quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Refletindo e desejando um Feliz 2012


"Nós abriremos o livro. Suas páginas estão em branco. Nós vamos pôr palavras nele. O livro chama-se Oportunidade e seu primeiro capítulo é o Dia de ano novo." (Edith Lovejoy Pierce )

Que todos nós, comecemos a escrever esse novo livro neste ano que se inicia, e que nele esteja cheio de: aprendizagem, crescimento, boas ações, respeito com o próximo e com o planeta, e muita coragem para enfrentar todos os obstáculos que irão aparecer em nosso caminho. 

Nada é perfeito, e sabemos que nunca será! Como uma amigo me disse este ano - " A vida é sofrível"- mas completo: é encantadora, com sua  mistura de altos e baixos, com suas vitórias e derrotas, alegrias e tristezas, risos e lágrimas, encontros e desencontros.

O ano de 2011 foi inesquecível. Só tenho que agradecer aos meus amigos do Céu e da Terra!!! Espero contar com todos vcs, no ano que vem.
Obrigada!!!!
Agora, Pensar Eco descansará uns dias para se energizar e renovar. Ele merece, não acha???

Boas Festas!!! 

Que este ano regido pela Lua (Deusa das águas das chuvas e do orvalho),  ilumine  a todos nós e nos inspire para sermos pessoas melhores! 
 Muita paz, saúde, harmonia e sustentabilidade!!
 Obrigada a todos amigos por mais um ano!!!

Para quem gosta de astrologia, como eu, leia sobre o Regente 2012

 Até 2012!!!!!
                                                                                      Érica Sena

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Assista o vídeo sobre EcoDesign!

Estudantes de Produção Multimídia  fizeram como trabalho interdisciplinar um vídeo sobre Ecodesign.
Muito legal ficou, vale a pena assistir e compartilhar!


EcoDesign from Ecodesign on Vimeo.



Quem me mandou foi uma das criadoras do vídeo, Letícia Fontes, que gentilmente me mandou um email.
Parabéns ao grupo!! Pensar Eco estará sempre com as portas abertas para vcs. 

Feliz 2012 para todos!!
Érica Sena

Confecções de roupas com materiais recicláveis

 Assista essa matéria do Jornal Hoje do dia 26/12/11 " Sustentabilidade virou moda até na hora de se vestir."

Ser sustentável está na moda em Londres. Estilistas engajados na preservação do meio ambiente mostram como usar materiais recicláveis na confecção de roupas e acessórios.






http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1744317-7823-SUSTENTABILIDADE+VIROU+MODA+ATE+NA+HORA+DE+SE+VESTIR,00.html

L. Boff em "O dia do juízo sobre nossa cultura? "


O final do ano oferece a ocasião para um balanço sobre a nossa situação humana neste planeta. 

O que podemos esperar e que rumo tomará a história?

São perguntas preocupantes pois os cenários globais apresentam-se sombrios. Estourou uma crise de magnitude estrutural no coração do sistema econômico-social dominante (Europa e USA), com reflexos sobre o resto do mundo

A Bíblia tem uma categoria recorrente na tradição profética: o dia do juízo se avizinha. É o dia da revelação: a verdade vem à tona e nossos erros e pecados são denunciados como inimigos da vida. Grandes historiadores como Toynbee e von Ranke falam também do juízo sobre inteiras culturas. Estimo que, de fato, estamos face a um juízo global sobre nossa forma de viver na Terra e sobre o tipo de relação para com ela.

Considerando a situação num nível mais profundo que vai além das análises econômicas que predominam nos governos, nas empresas, nos foros mundiais e nos meios de comunicação, notamos, com crescente clareza, a contradição existente entre a lógica de nossa cultura moderna, com sua economia política, seu individualismo e consumismo e entre a lógica dos processos naturais de nosso planeta vivo, a Terra. Elas são incompatíveis. A primeira é competitiva, a segunda, cooperativa. A primeira é excludente; a segunda, includente. A primeira coloca o valor principal no indivíduo, a segunda no bem de todos. A primeira dá centralidade à mercadoria, a segunda, à vida em todas as suas formas. Se nada fizermos, esta incompatibilidade pode nos levar a um gravíssimo impasse.

