de abril de 2016

Observatório do Clima alerta: Plano de negócios da Petrobras é suicídio


OC alerta estatal contra risco de concentrar investimentos no pré-sal e desinvestir em biocombustíveis e diz que empresa precisa começar a preparar saída do petróleo
 A Petrobras está criando problemas para o próprio futuro ao focar seu plano de negócios na exploração do petróleo do pré-sal e ao se desfazer de ativos em energias renováveis e biocombustíveis. O risco foi apontado pelo Observatório do Clima em carta enviada nesta quarta-feira ao presidente e ao Conselho Diretor da estatal, que se reúne amanhã (28) para reformular o estatuto da empresa.

Na visão do OC, a maneira como a Petrobras está buscando resolver seu problema de endividamento ao dobrar a aposta nos combustíveis fósseis equivale ao suicídio comercial, já que a economia e a política internacional começam a indicar que a era do óleo está com os dias contados. A empresa precisa, com urgência, planejar o futuro além do petróleo, e não há no momento sinais de que isso esteja acontecendo.

“O sino da morte para o petróleo tocou com a adoção do Acordo de Paris, que recebeu adesão recorde dos países e caminha para entrar em vigor antes mesmo do prazo oficial”, disse Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima. “Se a Petrobras não planejar desde já como deixará de ser uma empresa de óleo e gás para tornar-se uma empresa predominantemente de energia renovável, ela não sobreviverá no médio e longo prazo.”

As empresas de petróleo enfrentam desafios múltiplos. Primeiro, a queda no preço da commodity, que se soma a uma gradual desaceleração da demanda. O preço mais baixo, que não deve se alterar em muito tempo, tende a tornar economicamente inviáveis os chamados projetos “não-convencionais”, como as areias betuminosas do Canadá, o Ártico e o pré-sal, regiões cujo custo de extração varia entre US$ 40 e US$ 50 o barril. Embora a Petrobras diga que tem campos no cujos investimentos já foram amortizados, o que torna a extração viável, esse “colchão” deve durar cerca de três anos apenas – tempo insuficiente para acelerar a produção até os níveis de produção esperados pelo governo na década passada, quando o óleo na camada pré-sal foi descoberto.

Em cima disso há as restrições climáticas. Para evitar que o planeta sofra mudanças climáticas perigosas, o Acordo de Paris estabeleceu a meta de limitar o aquecimento global a “bem menos de 2oC”. E o único jeito de fazer isso é descarbonizar a economia global, em especial o setor de energia, antes do meio do século – deixando a maior parte dos combustíveis fósseis no subsolo. Esta não é uma recomendação de ambientalistas, e sim uma constatação da Agência Internacional de Energia.

O risco de que as reservas de combustíveis fósseis se tornem “ativos encalhados” tem feito fundos soberanos, de pensão e outros desinvestirem de empresas de carvão, óleo e gás. Os investimentos tendem a se concentrar nas energias renováveis, que não estão sujeitas a restrições governamentais e ainda podem remunerar os investidores com inovação tecnológica.

“O crescimento vertiginoso das renováveis, as restrições impostas pela necessidade de descarbonização e os preços em queda criam uma tempestade perfeita para o setor de óleo e gás”, diz André Ferretti, gerente de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário e coordenador geral do Observatório do Clima. “Empresas responsáveis precisam diversificar seu portfólio para reduzir a dependência de um ativo cada vez mais problemático e evitar prejuízos a seus acionistas. A Petrobras tem de fazer o mesmo com urgência, já que sua saúde financeira não interessa apenas a seus acionistas, mas a todo o povo brasileiro.”

Link para a carta: 

SOBRE O OC:
O Observatório do Clima é uma rede de 41 organizações da sociedade civil formada para discutir as mudanças climáticas no contexto brasileiro. Atua na formulação, no acompanhamento e no monitoramento de políticas públicas para clima no Brasil. Conheça aqui nossos membros e aqui nossos princípios. 
http://www.observatoriodoclima.eco.br

Fonte: AViV Comunicação
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terça-feira, 26 de abril de 2016

Hospitais preparam-se para enfrentar as mudanças climáticas

 Os gases causadores do efeito estufa estão entre as principais causas de mortes e doenças respiratórias em todo o mundo. Mas o que poucos sabem é que o próprio setor de saúde contribui com o problema.  

