quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Pensar Eco deseja a todos um feliz 2011!



Renovar é preciso!
O Universo é puro movimento e está em constante renovação.
Na natureza tudo se renova cada instante.
Esta é a lei!
O princípio da renovação obedece a lei natural da vida.

Estamos todos e tudo em constante movimento e mudanças, apesar de existir entre os seres humanos ainda pessoas que são resistentes a mudanças e que se colocam contra as leis da natureza e escolhem permanecerem na estagnação.

A vida é uma via de acesso para o crescimento e evolução das espécies, em especial ao reino Humano, O Universo sempre dispõe de meios que promovem e nos auxiliam no processo de crescimento e evolução.

Situações surgem a todos os instantes provendo oportunidades a todos. Precisamos tomar decisões e termos coragem de ir a luta e parar de esperar a felicidade sem esforços.

Não exigirmos das outras pessoas aquilo que muitas vezes não fazemos. Precisamos deixar de lado as críticas, investirmos sério no nosso trabalho em prol do nosso crescimento e realização para podermos ser felizes e também proporcionarmos felicidade ao mundo, não esquecendo que todas as oportunidades nos são dadas pelo Universo.

Vamos agradecer pela vida e tudo que temos na vida. Tudo Mesmo! Até mesmo as dificuldades e adversidades que se apresentam, mais que nada mais são do que as grandes oportunidades de testarmos o quanto somos capazes.

Ninguém pode avançar em direção ao novo se permanece obstruído, contaminado pelo velho e não se dá chance. Veja a mudança como um degrau a mais na escada que você sobe na vida.

O Tempo não espera por ninguém.

Faça você mesmo o seu tempo, mude enquanto é tempo, pois se você não tomar a decisão alguém em qualquer tempo, ou algum fato ou circunstância poderão manobrar o seu processo e efetuar mudanças e transformações na sua vida.

A responsabilidade perante a vida é individual e intransferível. Você pode e é capaz! Teste-se! Tenha coragem! Escreva você mesmo no livro da sua vida, faça dela uma obra de arte.

Ame sempre sem recompensa! Procure despertar em ideais elevados. Respeite a tudo e a todos independente do que pensam e do que fazem. Pois não nos cabe julgar ninguém, e cada um responderá por sua própria vida diante da Lei da Vida.

Ajude a quem precisa, e tenha sempre uma palavra de ânimo e coragem para teu semelhante. Plante árvores, flores, cuide da natureza, dos animais, dos rios, enfim, respeite o planeta em que vive e que tão generosamente te oferece tudo o que precisas. Não se esqueça você também pode ser um vencedor!!!


                                                                     Feliz Ano Novo!!!!
 

Aproveito para avisar que Pensar Eco entrará em férias e só voltará a partir do dia 10 de janeiro de 2011!
 Até lá amigos!!!
                           Érica Sena

  







terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Blog Reciclagem Brasil : 1º Prêmio dos Sites Sustentáveis

gemÉ muitol legal saber que Pensar Eco está concorrendo junto com grandes blogs amigos.

  Entre no Reciclagem Brasil e vote em um de nós....participe dessa idéia inovadora e legal!


  Aproveite e visite esse blog!!
                                              Érica Sena



O aumento das vulnerabilidades socioambientais das cidades litorâneas de SP


“Crescimento urbano, vulnerabilidade e adaptação: dimensões ecológicas e sociais de mudanças climáticas no litoral de São Paulo”

 Segundo uma pesquisa feita no Núcleo de Pesquisas Ambientais (Nepam) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), as mudanças climáticas, somadas ao crescimento populacional causado, em grande parte, pela construção de empreendimentos voltados à exploração de petróleo e gás, podem aumentar as vulnerabilidades socioambientais das cidades do litoral do Estado de São Paulo aos eventos climáticos extremos.

De acordo com Lúcia da Costa Ferreira, coordenadora da pesquisa, por suas próprias características ecológicas a zona costeira do litoral paulista já é muito sensível a qualquer alteração climática, como chuvas intensas.

Com o aumento do número de moradores nos últimos anos, atraídos pela oferta de emprego principalmente no setor petrolífero, a infraestrutura das cidades litorâneas do Estado de São Paulo tende a piorar

Em função disso, elas podem se tornar mais frágeis para enfrentar os riscos de acidentes e desastres naturais, como deslizamentos de encostas e inundações.

“Há locais na faixa litorânea onde a área disponível para ocupação humana, que vai do sopé do morro ao mar, é muito pequena. Qualquer alteração no nível no mar nessas áreas pode provocar impactos violentos”, disse Lúcia à Agência FAPESP.

Para identificar as vulnerabilidades socioambientais apresentadas pelos municípios situados em todo o litoral do Estado de São Paulo em relação aos possíveis impactos das mudanças climáticas, e identificar quais as adaptações terão que promover para enfrentá-las, foi iniciado em 2009 o Projeto Temático “Crescimento urbano, vulnerabilidade e adaptação: dimensões ecológicas e sociais de mudanças climáticas no litoral de São Paulo”, apoiado pela FAPESP.

Coordenado inicialmente por um dos principais especialistas no Brasil em demografia e mudanças ambientais, o professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), da Unicamp, Daniel Joseph Hogan, que morreu em abril, o projeto multidisciplinar é dividido em quatro componentes.

 1-Crescimento e morfologia das cidades e vulnerabilidades das populações, infraestruturas e lugares.

 2-  Mudança ambiental global e políticas públicas em nível local: riscos e alternativas.

3- Conflitos entre expansão urbana e cobertura florestal e suas consequências para a mudança ambiental global no Estado de São Paulo.

4-  Expansão urbana e mudanças ambientais no litoral nordeste do Estado de São Paulo: impactos sobre a biodiversidade.

Resultados obtidos:
  • Na primeira etapa do projeto, que está sendo concluída no fim de 2010, os pesquisadores identificaram e caracterizaram as dinâmicas sociais, além dos atores governamentais e não governamentais que estão envolvidos nas discussões sobre os impactos das mudanças climáticas nos 16 municípios do litoral paulista.
  • Na segunda fase do projeto, que será iniciada em 2011, os pesquisadores analisarão as informações coletadas e realizarão pesquisas de opinião e grupos focais com os moradores das cidades litorâneas paulistas para levantar suas preocupações com os impactos das mudanças climáticas e a construção dos novos empreendimentos na região.
   Atualmente os municípios de Ubatuba,  São Sebastião e Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, concentram o maior número de novos empreendimentos voltados para a exploração de óleo e gás.
Em Caraguatatuba, por exemplo, está sendo construído a Unidade de Tratamento de Gás (UTGCA) Monteiro Lobato, da Petrobras, que deve entrar em operação no início de 2011.