O que agrava esta incompatibilidade são as premissas subjacentes ao nosso processo social: que podemos crescer ilimitadamente, que os recursos são inesgotáveis e que a prosperidade material e individual nos traz a tão ansiada felicidade. Tais premissas são ilusórias: os recursos são limitados e uma Terra finita não agüenta um projeto infinito. A prosperidade e o individualismo não estão trazendo felicidade; mas, altos níveis de solidão, depressão, violência e suicídio.

Há dois problemas que se entrelaçam e que podem turvar nosso futuro: o aquecimento global e a superpopulação humana. O aquecimento global é um código que engloba os impactos que nossa civilização produz na natureza, ameaçando a sustentabilidade da vida e da Terra. A conseqüência é a emissão de bilhões de toneladas/ano de dióxido de carbono e de metano, 23 vezes mais agressivo que o primeiro. Na medida em que se acelera o degelo do solo congelado da tundra siberiana (permafrost), há o risco, nos próximos decênios, de um aquecimento abrupto de 4-5 graus Celsius, devastando grande parte da vida sobre a Terra. O problema do crescimento da população humana faz com que se explorem mais bens e serviços naturais, se gaste mais energia e se lancem na atmosfera mais gases produtores do aquecimento global.

As estratégias para controlar esta situação ameaçadora praticamente são ignoradas pelos governos e pelos tomadores de decisões. Nosso individualismo arraigado tem impedido que nos encontros da ONU sobre o aquecimento global se tenha chegado a algum consenso. Cada pais vê apenas seu interesse e é cego ao interesse coletivo e ao planeta como um todo. E assim vamos, gaiamente, nos acercando de um abismo.

Mas a mãe de todas as distorções referidas é nosso antropocentrismo, a conviccção de que nós, seres humanos, somos o centro de tudo e que as coisas foram feitas só para nós, esquecidos de nossa completa dependência do que está à nossa volta. Aqui radica nossa destrutividade que nos leva a devastar a natureza para satisfazer nossos desejos.

Faz-se urgente um pouco de humildade e vermo-nos em perspectiva. O universo possui 13,7 bilhões de anos; a Terra, 4,45 bilhões; a vida, 3,8 bilhões; a vida humana, 5-7 milhões; e o homo sapiens cerca de 130-140 mil anos. Portanto, nascemos apenas há alguns minutos, fruto de toda a história anterior. E de sapiens estamos nos tornando demens, ameaçadores de nossos companheiros na comunidade de vida. 

Chegamos no ápice do processo da evolução não para destruir mas para guardar e cuidar este legado sagrado. Só então o dia do juízo será a revelação de nossa verdade e missão aqui na Terra.

Leonardo Boff- Teólogo, filósofo e escritor
(Adital)


Fonte: Mercado Ético, 27/12

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Vc conhece nosso grupo de ambientalistas no Facebook?



Se vc é AMBIENTALISTA, e participa do facebook, e ainda não participa do GRUPO: AMBIENTALISTAS UNIDOS EM PROL DA SUSTENTABILIDADE- AUPS, está esperando o que???

https://www.facebook.com/groups/129370590490750/195749240519551/?notif_t=group_activity


       E aí vai nossa mensagem de FELIZ NATAL para todos vcs!!



 Nós, do grupo, estamos esperando você!! Entre, e enriqueça nosso grupo!! Não irá se arrepender!

Criação do grupo: Érica Sena
Criação de logo e toda a imagem: Alesxandre Passos


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Artigo de André Trigueiro:Que país é este?




O leitor haverá de me perdoar se nas linhas abaixo resolvi deixar de lado meu otimismo incorrigível para enumerar, de maneira resumida, assuntos sobre os quais o Brasil parece ter perdido a noção do perigo ou mesmo do bom senso.


Por que quando o assunto é agrotóxico, o país campeão mundial no uso dessas substâncias venenosas ainda tem legislação frouxa, fiscalização deficiente e uma estranha burocracia que impede a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de agir rápido quando se constata a necessidade de retirar do mercado um determinado produto de elevada toxicidade? Nas lavouras brasileiras são usados pelo menos dez produtos proibidos na União Européia, Estados Unidos e um deles até no Paraguai.