Estimativas mostram que nos Estados Unidos, ele responde por 8% das emissões que provocam o aquecimento global. Para mudar esse quadro, já começam a surgir iniciativas.

No Brasil, a mais recente e ambiciosa delas é o lançamento do Guia para Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa em Organizações de Saúde, elaborado pelo Projeto Hospitais Saudáveis com a colaboração da Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), o Hospital Albert Einstein, Rede D’Or São Luiz, Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e do Hospital Nove de Julho. 

O lançamento acontece nesta quinta, 28 de abril, em São Paulo (ver detalhes abaixo).

O Guia visa auxiliar as organizações do setor de saúde a estabelecerem seus compromissos com ações em prol da mitigação e da adaptação às mudanças do clima.  Ele foi elaborado com base na Ferramenta Intersetorial (versão 2016) do Programa Brasileiro GHG Protocol, cujo principal objetivo é auxiliar as organizações de saúde brasileiras no desenvolvimento de suas capacidades para medir e gerenciar emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).

A mudança do clima trará novas pressões de demanda e de custos para o setor saúde, cobrando crescimento sem precedentes na sua capacidade de resposta”, explica Victor Kenzo, responsável pelo desenvolvimento do guia pelo  Projeto Hospitais Saudáveis.

 “Muito dessa resposta dependerá da capacidade de o setor ampliar a eficiência no uso dos recursos humanos, ambientais, materiais e financeiros disponíveis, bem como da resiliência em suas operações, o que significa, a capacidade de recuperar o ambiente ante os impactos. Pensando ambientalmente, trata-se de atuar na prevenção dos efeitos da mudança climática sobre a saúde pública, mas simultaneamente, desenvolver a capacidade de produzir mais assistência e uma assistência mais efetiva, consumindo menos recursos naturais, emitindo menos gases de efeito estufa e não ultrapassando os limites do meio ambiente”, analisa.

As projeções dos principais institutos de pesquisas mundiais apontam para um cenário de aumento da carga de doenças na população mundial e, mais especialmente, entre grupos mais vulneráveis, situação que será agravada por crescente escassez de recursos para assistência e prevenção em saúde, assim como para outras ações de caráter social, essenciais em períodos de crise”, alerta Vital Ribeiro, presidente do Conselho do Projeto Hospitais Saudáveis. “Estas e muitas outras consequências negativas das mudanças climáticas configuram ameaças diretas à sustentabilidade dos sistemas de saúde que já sofrem os impactos do envelhecimento das populações e da crescente complexidade da assistência à saúde”, adverte.  “Mas os profissionais e as organizações de saúde podem assumir papel destacado, inspirando pelo exemplo a construção de uma economia de baixo carbono, aplicando práticas inovadoras nas próprias unidades de saúde enquanto lideram o debate acerca dos principais temas da saúde ambiental”, destaca.

Este lançamento integra a campanha "Desafio 2020 - A Saúde pelo Clima” do Projeto Hospitais Saudáveis, a qual visa mobilizar o setor saúde para reduçãotrês frentes: Mitigação, que  busca disseminar no setor saúde a prática de mensurar e controlar suas emissões, na intenção de estimular o estabelecimento de metas de redução de emissões; Resiliência, que engloba medidas para tornar estabelecimentos de saúde mais preparados para enfrentar o aumento de doenças e situações extremas resultantes da crise climática; e Liderança, que visa mobilizar dirigentes e profissionais de saúde em geral na defesa de políticas de proteção à saúde pública face à mudança climática 

Para saber mais sobre esta campanha mundial da rede Global Hospitais Verdes e Saudáveis, clique em:

SOBRE O LANÇAMENTO DO GUIA

·         Data e horário: 28 de abril de 2016, das 8:00 às 12:30
·         Local: Anfiteatro do Hospital Geral de Pedreira, Rua João Francisco de Moura, 251 - Vila Campo Grande, São Paulo/SP
·         Inscrições gratuitas pelo site http://www.hospitaissaudaveis.org/noticias_ler.asp?na_codigo=56

PROGRAMAÇÃO
08:00 – Palestra de Abertura – Dr. Nacime Salomão Mansur (Unidades Afiliadas SPDM)
08:30 – Visão geral sobre mudança do clima e a ferramenta para cálculo de emissões de gases de efeito estufa – George Magalhães (Programa Brasileiro GHG Protocol - GVces)
09:00 – Mudança do clima e saúde - Introdução à campanha “Desafio 2020 – A Saúde pelo Clima” – Vital Ribeiro (Centro de Vigilância Sanitária SES-SP e Projeto Hospitais Saudáveis)
09:30 – Apresentação do Guia – Isabel Santos e Victor Kenzo (Projeto Hospitais Saudáveis)
10:00 – Coffee break
10:30 – Inventário de emissões: a experiência de um hospital de grande porte – Neilor Guilherme Cardoso (Hospital Israelita Albert Einstein) – Moderação e comentários de Jonas Schwartzman (Unidades Afiliadas SPDM)
11:20 – Exercício de aplicação do Guia e seção de dúvidas com participação dos palestrantes
12:30 – Encerramento

 SOBRE O PROJETO HOSPITAIS SAUDÁVEIS

O Projeto Hospitais Saudáveis possui cerca de 130 membros institucionais, dentre eles prestadores de serviços de assistência à saúde ambulatorial, hospitalar, de urgência e de apoio diagnóstico, além de institutos de ensino e pesquisa. São também membros do PHS 10 organizações gestoras de sistemas de saúde, que gerenciam cerca de 100 hospitais e mais de 750 unidades de saúde não hospitalar. Atualmente, o PHS congrega mais de mil unidades de saúde, entre públicas (municipais, estaduais e federais) e privadas, com e sem finalidade de lucro, distribuídas por todas as regiões do Brasil. Consoante com sua missão de contribuir para um setor saúde socialmente responsável, seguro e sustentável, o Projeto Hospitais Saudáveis estimula que as organizações de saúde reflitam sobre as principais questões da saúde pública ambiental, tendo como base uma agenda de 10 temas. Desde 2012, o PHS vem mobilizando o setor saúde para exercer seu papel na mitigação da mudança do clima e na construção de sistemas de saúde mais resilientes.

O Projeto Hospitais Saudáveis é ponto focal no Brasil da organização internacional Saúde Sem Dano e gerencia no Brasil da Rede Global Hospitais Verdes e Saudáveis, fomentando, além de outras iniciativas, a participação das organizações do setor saúde na campanha “Desafio 2020 – A saúde pelo clima”, uma iniciativa global que tem como principal objetivo mobilizar o setor saúde para a tomada de ações concretas em três frentes: mitigação, resiliência e liderança. Para participar do Desafio 2020, as organizações do setor saúde devem se comprometer com a redução de sua pegada de carbono, tornarem-se resilientes à mudança do clima, exercendo papel de liderança por um clima saudável. Além disso, as organizações devem estabelecer metas de redução de carbono para o ano de 2020 e também compartilhar dados do seu progresso na gestão de GEE ao longo dos anos.

Fonte: AViV Comunicação
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Crianças do Colégio Franciscano Sagrada Família veste a capa de salvadores do planeta


Super-heróis de verdade: a turminha da Educação Infantil do Colégio Franciscano Sagrada Família veste a capa de salvadores do planeta. Com o desenvolvimento do projeto “Eu cuido de mim, eu cuido de nós. Nossa terra quer falar, você está pronto para ouvi-la?”, os pequenos executam tarefas inerentes a aspectos essenciais da sociedade contemporânea. 