Fonte: Ambiente Brasil. 28/12
  Espero que essa pesquisa seja usada como ferramenta para se tomar atitudes preventivas para não impactar de modo irreversível essa linda e rica em biodiversidade região litorânea.
                          Érica Sena



Vídeos ambientais da CELESC sobre economia de energia!

Olha que fofo os vídeos que encontrei no blog amigo!!

As crianças pequenas e grandes irão adorar!!! ehehheeh







CELESC: Empresa distibuidora de energia de Santa Catarina

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Viajando pela internet e se surpreendendo com os achados

Estava procurando uma revista Veja recente e acbei entrando num arquivo digital, e coincidentemente tendo uma surpresa....

a revista lançada no dia em que eu nasci: 09 de jan de 1974...


Dentre várias noticias e propagandas, uma me chamou atenção.

A noção de progresso está muito clara na figura: chaminés, hidrelétricas, turismo, além do cigarro....ISSO EXPLICA TUDO!!

Muito legal.....heheehheehhe

http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx

Fonte: Acervo digital VEJA- Abril

Entulho pode ser solução para a construção civil e a agricultura

Conheça as novas tecnologias para a reciclagem do entulho da construção civil. Ele pode ser usado na própria obra ou ainda virar um ótimo adubo. Em São Paulo, uma máquina consegue transformar os restos da demolição em base para a nova construção, sem sair do terreno da obra. E, em São Carlos, no interior paulista, cientistas comprovam: entulho pode virar adubo
de excelente qualidade

Assista o Programa  de Cidades e Soluções -23/12/10

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domingo, 26 de dezembro de 2010

Papelão é alternativa rápida e limpa na construção civil


O método promove a reutilização e evita novas extrações de matérias-primas.

O uso do papelão na construção civil pode representar uma alternativa que proporcione mais rapidez na obra, e com um processo mais leve e salubre. Pesquisas com a utilização do produto estão sendo realizadas no Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. De acordo com a arquiteta e doutoranda da EESC, Gerusa Salado, estudos com o material já vem sendo desenvolvidos no Japão. “No Brasil esse tipo de pesquisa ainda é inédita”, afirma.


A escolha do material levou em conta critérios como reciclagem e produção de celulose e papelão, uma matéria-prima abundante no Brasil. “O papelão, além do fato de poder ser reciclado várias vezes, não precisa de um grande processo de transformação para a reciclagem. Basta triturá-lo e misturar com água”, descreve Gerusa.


Para testar a eficácia do uso do papelão na construção, os pesquisadores construíram uma célula-teste. Esta “construção experimental”, como foi denominada, possui o formato de um cubo medindo cerca de 3×3x3 metros (m), equivalente a um volume de 27 metros cúbicos (m3). Em uma de suas paredes há uma janela. Na outra, uma porta. Gerusa explica que as outras duas paredes são “paredes cegas”, ou seja, sem qualquer tipo de abertura. Inicialmente, a pesquisadora desenvolveu na célula-teste as vedações, que são o objeto principal de sua pesquisa.

No seu trabalho de doutorado, Gerusa conseguiu construir uma parede de 1 m linear , com tubos de 10 cm de diâmetro, sem resina ou impermeabilizantes. A estrutura, segundo ela, resistiu até 5,0 toneladas. Utilizando a resina impermeabilizante, a mesma estrutura teve sua resistência aumentada, suportando até 6,0 toneladas. Esta mesma resina, também, torna o material resistente às chuvas e à umidade. “Nossa construção experimental (célula-teste) tem resistido a todas as fortes chuvas desses últimos tempos”, conta a pesquisadora.


Em relação ao fogo, ela alerta que o material ainda precisa ser avaliado em relação ao tempo que o papelão pode levar para ser incinerado e se o fogo pode se extinguir sozinho, os testes são realizados em laboratório e seguem normas técnicas nacionais e/ou internacionais. “Sabemos que todos os materiais de construção são passíveis ao fogo, mas neste caso, precisamos averiguar se o tempo de propagação de um incêndio acidental possibilita que os usuários desocupem a edificação”, diz Gerusa.


O estudos realizados já têm dado frutos, segundo a pesquisadora. “Já é certeza que a estrutura poderá ser aplicada em edificações térreas”. O intuito das investigações, segundo Gerusa, é que a estrutura possa vir a ser utilizada para habitações ou não, além de outros tipos de construções como edifícios, como uma possibilidade de substituição de materiais de alvenaria.


Vantagens


Entre as principais vantagens na utilização do papelão na construção civil, Gerusa destaca o uso de uma fundação apenas superficial e não subterrânea, pois a construção é leve. A construção de imóveis com este material é bem mais rápida do que os métodos convencionais porque é feita num sistema construtivo pré-fabricado. “Além disso, os tubos de papelão são ocos, facilitando a instalação dos sistemas hidráulicos e elétricos, não havendo necessidade de quebrar paredes. Todo o processo é limpo e salubre podendo ser desmontado e remontado a qualquer tempo”, garante a pesquisadora.


O custo de uma parede de papelão em relação à de alvenaria convencional por enquanto é proporcional, mas Gerusa lembra de alguns fatores que podem torná-lo um potencial material concorrente à alvenaria, como impostos adequados a construção civil, produção não só dos tubos, mas também de módulos pré-fabricados em larga escala.


A pesquisa de doutorado é orientada pelo professor Eduvaldo Paulo Sichieri e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
(Sandra O. Monteiro, da Agência USP -sandra.monteiro@usp.br)





Fonte: Mercado Ético, 23/12/10




sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Pensar Eco deseja um Natal cheio de luz para todos!



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O que sustentará o nosso futuro? Israel Klabin

Brasil tem por hábito se apropriar muito rapidamente das evoluções tecnológicas e conceituais que nascem e alimentam o desenvolvimento do mundo desenvolvido. Este também foi o caso da espoleta que a China utilizou para a rápida evolução e absorção da modernidade para o seu desenvolvimento. Há trinta anos, a China vem dando um great leap forward.


“Sustentável” ainda é uma qualidade abstrata, que pode e deve ser atingida por meios diferentes, em cenários políticos e econômicos diversos. Em quase vinte anos de prática cotidiana na FBDS vi empresas, indivíduos e governos fazerem esforços para compreender e assimilar ideias e práticas que se aproximem do ideal sustentável, mas certamente as ações são insuficientes. As empresas já foram superficialmente tocadas pelo conceito do triple bottom line, mas ainda não assumiram inteiramente as consequências oriundas do projeto de Sustentabilidade Corporativa.