Por que quando o assunto é transgênico, os protocolos de biossegurança que antecedem o licenciamento de novas substâncias geneticamente modificadas parecem ser sistematicamente desprezados por parte da maioria dos doutores que integram a CTNbio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), onde os Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente têm direito a voto, mas são minoria?

Por que no país do pré-sal o precedente aberto pelo mega-vazamento de óleo da BP no Golfo do México (o maior desastre natural dos Estados Unidos) não serviu de lição para que evitássemos o vexame do vazamento da Chevron na Bacia de Campos, da forma como aconteceu, escancarando inúmeras lacunas de ordem legal, institucional e operacional para deleite das companhias que já operam 10 mil poços de petróleo no Brasil e transformarão em breve nosso leito marinho num gigantesco paliteiro com novos buracos abertos sabe lá Deus (ou Netuno) de que jeito?

Como foi possível aprovar um novo Código Florestal que foi alvo de questionamentos importantes da comunidade científica – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Academia Brasileira de Ciências e da própria Agência Nacional de Águas (ANA) – nos precipitando em uma direção cujos impactos ambientais, econômicos e sociais não temos como avaliar hoje com clareza?

Até quando celebraremos – especialmente os economistas de plantão – sucessivos recordes nas vendas de automóveis, sem considerar os violentos impactos sobre a mobilidade urbana? Até quando vamos ignorar os reflexos dos monumentais engarrafamentos, a qualquer dia e hora da semana, sobre nossa saúde(inalação de poluentes, e estresse físico e emocional para quem está preso dentro do seu próprio carro e, principalmente, para os que penam no transporte público), nossa qualidade de vida (menos tempo para o descanso, lazer ou para a família), meio ambiente (agravamento do efeito estufa), segurança pública (maior exposição dos motoristas a assaltantes), gestão municipal (impossibilidade de atendimentos emergenciais, porque as ambulâncias, viaturas da polícia e carros de bombeiros não conseguem mais chegar rápido a seus destinos) etc?

Por que preferimos rotular todos os políticos de desonestos e corruptos, sem exceções, em vez de destacar a atuação heróica de alguns – são poucos, é verdade – mas que merecem nosso apoio porque sem eles tudo seria mais difícil? Lembrando Sêneca:” A maior desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta”.

Como é possível nos afirmarmos como potência mundial, se nossos indicadores na área da educação são simplesmente vexatórios? 

Como é possível aceitar que ainda tenhamos 14 milhões de pessoas que não saibam ler e uma legião de mais de 36 milhões de analfabetos funcionais, que mal conseguem assinar o próprio nome?

Como pleitear a condição de país desenvolvido se metade (56%) dos domicílios do país não tem acesso à rede de esgoto e onde a monumental letargia das diferentes esferas de governo impede qualquer previsão seguras de quando esse problema será resolvido?

Todas essas questões poderiam estar sendo tratadas de outro jeito se tivéssemos a coragem de repeti-las mais e mais vezes.

André Trigueiro
Artigo publicado na edição de dezembro da Revista GQ

Fonte: Mundo Sustentável- André Trigueiro 

Por isso que sou sua fã... maravilhoso artigo. Concerdo com vc André!!!
Balanço negativo em 2011!!
Érica Sena

DIFERi lança nova edição do Movimento Pelo Planeta

http://www.movimentopeloplaneta.com/amazonia/


O Movimento Pelo Planeta é uma ação criada pela DIFERi Comunicação de Impacto® para a Rede Smart de Supermercados com o objetivo de envolver as pessoas em prol do planeta.

O Movimento foi lançado em setembro de 2010 com o intuito de comemorar os 10 anos da Rede Smart e hoje chega a mais uma edição. 

O  Instituto Ipê, em parceria com a Rede Smart, disponibilizou diversas dicas que mostram como algumas pequenas mudanças no nosso hábito de consumo e no nosso modo de agir se transformam em grandes benefícios para o planeta. A campanha tem várias ações realizadas no Twitter e a Rede Smart plantará uma árvore para cada novo seguidor do perfil @mov_peloplaneta.

O projeto se caracteriza por uma série de ações para estimular e conscientizar a população sobre a importância do consumo responsável. 

A comunicação tem como principal foco a sustentabilidade e conscientização ambiental, tema de grande importância nos dias de hoje.