Nomeadas “os guardiões do planeta”, a garotada é responsável por desenvolver atividades relacionadas à água, ao ar e às plantas, como riquezas e serviços ecológicos que a natureza nos oferece de graça; à reciclagem e reutilização dos recursos e à gentileza, que gera a tolerância com as diferentes ideias de uma sociedade democrática. Para oficializar a missão, o colégio realizou evento exclusivo para a entrega dos uniformes de super-herói.

De acordo com a Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil, Danielle Vasconcelos, as crianças, com fé em seus personagens, bem como na capacidade individual e coletiva, assumem o protagonismo próprio dos “super-heróis” na construção de uma sociedade mais justa, solidária e sustentável.

 Fonts: Komunic Comunicação Integrada

Olha que exemplo legal para outros colégios!! Muito bom! Parabéns!
Érica Sena

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Isopor ganha ponto de coleta na Câmara Municipal de São Paulo

Crédito de Imagem: Érica Sena (18/04/16)


Semana passada estive na Câmara Municipal de São Paulo e vi este ponto de coleta, até fotografei. E hoje achei uma matéria legal do Pensamento Verde sobre isso.Compartilho com vocês!




Isopor ganha ponto de coleta em São Paulo


Do material recolhido e reciclado dá-se origem a diversos produtos como chinelos, espuma para pufes, molduras e muito outros





Desde o dia 13 de abril, a cidade São Paulo passou a disponibilizar um ponto de coleta de isopor para incentivar sua população a realizar o descarte correto. Segundo o vereador Gilberto Natalini, responsável pelo projeto, a ideia é conscientizar todos os cidadãos sobre a reciclagem do isopor – que precisa de pelo menos oito anos para se decompor na natureza.
A iniciativa de criar o PEV-M (Ponto de Entrega Voluntária Monitorado) tem como objetivo reaproveitar todo este material que, antes, seria descartado junto ao lixo comum e agora pode ser usado como matéria-prima para produção de novas molduras de quadro, chinelos, telhas termoacústicas, entre outros.
Localizada na área externa da Câmara Municipal de São Paulo, a PEV-M já está à disposição das pessoas que quiserem descartar corretamente suas embalagens de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e outros equipamentos, em uma área reservada para que o cidadão descubra mais informações sobre o material e o seu processo de reaproveitamento.
Depois disso, todo o volume recolhido é encaminhado para as cooperativas Coopervivabem e Cora para tratamento e comercializado junto às fábricas que farão uso deste material.
Oficialmente, o material é batizado como EPS (sigla internacional para Polietileno Expandido), mas se popularizou como isopor após a empresa Knauf Isopor registrar a marca.
O projeto conta com a parceria da Plastivida e da Comissão de EPS da Abiquim, que, em 2015, já haviam lançado a Campanha Recicla Isopor® com o mesmo objetivo. 
Conforme informações dos responsáveis pelo PEV-M, apenas cerca de 34,5% do isopor pós-consumo foi reaproveitado para reciclagem. A ideia é aumentar exponencialmente esse número – já que existe a possibilidade de novos pontos de coleta serem criados na capital paulista.
Desta forma, a expectativa do projeto, a longo prazo, é gerar maior economia na produção de EPS, movimentar o setor de reciclagem e, consequentemente, empregar novos profissionais na área.
Fonte: Pensamento Verde

Parabéns ao Vereador Gilberto Natalini e a todos envolvidos neste projeto! 

Que muitos PEVs-M seja colocados pela cidade!

#IsoporÉReciclável

Érica Sena 
Crédito de Imagem: Érica Sena (18/04/16)



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sexta-feira, 22 de abril de 2016

No Dia da Terra, que tal tornarmos nosso dia mais sustentável?