Portanto, a questão ambiental ainda é periférica dentro do contexto empresarial, ela não atingiu o coração das empresas. O que se convencionou chamar de sustentabilidade ainda permeia o departamento de marketing, mas não chegou ao centro das decisões empresariais.


É urgente pensarmos no desenho de um novo modelo econômico que garanta a continuidade dos meios naturais que sustentam a vida humana. Enquanto não se entender que os recursos naturais são finitos , nada ou pouco efetivamente será feito para mudar o modelo econômico.


Essa não é conversa de gabinete nem de verdes sonhadores. Venho repensando sobre a expressão “desenvolvimento sustentável”, tão exaustivamente usada e tão frequentemente mal usada. Ela contém uma contradição em termos, pois a noção de desenvolvimento envolve dinâmica e, portanto, movimento, enquanto a noção de sustentabilidade subentende uma situação estática, que pressupõe permanência. Como construir um modelo em nosso benefício, que integre crescimento econômico, inclusão social e consciência do limite do capital natural? Ainda não vimos na prática o tripé da sustentabilidade, o que chamamos de triple bottom line.


No atual caminho, não sabemos exatamente para onde vamos. Duvide de quem afirma que sabe. Vivemos um turning point. Há um consenso cada vez mais crescente de que como está não pode ficar. As mudanças climáticas que sofremos atualmente não constituem a causa pela qual devemos modificar nossos padrões de produção e consumo - elas são, na verdade, o efeito mais danoso do processo econômico baseado numa matriz energética perversa dos últimos dois séculos. O modelo econômico não funciona mais. É preciso mudar, apesar de toda a inércia e resistência que encontraremos no caminho. Bem sabemos que há gigantescas conveniências do business as usual e não há ingênuos nessa mesa de negociação.


Enquanto demoramos a agir, a natureza não espera os acontecimentos e nos fornece todos os sinais das falhas do sistema baseado no uso intensivo de energia fóssil. Os países ricos estabeleceram seus altos padrões de conforto e bem-estar a partir de processos produtivos que estão pondo em risco os próprios mecanismos de adequação do planeta à vida humana.


Os países em desenvolvimento avançam no mesmo caminho, estabelecendo seu direito moral à poluição, aumentando ainda mais a demanda energética global. O impasse político entre esses dois grupos de países vem desde as reuniões do Protocolo de Kyoto, quando se estabeleceram obrigações diferenciadas: os países mais ricos deveriam limitar suas emissões, mas as metas eram pouco ambiciosas, e praticamente não havia nenhum tipo de sanção ao descumprimento delas.


Pior ainda: o acordo não previu nem a obrigatoriedade desses países de relatarem os números relativos às emissões de gases de efeito estufa. Já para os países em desenvolvimento as obrigações eram mais tênues ainda, pois o desejo de alcançarem um patamar econômico mais elevado foi mais importante do que a preocupação com a saúde de nossa atmosfera e com a estabilidade do clima.

 Resultado: apesar do estabelecimento de mercados de crédito de carbono (cap-and-trade) e do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), as emissões aumentaram continuamente nos últimos vinte anos. The proof is in the pudding. Na tabela abaixo percebemos um cadáver que ninguém quis ver: o sistema de Kyoto morreu.


Além de toda a problemática ambiental, o modelo econômico não funciona mais por conta de sua própria arquitetura interna. Os mecanismos de trocas globais estão completamente fragilizados, as moedas, hoje, são totalmente artificiais. A moeda base do sistema, o dólar, monnaie du compte, perdeu boa parte da credibilidade que possuiu nos últimos 50 anos. O que vemos agora é esta crise cambial aguda no mundo todo, com a China mantendo artificialmente sua moeda desvalorizada. Com isso, os chineses exportam muito, importam pouco e acumulam enormes reservas em dólar, o que é um risco para todo o sistema de comércio global. O Brasil sente agora os efeitos da crise com o Real sobrevalorizado e uma inundação de dólares, o que obriga nosso Banco Central a contrair mais reservas e dificulta nossas exportações. Para nós o risco é enorme – quando o dólar desabar, o que será de nossas reservas, de repente reduzidas a papéis sem valor?


Até hoje, a comunidade científica não conseguiu precificar com precisão o valor dos recursos naturais que são nossas verdadeiras garantias para o futuro.


Crise econômica e mudanças climáticas são duas faces da mesma questão. Não há solução possível num mundo de nações, que tomam decisões olhando de dentro de suas conveniências. Só há solução possível num mundo globalizado. Segundo um dos meus gurus, Isaiah Berlin, o nacionalismo é o crooked timber of humanity, a bengala torta da humanidade.


Temos que ingressar num mundo pós-nacionalista. Na reunião de Copenhague, um ponto ficou muito claro: o consenso é impossível e a multilateralidade é inviável. Unir 192 países numa posição única sobre política climática mostrou-se definitivamente ilusório. É muito mais produtivo realizar acordos entre grupos de países, ou de país com país, ou pelo menos entre aqueles países que mais poluem, dentre desenvolvidos e em desenvolvimento.


É preciso ousadia para mudar conceitos e práticas. A mesma que Copérnico demonstrou quando ousou enfrentar os poderes estabelecidos em sua época, que impunham uma visão de mundo que ficara ultrapassada. O PIB, como termômetro da atividade econômica, também está ultrapassado. É preciso buscar alternativas. Orçamentos militares, filhos da paranóia nacionalista, incrementam a violência global e desviam recursos valiosos que poderiam irrigar outras áreas. Só os EUA gastam cerca de 1,5 trilhão de dólares em defesa. O carbono deve ser taxado e desestimulado, ao mesmo tempo em que financiamos o desenvolvimento de fontes de energias limpas.


Vivemos e construímos o nosso mundo com a sensação de que os recursos naturais são infinitos, mas precisamos nos lembrar de que não é o planeta que está ameaçado e sim a vida humana em seu habitat. A mudança acontecerá. Resta saber se vamos comandar esse processo ou se seremos obrigados a agir ou perecer a partir da fúria da natureza.