A campanha de Natal do Movimento pelo Planeta 2011 vai colocar o Papai Noel em uma aventura cheia de mistérios e curiosidades sobre a Amazônia. 


Nessa história, contada em episódios num blog diário, quanto mais pessoas participarem acessando o site do Movimento e respondendo às perguntas do concurso cultural, mais forças darão para o Papai Noel chegar ao seu objetivo final. Bicicletas, ecobags e um kit aventura premiarão as melhores respostas. 

Ao acessar o site o movimentopeloplaneta.com.br, o internauta é convidado para participar de uma série de ações, entre elas um concurso virtual realizado no Twitter que premiará as respostas mais criativas com a hashtag #ecodesafio.

A Rede Smart foi criada pelo Sistema Integrado Martins em julho de 2000 para dar condições de igualdade aos pequenos e médios varejistas que se viam impossibilitados de competir com as grandes redes.

No início, a rede mantinha  35 lojas; hoje este número cresceu exponencialmente com a implantação de um projeto piloto na região do Triângulo Mineiro. Atualmente, são mais de 800 supermercados filiados em 592 municípios, que abrangem 19 Estados, além do Distrito Federal. A força da Rede Smart pode ser mensurada pelos 50 milhões de consumidores que passam pelas lojas a cada mês e também pelo faturamento anual superior a R$ 5.9 bilhões.

“Interagir com o consumidor, contar histórias e, sobretudo, provocar transformações na sociedade deve ser uma preocupação pulsante nas grandes empresas. A proposta inicial do Movimento Pelo Planeta foi levar a questão da sustentabilidade aos consumidores da classe CD. Hoje a preocupação é dar continuidade ao projeto criado no ano passado”, explica Mario Virva, diretor de Criação da agência.

Essa matéria foi uma dica de  Tiago Ribeiro. Muito legal!!!! Obrigadaaaa!!

Mande a sua também: pensareco@yahoo.com.br
                           Érica Sena

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

MMA promove campanha para reduzir uso de sacolas plásticas

http://www.meioambiente.gov.br/sitio/index.php?ido=ascom.noticiaMMA&idEstrutura=8&codigo=7136

 O Ministério do Meio Ambiente lançou dia 19 de dezembro, na Rodoviária de Brasília, a segunda fase da campanha Saco é um Saco, que tem por objetivo conscientizar a população para a redução do uso de sacolas plásticas.

A diretora do Departamento de Produção e Consumo Sustentável da Secretaria de Políticas Ambientais do MMA, Laura Valente, distribuiu sacolas reutilizáveis. 

Segundo ela, é preciso mostrar à população alternativas para que as sacolas plásticas não sejam mais utilizadas. "A melhor coisa a se fazer é consumir só aquilo que precisa. Use uma opção retornável em vez de uma que é danosa ao meio ambiente", disse.

Ela defendeu campanhas mais efetivas para que a população se conscientize de evitar o uso de sacolas plásticas. "A conscientização é importante quando aliada com campanhas efetivas no setor de mercados, para que não disponibilize mais sacolas. A gente tem que reverter esse hábito de 50 anos".

A estratégia de lançar a segunda fase da campanha no Natal é para chamar a atenção das pessoas quanto ao uso das sacolas plásticas nas compras de fim de ano. "A escolha da sacola plástica implica problemas para todos, como poluição do solo e mares e a degradação da biodiversidade. Tudo isso é consequência do padrão de consumo que temos e de como tratamos essa questão", disse Laura Valente.

A campanha agradou a estudante de administração Adriana Batista. "Gostei muito da iniciativa das sacolas reutilizáveis. As pessoas precisam se conscientizar sobre preservação do meio ambiente para as próximas gerações". Já a contadora Elza Nascimento defende ações mais eficazes dos órgãos que promovem a campanha. "O governo não faz campanhas suficientes. Elas sempre são deixadas de lado depois de algum tempo. Deveria haver maior cobrança e fiscalização. Mas essa campanha é um bom passo", defendeu.

Uma sacola reutilizável de cinco metros, feita de banners reciclados, foi instalada no dia 15 de dezembro na Rodoviária de Brasília, onde ficará exposta por duas semanas ( vide foto acima)

  
Foram distribuídos também panfletos informativos sobre ações sustentáveis.