Dicas simples para tornar seu dia-a-dia mais sustentável
1. Proibido desperdiçar água!
Fechar as torneiras enquanto estiver ensaboando a louça e roupa.
Escovar os dentes com a torneira fechada.
Desligar o chuveiro para ensaboar o corpo ou fazer a barba.
Evitar pingos e vazamentos através de manutenção do encanamento.
 Reutilizar a água do tanquinho e máquina de lavar após a lavagem de roupas para lavar o quintal.
Armazenar em recipientes a água da chuva e usar para regar as plantas. Lembre-se- se mantê-los fechados para não haver proliferação de mosquitos Aedes.
Reutilizar a água residual da pia para lavagem das embalagens destinadas à coleta seletiva.
Reutilizar a água da lavagem de hortaliças para regar seus vasos.
Atenção! Não podemos mandar a água limpa pelo ralo, nossas plantas podem se beneficiar com ela!
2 Proibido desperdiçar energia!
Apagar as luzes dos cômodos que não estão sendo ocupados.
Usar lâmpadas fluorescentes.
Não deixar televisão, rádio, e outros aparelhos ligados se ninguém estiver os utilizando.
Durante os dias de sol aproveite a luz natural! Abra as portas e janelas, além de arejar, fará melhor para sua saúde e seu bolso!
● Retirar da tomada os eletrodomésticos após o uso. Quando viajar retire os aparelhos da tomada. Segundo o Instituto Akatu, os aparelhos ligados em stand-by (modo de espera) também são ladrões silenciosos de energia, e podem representar 12% do consumo de uma casa.
3-Outras dicas diversas
Lembrar dos 5 R´s do Consumo Sustentável: Repense, Reduza, Recuse, Reutilize e Recicle.
O consumo exagerado traz consequências para o seu bolso e para o planeta. Ele não dá mais conta de tirar tanta matéria –prima para produzir tudo o que “necessitamos”.
Consumir produtos mais sustentáveis, que não agrida tanto o meio ambiente.
Preferir transporte coletivo, ou andar a pé ou de bicicleta. Deixe seu carro alguns dias na garagem! Grande parte da poluição do ar vem da emissão de gases das frotas de veículos.
Separar se lixo, e encaminhar o material reciclável para Cooperativas de Reciclagem, catadores avulsos ou Pontos de Entrega Voluntária (PEVs).
Se informar mais sobre os problemas socioambientais do seu bairro participando das reuniões comunitárias. Cobrar das autoridades resolução dos problemas que afetam a qualidade de vida.
Se houver condições, prefira alimentos orgânicos aos convencionais. Seu organismo ficará mais saudável!
Diminua o consumo de carne! A pecuária contribui para haver a mudança climática.
Claro que será muito difícil pegar todas as dicas e coloca-las em prática ao mesmo tempo, mas se você começar a cumprir algumas delas, essa transformação acontecerá aos poucos.
 Temos que mudar de atitudes pensando não só no hoje, mas no amanhã também.  Garantir a sustentabilidade é nada mais do que satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades.
Faça sua parte!
#NãoAoDisperdício
#MudançasDeAtitude
#ConscientizaçãoAmbiental
#EducaçãoAmbiental
#VcÉResponsávelPeloPlaneta
Érica Sena
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1,5°C continua a ser a principal meta para a implementação de Acordo de Paris


O Fórum de Países Vulneráveis ao Clima (CVF) está pedindo um encontro ministerial da "Coalizão de Alta Ambição" em Nova York para tomar as medidas concretas necessárias para acelerar a ação climática global. Representantes de mais de 165 países estão hoje na sede da ONU em Nova York por causa da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas.


"Em Paris, nós concordamos em trabalhar em conjunto para limitar o aquecimento global a não mais do que 1,5 graus centígrados, uma temperatura limite que representa a própria base do acordo.  Essa ambição deve se traduzir em medidas concretas para atingir tal objetivo, o que significa que todos os países devem submeter contribuições muito mais ambiciosas no âmbito do Acordo de Paris, o mais tardar em 2020. Também é igualmente urgente para permitir essa ambição que alcancemos rapidamente a marca de US$ 100 bilhões, respeitando a adicionalidade com os compromissos em matéria de ajuda oficial ao desenvolvimento", destacou o secretário Emmanuel M. De Guzman, da Comissão para as Alterações Climáticas das Filipinas.
O Ministro das Relações Exteriores da Costa Rica, Manuel Gonzalez, acrescentou: "A nova Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável não serão alcançados se não formos capazes de marcar temperatura de 1,5 grau.  A ambição na política climática será crucial para permitir a ambição nas metas de desenvolvimento sustentável e ampliar o acesso aos direitos humanos fundamentais em todo o mundo. Além disso, a ambição não se limita apenas ao controle das emissões, porque nós também precisamos de ambição para atingir o mais rápido possível um equilíbrio claro no financiamento climático internacional e para aumentar os fundos disponíveis para apoiar os grupos pobres e vulneráveis ​​a se adaptarem às mudanças climáticas".
A Coalizão de Alta Ambição surgiu na CoP21 em Paris como uma aliança de países em desenvolvimento e desenvolvidos que, juntos, exigiram resultados fortes da Conferência, incluindo a inclusão do ambicioso limite de 1,5 graus centígrados no Acordo de Paris.