* Israel Klabin é presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS)  (Plurale)


Fonte: Mercado Ético, 22/12/10

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Foi lançado o PORTAL REDD+ BRASIL

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Serviço Florestal Brasileiro lançaram nesta terça-feira (21/12), às 15h, o "Portal REDD+ Brasil", que reunirá projetos, ações e informações a respeito das reduções de emissões de gases de efeito estufa oriundas do desmatamento e degradação florestal (REDD+).



O Portal visa à difusão pela internet dos conhecimentos, aprendizados e oportunidades que o mecanismo de REDD+ tem gerado no Brasil. Esta ação se insere na política brasileira de fomentar, monitorar, avaliar e planejar políticas e iniciativas que, juntamente com os esforços internacionais, viabilizem a redução de emissões de gases de efeito estufa, notadamente aquelas relacionadas ao uso da terra.

"A disponibilização de informações no portal subsidiará as instituições relacionadas à gestão florestal na avaliação de suas políticas e na definição de suas ações em REDD+", afirma o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel. O "Portal REDD+ Brasil" foi desenvolvido pelo Serviço Florestal e pela Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMCQ) do MMA, em parceria com a organização não-governamental Conservação Internacional.


Assim como na maioria dos países, o Brasil ainda não possui regulamentação específica para projetos em REDD+. O governo brasileiro, por meio do MMA, lançou um processo participativo com a sociedade civil para formular o Sistema Nacional de REDD+. Segundo Thais Juvenal, diretora de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, a difusão da informação pelo Portal aumentará o conhecimento sobre REDD+ entre os segmentos da sociedade envolvidos com o debate sobre o tema, o que contribuirá para a elaboração de propostas visando à regulação do REDD+ no País.


Projetos e ações


No portal, aparecerão como "Projetos" as iniciativas de REDD+, com área de influência determinada, metodologia para o cálculo de emissões evitadas ou biomassa estocada, tempo de realização delimitado e com resultados e expectativas definidos. Serão consideradas "Ações em REDD+ as atividades relacionadas à sistematização e troca de conhecimentos sobre o tema, como capacitações, preparação institucional, elaboração de políticas e legislação, dentre outras. Estas iniciativas resultam em contribuições indiretas para a boa implementação dos projetos em REDD+.


"Não apenas as iniciativas sobre REDD+ serão disponibilizadas, mas também informações sobre as políticas públicas nacionais e internacionais relacionadas ao mecanismo, como acordos de cooperação e parcerias financeiras e técnicas entre o Brasil e outros países ou instituições", explica Thais Juvenal.


Sobre o REDD+


O conceito de REDD surgiu na Conferência das Partes sobre o Clima (COP), com o objetivo de se buscar formas voluntárias de compensação pelos esforços empreendidos na redução de emissões de gases de efeito estufa por desmatamento. Este mecanismo busca possibilitar que países detentores de florestas possam receber incentivos financeiros por evitar o desmatamento e por esforços para a manutenção e o aumento dos estoques de carbono florestal. Além das reduções por evitar o desmatamento e degradação, o REDD+ abrange também o papel da conservação florestal, do manejo florestal sustentável e do aumento dos estoques de carbono.

Fonte: MMA

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Embalagens de presentes: lindas, porém caras e prejudiciais ao meio ambiente

Época de Natal e de consumismo...Presentes e mais presentes passeiam pelas grandes ruas de comércio das cidades a procura de seus donos.
Por trás , ou melhor, ao redor dos presentes estão as embalagens....pobres ou ricas, simples ou arroajdas... mas que despertam a curiosade de todos por onde passa.
  Independente de uma série de atributos dados a embalagem e do momento mágico de abrí-la ou rasgá-la , virarão lixo após a sua abertura.
Vc ja observou a quantidade de lixo que fica em frente as casas depois da Noite de Natal? Não...repare então: papéis de embrulho, papelão, fitas, sacos plásticos, etc...geralmente misturados ao lixo comum.

E eu com isso??? vc pode estar perguntado agora.
Papéis vem de árvores derrubadas....plástico do petróleo...E na maioria das vezes ao serem jogadas tem como seu destino final lixões, aterros, bueiros, córregos.

 O que fazer então?
evitar o excesso de embalagem;
reutilizar as embalagens como caixas, papéis, etc;
separá-las e encaminhá-las para postos de triagem de recicláveis;
usar criatividade.

Falando em critativadade...
ao ver o preço alto das embalagens, minha mãe teve uma idéia pra lá de sustentável.....

Vc já pensou em embrulhar seus presentes com jornais e revistas velhas??? Não!!! Minha mãe pensou e viabilizou. O resultado...muiiiiiiiiiiito bomm!

                       VEJA ALGUMAS FOTOS TIRADAS DOS PACOTES





                                                   Criação Dona Zeza (minha mãe)

 O que acharam????? Presentes com embalagens reutilizadas que depois serão enviadas para reciclagem
                        Érica Sena

sábado, 18 de dezembro de 2010

Reduzindo o impacto ambiental das embalagens

Veja o vídeo do programa: 80% das embalagens de agrotóxicos utilizadas no Brasil são recolhidas após o uso e recebem destino adequado, graças ao Inpev – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias.

 E os produtores de garrafas PET começam a buscar alternativas ao petróleo: as plantbottles, ou garrafas-planta, produzidas com etanol de cana-de-açúcar em 30% de sua composição


Fonte: Cidades e Soluções, 16/12

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Iluminação das cidades piora poluição do ar


Pesquisadores americanos afirmam que brilho das luzes impede limpeza natural da atmosfera



Uma pesquisa de cientistas americanos sugere que as luzes fortes de cidades podem piorar a poluição do ar.

O estudo da Administração Oceanográfica e Atmosférica dos EUA - NOAA indica que a claridade que é jogada para o céu interfere com reações químicas.
Essas reações normalmente ajudam a limpar o ar da fumaça dos carros e fábricas durante a noite.


O estudo da NOAA foi realizado com a ajuda de uma aeronave que sobrevoou Los Angeles e foi apresentado na reunião da União Americana de Geofísica, em São Francisco.


Limpeza noturna. Escapamentos de carros, chaminés de fábricas e outros tipos de emissões formam uma mistura de moléculas que a natureza tenta limpar.


Para esta limpeza é usado um óxido de nitrogênio que quebra elementos químicos que, de outra maneira, formariam poluição e ozônio e que transformam o ar da cidade em algo irritante para as vias respiratórias.


A limpeza geralmente ocorre durante as horas de escuridão, pois o óxido de nitrogênio é destruído pela luz do sol, por isso este óxido de nitrogênio aparece apenas durante a noite.