Esta segunda fase faz parte da Campanha Vamos Tirar o Planeta do Sufoco, iniciada em São Paulo, em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a Associação Paulista de Supermercados (Apas). Em São Paulo, mais de 100 municípios aderiram à campanha.( Fernando Fraga- Agencia Brasil)
  

Assista ao filme da campanha feita Abras e Ministério do Meio Ambiente para fortalecer ações para incentivar o uso de sacolas reutilizáveis e leia a matéria do site do MMA

 Segundo MMA, a nova campanha fala da alternativa às sacolas descartáveis: as embalagens reutilizáveis.

É reutilizável toda embalagem, recipiente, sacola, caixa, que possa ser utilizada várias vezes - é, portanto, feita de material durável. São sacolas de pano ou plástico resistente, caixas de papelão, engradados plásticos, carrinhos de feira, etc.

                                                         Assista ao filme!!
O filme lembra que Papai Noel sempre usou uma sacola reutilizável e que não importa o tamanho do presente para fazer o mesmo: presentinho ou presentão, sacola reutilizável na mão! ( MMA)

Fonte: MMA, Agência Brasil


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Fb se une a Greenpeace em campanha em prol de renováveis



Foram 20 meses e mais de 700 mil internautas participantes, mas a campanha do Greenpeace para mobilizar a maior rede social do mundo para a utilização de energias renováveis atingiu seu objetivo. Nesta quinta-feira (15), o Facebook anunciou que criará metas para consumir energia de fontes renováveis.

A empresa afirmou que promoverá as energias renováveis e encorajará outras companhias e setores a utilizarem fontes verdes para suprir sua demanda energética. 

“O Facebook acredita que nossas matrizes energéticas um dia serão limpas e renováveis e trabalhará com o Greenpeace para que este dia chegue mais rápido”, comentou Marcy Scott Lynn, do programa de sustentabilidade do Facebook.

“O Greenpeace e o Facebook trabalharão juntos para incentivar o abandono do carvão e de outros combustíveis fósseis e, em seu lugar, o investimento em energias renováveis. Esta opção por energias limpas e seguras ajudará a combater o aquecimento global e assegurar uma economia mais forte e comunidades mais saudáveis”, concordou Tzeporah Berman, co-diretor do Programa de Clima e Energia do Greenpeace Internacional.

Além de alimentar seus centros de dados com energia limpa, a companhia também compartilhará seus conhecimentos em eficiência energética com outras firmas de tecnologia da informação (TI) através do Open Compute Project, rede industrial que desenvolve tecnologias mais eficientes.

“O compromisso do Facebook com as energias renováveis serve de exemplo a empresas como a Apple, a IBM, a Microsoft e o Twitter. Nossa campanha provou que as pessoas ao redor do mundo querem suas redes sociais alimentadas por energias renováveis e não por carvão”, observou Casey Harrell, analista sênior de tecnologia da informação do Greenpeace Internacional.

Atualmente, a rede social possui mais de 800 milhões de usuários no mundo, e mantém seus servidores ligados 24 horas por dia para armazenar todos os dados gerados por esses usuários, consumindo muita energia. O Facebook, junto com outras empresas de TI, é responsável por 2% da demanda de eletricidade dos Estados Unidos, e esse uso deve crescer 12% ou mais a cada ano. Com ajuda do Greenpeace, a companhia pretende estimular a eficiência energética do setor.

“O Greenpeace tem tido grande êxito em usar o Facebook como plataforma para divulgar sua mensagem e engajar as pessoas em suas causas. Estamos ansiosos para trabalhar em conjunto e explorar novas maneiras de levar aos usuários os problemas ambientais que são de interesse de todos”, concluiu Lynn.


Fonte: Inst Carbono Brasil,16/11

Saiba mais no site do Greenpeace Brasil: 

      Parabéns Greenpeace por mais uma conquista!!
                       Érica Sena

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Dal Marcondes e Naná Prado em "Natal, o paraíso pelo consumo"

 

610 Natal, o paraíso pelo consumo
Todo final de ano multidões se acotovelam em lojas ao redor do mundo para comprar sonhos, sorrisos e felicidade no formato de brinquedos, roupas e presentes.