Em 22 de abril, os membros do Fórum dos Países Vulneráveis ao Clima, atualmente presidido pelas Filipinas, muitos dos quais levaram sua ratificação ao Acordo de Paris, com Fiji, Palau, Ilhas Marshall e Maldivas entre primeiras nações a ratificar, também estão participando da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris na sede da ONU.
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Declaração do Presidente Felipe Calderón, Presidente da Comissão Mundial sobre a Economia e Clima
A cerimônia de assinatura reafirma os compromissos assumidos em dezembro passado e proporciona um impulso para os esforços internacionais sobre o clima. Estou animado que muitos países estão assinando o acordo na primeira oportunidade, incluindo os três maiores emissores: os Estados Unidos, China e Índia. Entramos em um novo capítulo, pois os países estão percebendo que agir sobre a mudança climática é de seu interesse econômico.
Agora precisamos passar da retórica à realidade. O financiamento da transição para o baixo carbono é nosso próximo desafio. Sabemos que existe o capital, só precisamos desbloqueá-lo. Nós já estamos vendo passos positivos, especialmente no mundo em desenvolvimento. No ano passado, pela primeira vez os países em desenvolvimento investiram mais em energias renováveis ​​do que os países desenvolvidos. O New Development Bank também está mostrando uma liderança real. Na semana passada, anunciou seus primeiros projetos: todos são sobre energia renovável. Espero que os bancos mais tradicionais sigam este exemplo. O dinheiro já está fluindo para a economia de baixo carbono. Uma vez que reduzamos os riscos dos investimentos em baixo carbono, virá uma onda. O Acordo de Paris foi um triunfo da diplomacia. A cerimônia de assinatura de hoje mostra que não  era só conversa, e que os países estão dispostos a trabalhar. Este é um passo importante no caminho para um clima melhor para todos.
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Fonte: Ms Global
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terça-feira, 19 de abril de 2016

ONU recebeu declaração interreligiosa sobre mudanças climáticas assinada por 270 líderes mundiais

Declaração interreligiosa sobre mudanças climáticas assinada por 270 líderes de todo o mundo foi entregue ontem, 18/04  à ONU


A apenas quarto dias antes que o Secretário Geral da ONU, Ban Ki Moon, abra a cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, uma declaração interreligiosa que apóia este pacto e pede uma ação muito mais ambiciosa – e que foi assinada por 270 líderes religiosos foi entregue nesta segunda-feira, 18 de abril, ao Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Embaixador Mogens Lykketoft.

Veja o texto integral em www.interfaithstatement2016.org

Entre os signatários da declaração estão  o Dalai Lama e o Reverendo  Desmond Tutu, além do Rabino Yashuv Cohen, o Grand Imam Maulana Syed Muhammad Abdul Khabir Azad, a Sacerdotisa Beatriz Schulthess e o Sheik Naqshbandiyya-Mujaddidiyya da Ordem Sufi.  A declaração é também apoiada por 4.639 indivíduos e 86 grupos de todo o mundo, que têm demonstrado seu apoio on-line usando a hashtag #Faiths4ParisAgreement.