As novas medições do NOAA indicam que a energia de luzes que ficam acesas durante toda a noite nos grandes centros urbanos estão suprimindo o óxido de nitrogênio. As luzes podem ser 10 mil vezes mais fracas do que o Sol, mas o efeito ainda é significativo.


"Nossos primeiros resultados indicam que as luzes podem desacelerar a limpeza noturna em até 7% e elas também podem aumentar em até 5% os (elementos) químicos iniciais para poluição por ozônio no dia seguinte", afirmou Harald Stark, do NOAA, à BBC.


"Precisamos trabalhar mais para quantificar o próximo passo, que será o quanto de ozônio nós podemos ter no dia seguinte. Este trabalho será importante, pois muitas cidades estão perto de seus limites regulatórios em termos de níveis de ozônio. Então, até mesmo uma mudança pequena pode ser importante", acrescentou o cientista.


A maioria das lâmpadas usadas em Los Angeles é de lâmpadas de vapor de sódio ou então halógenas. De acordo com Stark, mudar a iluminação pública para outros tipos de lâmpadas limitariam esse efeito.


Luz vermelha. O óxido de nitrogênio é menos afetado por luz vermelha, mas o cientista duvida que as autoridades municipais queiram iluminar as cidades com luzes vermelhas.


Mas, uma forma de lidar com o problema seria seguir as orientações ativistas que fazem campanha por "céus escuros", que afirmam que é melhor manter as luzes apontadas para o chão para evitar que o brilho apague a luz das estrelas.


"Este efeito é mais grave no alto, no ar, do que diretamente no chão. Então, se você conseguir manter a luz apontada para baixo e não a quer refletida nos céus, para partes mais altas da atmosfera, então você certamente terá um efeito muito menor", disse Stark. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Estadão.com- 14/12
 
Depois de ler essa notícia, imagino a qualidade do ar nas grandes ruas de SP nessa época de final de ano, todas iluminadas. É bom repensarmos a decoração de Final de Ano no ano que vem, concordam?  Érica Sena
   







quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Triplica número de afetados pelo clima no Brasil


Em 2009, 5,8 milhões de brasileiros foram impactados por inundações, secas e vendavais, segundo o Atlas Nacional do Brasil, lançado pelo IBGEDe 2007 a 2009, triplicou o número de brasileiros afetados por inundações, secas, vendavais e temperaturas extremas. É o que revela o Atlas Nacional do Brasil Milton Santos, lançado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



 

O aumento mais impressionante ocorreu no item inundações. Em 2009, as enchentes – que em 2007 haviam afetado 1 milhão de pessoas – impactaram 3,2 milhões de brasileiros. No item secas, o salto foi de pouco mais de 750 mil para cerca de 1,8 milhão, e nos desastres com causas eólicas e temperaturas extremas, o número de afetados passou de 200 mil para 800 mil.


As informações do atlas foram divulgadas três dias após o fim da Conferência do Clima das Nações Unidas, realizada em Cancún, México.

Em sua sexta versão – a primeira foi em 1937 e a quinta, em 2000 –, a publicação mostra a evolução da proporção de vítimas e dos tipos de desastre distribuídos pelo território brasileiro no período 2007-2009.

O atlas revela, por exemplo, que Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Piauí foram os Estados que tiveram a maior proporção de habitantes afetados – entre 12,1% e 15,2%.
No ano passado, os gaúchos foram os mais afetados pelas secas. Do 1,6 milhão de habitantes que sofreram com desastres naturais no Estado, mais da metade enfrentou a falta de chuvas.No mesmo ano, os capixabas foram fortemente afetados pelas enxurradas.


Os números divulgados ontem abalam uma crença arraigada no senso comum: a de que o Brasil estaria livre de grandes tragédias naturais que afetam duramente outros países.


EixosTerritório e Meio Ambiente é o nome de um dos quatro “eixos” do atlas, que, por determinação legal, leva o nome daquele que é considerado o maior geógrafo nascido no Brasil, Milton Santos (1926-2001).


Em suas páginas, disseca questões como uso de agrotóxicos, espécies em extinção, reservas florestais, cobertura vegetal, biomas, queimadas, ameaças à biodiversidade – tudo referenciado em mapas coloridos do Brasil e dos Estados. As fontes são o próprio IBGE e órgãos oficiais, do Instituto Chico Mendes à Fundação Nacional do Índio, abrangendo instituições internacionais, como o Banco Mundial.


Na mapa das Fontes de Ameaças à Biodiversidade, por exemplo, é possível ver a Concentração de Fontes de Ameaças, representadas por uma escala de cores que vai do amarelo (muito baixa) a negro (muito alta). A ilustração expõe a proximidade ou distância de unidades de conservação, por exemplo. O período examinado vai até setembro de 2009. Em outras páginas é possível ver a representação da Poluição Industrial Potencial e do Uso de Agroquímicos.


A primeira, com dados de setembro de 2010, mostra que os Estados que concentram mais poluentes são São Paulo e Minas Gerais. Um gráfico indica que o poluente industrial mais emitido no País é o monóxido de carbono (CO). Sozinha, a indústria metalúrgica responde pela emissão anual de 400 mil toneladas dessa substância. A segunda revela que São Paulo liderou, em 2005 (último dado disponível), o consumo de agrotóxicos, com 55 mil toneladas anuais.


Trabalho. A elaboração do atlas envolveu 40 pesquisadores. De acordo com o presidente do IBGE, Eduardo Nunes, exemplares do atlas serão enviados para representações diplomáticas do Brasil no exterior.

Fonte: Estadão.com- 15/12/10





terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Retrospectiva do Consumo responsável

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram um crescimento acentuado do consumo de computadores, passando de 6,7 milhões em 2002 para 15 milhões de em 2007.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram um crescimento acentuado do consumo de computadores, passando de 6,7 milhões em 2002 para 15 milhões de em 2007. 
Você sabia que a quantidade de aparelhos celulares alcançou 4 milhões ao redor do mundo em 2009? Tem idéía da quantidade de lixo isto gera ao longo dos anos?
Estimativas indicam que, atualmente, existam cerca de 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico no planeta

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram um crescimento acentuado do consumo de computadores, passando de 6,7 milhões em 2002 para 15 milhões de em 2007.

No Brasil,  são 154,6 milhões de aparelhos celulares, de acordo com levantamento feito pela Anatel em abril e um computador para cada três pessoas, segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas.

Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)

Após 19 anos em tramitação no Congresso, a PNRS na forma da Lei 12.305/10 foi sancionada em agosto de 2010 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e agora espera a regulamentação de alguns critérios através de um Decreto para tornar-se efetiva.