Luzes e enfeites de Natal estão acesos pelas cidades. Nas casas as pessoas começam a planejar as festas e as crianças escrevem cartas ao Papai Noel. Na TV os repórteres fazem a pergunta clássica a lojistas compenetrados: “Esse Natal será melhor do que o do ano passado?” Com o olhar sério o entrevistado esgrime alguns números para dizer que “deve ser um bom Natal”.

 Na verdade, o Brasil está entre os poucos países a ter o que o comércio chama de um “bom Natal”, principalmente por conta da boa fase da economia, que se mantém estável mesmo com a grave crise que assola os países europeus e os Estados Unidos. Um Natal com muitos presentes e festas, ainda que o futuro esteja obscurecido pela falta de perspectivas do chamado “primeiro mundo” em retomar seu papel de locomotiva da economia global.
Desde 2002 o Brasil tem conseguido uma grande mobilidade social. 

Até 2008 foram mais de 25 milhões de pessoas que saíram das classes D e E para a classe C, a porta de entrada da classe média. E até 2014 existe a estimativa de que outros 14,5 milhões de pessoas deixarão a pobreza, além da ascensão de 36 milhões entre as classes A, B e C. Este cenário é muito positivo sob o ponto de vista social. Milhões de pessoas que passam a ter acesso aos benefícios do consumo e a melhor qualidade de vida em habitação, saúde, educação etc. No entanto, essa realidade impõe outros desafios para a gestão dos recursos do país. O que economistas e planejadores se perguntam é como garantir o fornecimento de bens e serviços a essa nova classe média sem comprometer ainda mais os ecossistemas.

O desafio posto é promover a sustentabilidade e o combate à desigualdade ao mesmo tempo. 

Essa é uma preocupação muito atual, por conta do acesso de grandes contingentes de pessoas ao consumo de massa. Se de um lado, isso permite a necessária melhoria na qualidade de vida, de outro expõe, em escala preocupante, os impactos negativos dos atuais modelos de produção e consumo”, explica Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.

O modo atual de vida das populações mais ricas já consome 50% mais  em recursos  do que o planeta é capaz de regenerar. 

A capacidade da Terra de renovar água e ar, terras aráveis e de absorver os descartados do consumo já foi ultrapassada. 

E isso enquanto 20% da população é responsável pelo consumo de 80% dos recursos. 

No momento que os demais 80% da população mundial começa a participar mais fortemente do  consumo de massa, será preciso produzir com um impactos muito menor em matérias-primas e energia.

“Para atender a totalidade da população do planeta dentro do mesmo modelo atual de produção e consumo, seriam necessários quase 5 planetas Terra”, argumenta o presidente do Akatu. No entanto, é bom lembrar que existe apenas um planeta Terra.

Nova Classe Média aquece o mercado

No Brasil, a adoção de novos padrões para a produção e consumo é urgente, por conta do crescimento exponencial do consumo. 

Um perfil elaborado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República revelou que a nova classe média brasileira, formada por 95 milhões de pessoas, tem a maioria feminina (51%) e branca (52%) e é predominantemente adulta, com mais de 25 anos (63%). Os dados são da Pesquisa de Amostra Domiciliar (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram recompilados pela SAE para estabelecer o perfil dessa classe C, que tem renda familiar entre R$ 1 mil a R$ 4 mil mensais. Os itens de despesas mais comuns são alimentação, habitação, vestuário, higiene e cuidados especiais, assistência à saúde, fumo e serviços pessoais.

Uma das medidas que vem sendo tomada pelas empresas para fazer frente ao desafio deste novo consumo é a busca pela ecoeficiência, com a utilização de menos materiais, água e energia por unidade produzida.  

Segundo Daniela De Fiori, Vice-Presidente para Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Walmart Brasil, existem iniciativas que são específicas para apoiar esse novo consumidor em suas escolhas, oferecendo informações sobre consumo consciente ou sugestões de como deixar o dia a dia mais sustentável. “Nossos tabloides sempre trazem dicas de reciclagem, aproveitamento de alimentos, economia de energia e água. Na TV Walmart, aquelas que ficam nos caixas das lojas, também inserimos programas que tratam do tema, voltados para o consumidor”, explica. Para ela é um processo de mudança global. 

“Precisamos pensar que no Brasil há uma grande parcela de pessoas que ainda não tem acesso ao consumo. A sustentabilidade tem de reforçar o social”, comenta.