A Declaração apoia a implementação total do Acordo do Paris e de todas as outras decisões tomadas na CoP21 em dezembro passado.  Ela também reafirma o apoio das comunidades de fé a ações climáticas mais ambiciosas - incluindo a rápida eliminação dos subsídios aos combustíveis fósseis, a aceleração da transição para energias 100% renováveis, bem como para o compromisso estabelecido no Acordo de Paris de ‘perseguir esforços’ para limitar o aumento da temperatura media global a não mais do que 1,5 graus centígrados acima dos níveis pré-industriais.

"O planeta já ultrapassou os níveis seguros de gases de efeito estufa na atmosfera. A menos que estes níveis sejam rapidamente reduzidos, corremos o risco de criar impactos irreversíveis e de colocar centenas de milhões de vidas, de todas as espécies, em grave risco”, adverte a seção inicial da Declaração.
 
A Declaração serve também para renovar o forte compromisso das comunidades de fé de permanecerem ativas na definição da responsabilidade moral da humanidade de cuidar da Terra, como tão poderosamente afirmado na Encíclica Papal, bem como das diversas declarações sobre mudanças climáticas firmadas por budistas, cristãos, hindus, judeus, islâmicos, sikhs e outros líderes religiosos.


Fonte: AViV Comunicação
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5 livros sobre sustentabilidade para ter na sua estante - Flavia Pini


 Um bom livro consegue levar o leitor a outra realidade ao mesmo tempo em que permite questionamentos sobre sua própria vida. 

No tema da sustentabilidade, algumas obras exercem uma influência maior, permitindo que questões ambientais sejam discutidas pela primeira vez. A GreenClick, empresa de certificação socioambiental, lista cinco livros que inspiram ideias sustentáveis:




O Banqueiro dos Pobres
O livro conta a história e o sonho de Muhammad Yunus, economista que criou o Banco Grameen, em Bangladesh. O objetivo? Conceder microcréditos à população de baixa renda no país. O que parecia uma jogada de risco se transformou em uma das mais eficientes iniciativas para combater a pobreza e desigualdades sociais. O feito, inclusive, rendeu ao autor o Prêmio Nobel da Paz em 2007.
Autor: Muhammad Yunus
Editora: Ática
Ano: 2000


O Futuro da Terra
Tema bastante discutido atualmente, sendo pauta para pesquisas e debates internacionais, o aquecimento global ainda suscita dúvidas em muitas pessoas. Quais são suas origens? E os efeitos climáticos? Como o Brasil será afetado? A obra, do renomado físico brasileiro Herch Nussenzveig, trata dessas questões e foi finalista do Prêmio Jabuti em 2012.
Autor: Herch Moysés Nussenzveig
Editora: FGV
Ano: 2011

Como viver em São Paulo sem carro
Doze pessoas que abandonaram o automóvel na maior metrópole brasileira contam suas histórias neste livro, relatando experiências e soluções para melhorar a mobilidade urbana e diminuir a emissão de poluentes. Para estimular a prática, cada depoimento traz com um mapa ilustrando os lugares preferidos dos personagens em São Paulo.
Autores: Leão Serva e Alexandre Frankel
Editora: Neotropica
Ano: 2012



Primavera Silenciosa
Poucos livros conseguem mudar o curso da história – o que é o caso desta obra, escrita pela cientista Rachel Carson em 1962. Ao questionar o futuro do planeta e apontar os malefícios do uso de pesticidas na agricultura, a obra colocou a questão ambiental em debate pela primeira vez e foi um dos fatores do banimento do DDT.  “Primavera Silenciosa” foi considerada uma das principais reportagens do século 20 pela Escola de Jornalismo de Nova York e um dos 25 maiores livros de ciência de todos os tempos pela Discover Magazine.
Autora: Rachel Carson
Editora: Gaia
Ano: 2010


A Terra em Balanço
Al Gore é conhecido por ter sido vice-presidente de Bill Clinton e ter perdido a eleição presidencial norte-americana em 2000. Porém, Gore também é um ativista ecológico, com extensa obra sobre o meio ambiente e escreveu este livro em 1992 (muito antes de ganhar o Prêmio Nobel da Paz em 2007).  As questões ainda são atuais no século 21, como o aquecimento global e a destruição do solo.
Autor: Al Gore
Editora: Global
Ano: 2008
* Flávia Pini é Diretora de Marketing da GreenClick, empresa que contribui com a neutralização da emissão de CO2 no país
Fonte: Nb Press
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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Energia renovável para combater as mudanças climáticas



Energia renovável é uma das principais demandas da população para combater as mudanças climáticas


Como as cidades podem ajudar a combater as mudanças climáticas?  