A PNRS estabelece que todos os agentes envolvidos na fabricação, distribuição, venda e consumo de produtos sejam responsáveis pelos seus resíduos. Além disso, a Lei determina que até 2014 todos os chamados lixões sejam desativados, o que leva ao desenvolvimento de alternativas como a reciclagem, compostagem e criação de aterros sanitários, que não poderão ser frequentados por catadores.

O Brasil produz 57 milhões de toneladas de lixo por ano e, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), só 13% é separado por coleta seletiva e consegue retornar para o sistema produtivo na forma de matéria-prima reutilizável. Esse percentual é pequeno quando comparado com o de outros países, como no bloco europeu onde a taxa de reciclagem  chega a 45%. Contudo, com a nova Lei, empresas do setor de reciclagem brasileiro enxergam uma chance de aumentá-lo significativamente.

Além dos inegáveis benefícios à qualidade ambiental e saúde pública, a PNRS abre oportunidades de negócios, investimentos e empregos. O governo anuciou, na ocasião da aprovação da Lei, que pretende investir R$ 1,5 bilhão em projetos de tratamento de resíduos sólidos, na substituição de lixões e implantação da coleta seletiva e no financiamento de cooperativas de catadores.

A estimativa do governo é que, com a nova legislação, o potencial de geração de renda do setor de reciclagem salte de R$2 bilhões para R$ 8 bilhões, segundo cálculos do Ipea (Baixe o Relatório de Pesquisa Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos para Gestão de Resíduos Sólidos do Ipea).

Compromisso Internacional

Em 2002, o Brasil assumiu junto às Nações Unidas um importante acordo ao aderir ao Processo de Marrakech.

O Programa sobre Consumo e Produção Sustentáveis, conhecido como Processo Marrakech, teve início em 2002, durante a reunião da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável – CMDS, realizada em Johannesburgo, com o objetivo de acelerar as mudanças globais em direção a padrões sustentáveis de consumo e produção.

Em 2008, a Portaria nº 44, de 13 de fevereiro instituiu o Comitê Gestor Nacional de Produção e Consumo Sustentáveis, articulando vários ministérios e parceiros do setor privado e da sociedade civil, com a finalidade de realizar amplo debate e identificar ações que pudessem levar o Brasil, de forma planejada e monitorada, a buscar padrões mais sustentáveis de consumo e produção nos próximos anos.

Sacolas plásticas

O Ministério do Meio Ambiente, que em 2009 lançou a campanha "Saco é um Saco", informou que em um ano de campanha foi possível evitar o consumo de cerca de 1 bilhão de sacolas plásticas. Em 2010, a campanha pergunta às pessoas “Onde está a sua ecobag”.

O Rio de Janeiro foi o primeiro estado no Brasil a implementar uma lei, em vigor desde 16 de julho, que visa à redução do consumo de sacolas plásticas. Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em todo o estado são usadas aproximadamente 200 milhões de sacolas plásticas por mês.

Eletrônicos

Algumas soluções como as lâmpadas tipo OLED (Diodos Orgânicos de Emissão de Luz, na sigla em inglês) visam reduzir o consumo de energia dos aparelhos eletrônicos. Mas com as previsões da Agência Internacional de Energia (relatório “Engenhocas e Gigawatts”) que o consumo de energia derivado do uso dos aparelhos eletroeletrônicos deve crescer 250% até 2030 e enquanto aguardamos um decreto que regulamente o descarte dos produtos obsoletos, veja abaixo o que as empresas estão fazendo e como você pode contribuir.


Fonte: Inst. Carbono Brasil, 18/10


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Reunião aprova limite de aquecimento e criação de Fundo

Sob aplausos, a 16ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudança Climática (COP16) terminou pouco depois das 4h da manhã de sábado último (11/12) em Cancún, no México, com uma série de acordos que retomam a direção do processo internacional.




Pela primeira vez, a manutenção da elevação da temperatura global em 2 graus Celsius (ºC), com previsões de revisão desse objetivo entre 2013 e 2015 para 1,5ºC – como recomendam cientistas – entrou em um documento internacional.
O texto também estabelece a operação de um Fundo Verde, que até 2020 deverá liberar US$ 100 bilhões por ano, administrado pelas Organização das Nações Unidas (ONU), com a participação do Banco Mundial como tesoureiro.

O conselho administrativo deverá ser composto por 40 representantes: 25 de países em desenvolvimento e apenas 15 dos países ricos. Os acordos não especificam, entretanto, a origem das verbas que deverão formar o fundo.

Representantes de 194 países aprovaram - apesar da oposição isolada da Bolívia - acordos que incluem os pontos mais importantes do Acordo de Copenhague, a carta de intenções que foi produzida na reunião de 2009, e introduzem avanços importantes.
Com o Acordo de Cancun, crescem as expectativas de que a próxima reunião do clima, em Durban, na África do Sul, em 2011, possa produzir um tratado legalmente vinculante, capaz de obrigar a comunidade internacional a cortar emissões de gases de efeito estufa e combater os efeitos das mudanças climáticas.

Foi aprovado também, embora ainda sejam necessários ajustes para garantir o início de funcionamento, o mecanismo de conservação das florestas conhecido como Redd (sigla para Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação).

O financiamento das ações de Redd - especificamente se os fundos poderão ser provenientes de mercados de carbono - ficou adiado para as discussões do ano que vem.
O acordo, no entanto, recebeu críticas de organizações não governamentais sobre as chamadas salvaguardas dos projetos de Redd, para garantir, entre outros pontos, a defesa de direitos indígenas e da biodiversidade, que acabaram incluídas em um anexo ao documento.

Apesar dos avanços, o acordo ficou aquém do que se esperava antes de Copenhague, quando existia a expectativa de um acordo legalmente vinculante, com metas ambiciosas de redução de emissão de gases para países ricos e pacotes de financiamento para países em desenvolvimento.(Agência Brasil)

Fonte: Mercado Ético, 13/12/10

domingo, 12 de dezembro de 2010

Pet vira lindos enfeites de Natal na Rede Pão de Açúcar






  Eu quando vi fiquei encantada com esses enfeites!!! É legal  ver essa consciência de reaproveitamento de materiais reciclaveis cada vez mais elaborada e cheia de beleza.

Parabéns a todos que criaram e participaram da confecção desses belos enfeites e repletos de boas atitudes socioambientais!!!

Muito bom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
                        
Tem muita gente boa fazendo coisas simples e de extrema importância para o planeta!!! Falta divulgação!!!!
                            Boa semana a todos!!
                                       Érica Sena


sábado, 11 de dezembro de 2010

Pensar Eco deixa seu recado de Boas Festas!

Gov brasileiro faz acordo com ruralistas e Código Florestal vai a votação na próxima semana



Na sessão extraordinária desta quarta-feira, dia 8, o líder do Governo, Cândido Vaccarezza (PT/SP), anunciou publicamente o que muitos já sabiam, mas ninguém confirmava: foi feito um acordo com líderes da bancada ruralista para votar na próxima terça, dia 14, o regime de urgência para a mudança no Código Florestal. Segundo Vaccarezza, o acordo seria para votar "apenas" o regime de urgência, e o mérito ficaria para o ano que vem.

Não é "apenas" um regime de urgência. Se a proposta for aprovada, o projeto volta a plenário já no começo da próxima legislatura, para ser votado na frente da fila. Considerando que ele foi um projeto elaborado e aprovado por uma comissão amplamente dominada por parlamentares que historicamente defendem a mudança (anulação) no Código Florestal, na qual houve pouca possibilidade de debate real (praticamente todas as audiências públicas foram convocadas e organizadas por sindicatos rurais ligados à CNA), e que no começo do ano que vem temos uma nova legislatura, com 40% de deputados novos, colocar um projeto desses para ser votado logo de cara é um atentado ao bom senso.
O relatório Aldo Rebelo, como ficou conhecido, tem ainda muitos problemas, grande parte fruto da ausência de debate democrático. Premia todos os que fizeram desmatamentos ilegais no passado com a possibilidade de uma ampla anistia para quem ocupou indevidamente encostas e beiras de rio (mas os que cumpriram a lei nada ganham). Outro presente para os que não cumpriram a lei até 2008 é a diminuição da reserva legal para todos, incluindo a extinção para os imóveis de até 4 módulos, o que pode ser até 440 hectares, e corresponde a mais de 90% dos imóveis rurais no país. Algumas áreas hoje protegidas, como os topos de morro, deixam de ter qualquer tipo de proteção. Para completar a obra, abre a possibilidade de que os municípios venham a autorizar desmatamento, o que significaria o fim de qualquer tipo de controle sobre o desmatamento no Cerrado e na Amazônia. Para saber mais sobre a proposta e suas consequências, acesse o site do sosflorestas.
A aprovação do regime de urgência significará fechar as portas para qualquer tipo de debate mais amplo sobre o projeto. Significará empurrar goela abaixo da sociedade como um todo um projeto que atende aos interesses de uma pequena parcela de um setor econômico, o agropecuário, pois nem todos os agentes desse setor são contrários à idéia de que é necessário conservar nossos ecossistemas e manter os serviços ambientais. As florestas, os rios, a biodiversidade, a qualidade de vida dos brasileiros, que não querem mais ter que conviver com enchentes e secas todos os anos, não podem ser rifados num acordo de ocasião. Isso não interessa à sociedade. E se não interessa à sociedade, não deveria interessar ao governo.
Se o líder Vaccarezza está falando em nome do Governo, é porque a presidente eleita Dilma quebrou sua palavra. Se não está falando em nome do Governo, então tem que voltar atrás nesse acordo, com o qual nem o líder do PT concorda. Com a palavra o Presidente Lula e a presidente eleita, que têm que se manifestar - e agir - até a próxima terça.

Manifeste-se sobre o acordo

Se você quiser se manifestar sobre esse acordo feito em seu nome, entre em contato com o deputado Cândido Vaccarezza, no telefone 61-3215-5958 ou aqui. Vale a pena falar também com o ministro Alexandre Padilha, que cuida da relação do governo com o Congresso, e deve estar sabendo do acordo. O telefone é (61) 3411.1585 e o e-mail é sripr@planalto.gov.br

http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3232
Fonte: ISA

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A COP 16 acaba sem grandes acordos !!!


9/12


10/12


Fonte: JN- 10/12

Fogões ecoeficientes no Ceará



O fogão ecoeficiente, criado pelo IDER – Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis e desenvolvido em parceria com o Governo do Estado do Ceará, já beneficiou 17 mil famílias de 65 municípios que tiveram fogões a lenha substituídos sem custo.



A proposta é simples. Preservar o meio ambiente com a menor queima de lenha e melhorar a qualidade de vida nas comunidades rurais, que enfrentam diariamenta a fumaça dos fogões a lenha.


O fogão ecoeficiente, feito de tijolo refratário (que suporta altas temperaturas) e uma caixa de metal, reduz em até 40% o consumo de lenha. “Este projeto tem ganhos ambientais, pois o fogão é construído de forma que a lenha é queimada com eficiência, e de saúde, pois a construção do fogão direciona toda a produção de fumaça para fora da casa evitando as doenças respiratórias”, explica o assessor técnico do IDER, Ákilas Girão.


Ákilas explica que a meta principal é atender residências que tenham mulheres, crianças e idosos, já que estes estão mais vulneráveis às doenças causadas pela fumaça, e que também já possuem o fogão antigo, para que seja substituído pelo fogão ecoeficiente. O projeto foi vencedor do 15º Prêmio Ford de Conservação Ambiental na categoria Negócios em conservação.


Segundo Ákilas, as instalações acontecem em municípios definidos conforme critérios da Secretária das Cidades do Governo do Ceará. “Caso outros Estados estejam interessados, torna-se necessário a mobilização deste Estado ou município para que se instale uma política pública como a que acontece no Ceará ou, pelo menos, projetos pilotos iniciais.”


A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, todos os anos, 1,6 milhões de pessoas morram por doenças causadas pela fumaça da queima da lenha.

Educação ambiental – O Instituto desenvolve atividades de educação ambiental durante a instalação dos fogões ecoeficientes. “Antes da instalação de cada fogão é realizada uma reunião com a comunidade que será beneficiada. Durante a reunião os técnicos do IDER reflexionam junto às famílias sobre a necessidade e a importância da economia da lenha e realizam novamente um trabalho de memória para lembrar que as famílias precisam caminhar cada vez mais para recolher a lenha que precisam”, explica a engenheira agrônoma Ivania Dal Piva.


O IDER também desenvolve projetos de conscientização da população sobre a importância da preservação ambiental. Destacando as principais potencialidades e ameaças à natureza, os próprios moradores identificam os pontos críticos de problemas como desertificação, perda da qualidade de solo, desaparecimento de espécies, assoreamento de fontes de água e práticas insustentáveis de relacionamento com a natureza. “De acordo com a especificidade de cada uma – praia, serra e sertão -, o passo seguinte é promover ações concretas para preservar o meio ambiente local”, explica Ivania.