Essa pergunta foi trabalhada durante quatro anos pelo ICLEI - principal associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável – em oito cidades brasileiras participantes do programa Urban LEDS.   Por meio de comitês e grupos de trabalho relacionados ao tema, municípios como Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Betim, Rio de Janeiro e Porto Alegre envolveram a população e especialistas para estabelecer as políticas e ações de enfrentamento às mudanças climáticas.  Ao final do projeto, o que ficou evidente é que tanto para os gestores públicos, como para a população, a energia renovável, em especial a solar, é vista como prioritária.

“Cada uma das cidades participantes do projeto desenvolveu seu plano específico para reduzir suas emissões de carbono, que é o principal gás causador do efeito estufa, e eles guardam várias semelhanças entre si. Mas o que ficou evidente é que a energia solar tem um apelo muito forte e tende a ser priorizada nas iniciativas municipais”, explica Igor Albuquerque, gerente de Mudanças Climáticas do ICLEI e responsável pela etapa brasileira do Urban LEDS.  “Isso pode ser comprovado pelo fato de que ao final do projeto com o ICLEI, quase todas as cidades participantes tinham alguma iniciativa de energia solar implantada”, detalha.

Como o objetivo do Urban LEDS era capacitar os municípios a desenvolverem e implantarem suas políticas municipais de baixo carbono, as iniciativas relacionadas a energia solar consistiram em ações modelo, ou seja, de pequeno escopo porém alto grau de monitoramento para avaliar sua eficácia e replicabilidade.   Em todas as cidades, elas consistiram basicamente na instalação de usinas de microgeração de energia fotovoltaica em lugares públicos, financiadas pelo Urban LEDS.  Em Belo Horizonte, por exemplo, ela está instalada na Lagoa da Pampulha. Em Betim, no Parque Natural Municipal Felisberto Neves. Em Recife, no Jardim Botânico Municipal. Em Porto Alegre, a usina foi instalada em uma escola pública. No Rio de Janeiro, foram instaladas usinas em 6 diferentes escolas municipais, duas das quais de modelo híbrido solar/eólica. 

Urban LEDS são estratégias de desenvolvimento urbano de baixo carbono que definem um caminho de transição para uma cidade de economia urbana verde e inclusiva. Eles integram de forma transversal os planos e processos de desenvolvimento de vários âmbitos da gestão urbana, como planejamento urbano e uso do solo, habitação, emprego, saúde e educação, energia, transporte, saneamento básico, gestão de resíduos e compras públicas.   Este projeto internacional foi implementado pelo ICLEI-SAMS em parceria com a ONU Habitat e teve financiamento da União Europeia.  Além do Brasil, o Urban LEDS foi desenvolvido na Índia, Indonésia e África do Sul.

SOBRE O ICLEI - Principal associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável, o ICLEI promove ação local para a sustentabilidade global e apoia cidades a se tornarem sustentáveis, resilientes, eficientes no uso de recursos, biodiversas, de baixo de carbono; a construírem infraestrutura inteligente e a desenvolverem uma economia urbana verde e inclusiva com o objetivo final de alcançar comunidades felizes e saudáveis.  Este movimento global congrega mais de 1000 estados, metrópoles e cidades de pequeno e médio porte em 86 países. Seu Secretariado para América do Sul (ICLEI SAMS) apoia uma rede de mais de 40 cidades sul-americanas que representam mais de 100 milhões de habitantes em 8 países, tais como Quito, Curitiba, Manaus, Ñuñoa, São José dos Campos, e Bogotá.

Fonte: AViV Comunicação
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