Fonte: Ambiente Brasil, 10/12
 
Saiba mais:
http://www.institutoagropolos.org.br/blog/editorias/categoria/noticias/projeto-dos-fogoes-ecoeficientes-e-finalista-do-premio-finep-de-inovacao-2010
 
PEQUENAS IDÉIAS , MAS GRANDES NEGÓCIOS!!!!!
                     Érica Sena

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Workplace Innovation (WPI): o novo conceito da Philips

Com meta de se tornar empresa líder de saúde e bem-estar, a Philips implementou o conceito Workplace Innovation que estimula a integração das pessoas, o uso de tecnologia de ponta e proporciona mais qualidade de vida, tudo aliado a sustentabilidade das atividades.

Com o objetivo de ser líder em saúde e bem-estar, a Philips do Brasil apresenta sua maneira inovadora de trabalhar dentro do conceito Workplace Innovation (WPI):  tornar o ambiente de trabalho um local onde as pessoas tenham todas as condições de trabalhar de maneira inteligente, eficiente, sustentável e ao mesmo tempo com mais qualidade de vida.


Por meio do design e de uma nova filosofia de gestão a Philips revoluciona a sua forma de trabalhar, proporcionando equilíbrio entre a vida pessoal e profisisonal. Tudo para alinhar ainda mais o seu dia-a-dia á sua missão de ser a empresa líder em saúde e bem-estar. Não ter mais estação de trabalho fixa, interagir com as diversas áreas da empresa, conscientizar-se para o uso do squeeze em vez do copinho plástico, usufruir de espaços diferenciados para as atividades diárias, contar com tecnologia de ponta para a comunicação, imprimir menos papel, horários flexíveis e home office como opção de trabalho, escolher a escada em vez do elevador. Essas são algumas das características da nova realidade de trabalho da Philips. Um conceito global desenvolvido especialmente para a empresa, que estimula seus funcionários a transformar, por completo, a forma de executar as atividades e a viver a sustentabilidade todos os dias. Essa mudança acontece mundialmente e o Brasil é um dos 7 países, único da América Latina, que já adotou o WPI. Os outros países que já o adotaram são: EUA, Turquia, Holanda, China, Índia e Suécia. Outros 36 projetos estão em desenvolvimento em todo o mundo, seguindo guidelines de sustentabilidade, inovação e mobilidade.


O projeto brasileiro proporciona uma estrutura moderna que contempla um novo escritório – modelo único na América Latina - tecnologias que permitem integração total entre todas as equipes, tanto do Brasil quanto do exterior, e critérios de sustentabilidade que visam à certificação da Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), da US Green Building Council, na categoria escritório verde. Todo o trabalho de implementação do WPI busca o equilíbrio de três pilares fundamentais: Pessoas, Ambiente e Tecnologia, ingredientes fundamentais para uma receita equilibrada de produtividade e qualidade de vida.


“O WPI é um dos principais pilares para nos ajudar a atingir a meta de nos tornarmos uma empresa líder em saúde e bem-estar. A Philips adotou novos conceitos que reforçam o foco em sustentabilidade, inovação e mobilidade e tem como principal expectativa a prática desses princípios. Nosso maior desejo é proporcionar bem-estar aos nossos funcionários, clientes e parceiros, estimular a consciência e a responsabilidade socioambiental, mostrar que é possível atuar no mercado de trabalho com muita competitividade, porém com respeito aos nossos valores. Queremos que cada um faça sua parte dentro e fora da empresa, contribuindo para um planeta melhor e mais sustentável”, afirma o presidente da Philips do Brasil, Marcos Bicudo.


Na prática, as mudanças foram incorporadas meses antes da mudança, com treinamentos e preparação dos funcionários para a nova realidade, limpeza geral do escritório antigo – reciclando toneladas de papel – e construção do escritório em si, uma obra limpa, onde tudo foi feito de maneira adequada, visando a economia de recursos e descarte adequado de materiais.

Os projetos de arquitetura, iluminação e tecnologia foram as principais ferramentas que permitiram a implementação do conceito WPI da Philips. O novo espaço foi desenvolvido com foco na necessidade dos usuários. Os ambientes de trabalho foram dimensionados, iluminados e mobiliados de acordo com a atividade que será realizada naquele local. O projeto de iluminação contempla o que há de mais moderno no portfólio mundial da Philips. Os recursos têm iluminação com LEDs, sensores de presença e sistemas de luz dinâmica que permitem uma ambientação personalizada capaz de simular diversas variações de luminosidade. As luminárias aplicadas são de design futurista, algumas inéditas no Brasil, e permitem, além da sensação de bem-estar para o trabalho, a economia eficiente de energia.


Para garantir os princípios de mobilidade, flexibilidade e produtividade, a Philips disponibiliza aos funcionários uma série de recursos tecnológicos. Há um sistema de conexão completa (seja por e-mail, compartilhamento de dados, comunicador interno, webmeetings (Connect Meeting e Connect Webmeeting) e conexões para chamadas telefônicas. Assim, fica ainda mais fácil localizar todos da empresa. Há ainda internet sem fio em todos os andares, acesso ao prédio simplificado com cartão inteligente, telefone celular, aplicações para chamadas VoIP gratuitas para chamadas de PC para PC e reuniões virtuais. Além disso, a empresa possui sistema de impressão e digitalização de arquivos central, que estimulará a redução de impressões de uma forma geral, economizando o uso de papel e estimulando uma rotina sustentável.


O novo ambiente de trabalho, além de ser um show case da empresa, reforças um valor essencial da Philips que é depender um dos outros. A liberdade , a responsabilidade e busca por resultados excelentes fazem parte do conceito do novo escritório da organização.


O projeto brasileiro proporciona ainda uma estrutura moderna que contempla um novo escritório com critérios de sustentabilidade. A Philips está buscando a certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), da US Green Building Council, na categoria escritório verde.







O que acharam???  Muito boa iniciativa da Philips!!!
Essa foi uma sugestão mandada pela Naísa Modesto-Analista de Mídias Sociais  da Ketchum, na qual agradeço pela dica!

Visite os sites abaixo: www.ketchum.com.br
http://www.newscenter.philips.com/br_pt/standard/about/news/press/article-201011193.wpd

http://www.sustentabilidade.philips.com.br/

Érica Sena