Outra área sensível em um processo de transformação do modelo econômico é o mercado financeiro. Ao contrário do que acontece no restante do mundo, onde os bancos são parte importante da crise financeira, no Brasil as instituições tem mantido uma certa distância do problema. Justamente por isso aproveitam essa calmaria para ampliar sua visão de um mercado mais comprometido com questões ambientais e sociais. O poder das instituições financeiras sobre o mercado permite que elas exerçam influência em muitas direções. 

“Ao inserir a análise de risco socioambiental na concessão de crédito para empresas, estamos estimulando mais negócios que equilibram as três vertentes da sustentabilidade”, explica Maria Luiza Pinto, Diretora de Desenvolvimento Sustentável do Grupo Santander. 

O banco, segundo a executiva, também atua diretamente com os consumidores, ao estimular o uso correto do crédito, e apoia escolhas de consumos mais conscientes”, explica.

Denise Hills, Superintendente de Sustentabilidade do Itaú-Unibanco, acredita que com a entrada de muita gente no mercado de consumo, o desafio de manter regras de sustentabilidade é maior.  “Cuidar do dinheiro, receber, planejar os gastos, ver se falta ou sobra. Saber que crédito não é adicional ao salário, que toda vez que você usa crédito você está alugando um dinheiro a um determinado custo para fazer alguma coisa hoje e vai ter que pagar não só por isso, mas pelo custo do aluguel”, demonstra ela. Parecem exemplos simples, mas para quem tem pouca familiaridade com o setor financeiro é muito difícil. Denise conta que o brasileiro não está acostumado a investir. “A relação cultural que temos com o dinheiro é ligada ao trabalho. Se recebemos um dinheiro por um trabalho, esse dinheiro é mais legítimo do que se guardamos um dinheiro e ele render”, explica. Para ela, reverter essa visão estereotipada é um dos grandes desafios da questão financeira no Brasil. Outro dilema é entender o crédito e usá-lo bem.

Um grande objetivo para empresas e organizações sociais é levar as pessoas a mudarem seu comportamento de consumo, dado que, de um modo geral, há uma percepção de que o impacto do consumo de uma única pessoa ou de um pequeno grupo de pessoas é desprezível. 

Essa percepção desconsidera o fato de que os últimos 50 anos assistiram uma forte evolução na expectativa de vida e um forte crescimento no consumo individual. Com isso, mesmo o consumo de um único indivíduo, ao longo de sua vida, tem um impacto extremamente significativo sobre a sociedade e o meio ambiente. “Em apenas um exemplo isso fica claro: se os recursos naturais usados por um único indivíduo pertencente à classe responsável por 80% do consumo mundial fossem colocados em cilindros de um metro de diâmetro por 1,80 metros de altura, ao longo de 75 anos seriam acumuladas 7 pilhas de cilindros cada uma da altura do Empire State Building”, o prédio mais lato de Nova York, explica do presidente do Akatu, Helio Mattar.

O Natal é a data mais importante para o varejo de maneira geral e para grande parte do setor produtivo.

“Vendemos os alimentos para a ceia do final do ano e existem muitos produtos sazonais como panetones, frutas secas, aves natalinas, etc. Além disso, há os itens de ‘não-alimentos’, como produtos para enfeitar a casa nas festas e também presentes. São brinquedos, eletroeletrônicos, eletrodomésticos”, conta Daniela De Fiori.

“Nessa data, ou em qualquer outra, nossas estratégias de sustentabilidade não mudam. Aliás, como elas já fazem parte do dia a dia da companhia e estão em tudo o que fazemos, passa a ser natural que façamos igualmente no Natal ou em qualquer época do ano”, afirma.

Também é tempo de aproveitar as festas de final de ano para estar com aqueles de quem mais se gosta, para compartilhar um texto, ouvir música, refletir sobre o ano que passou, e traçar juntos planos futuros. Se isso ocorre, deixando a emoção fluir, os presentes ficam certamente para segundo plano. 

Na virada para um novo ano, muita gente costuma fazer promessas de mudanças. “A entrada de um novo ano é uma ótima oportunidade para refletirmos sobre as nossas vidas e buscarmos identificar o que é realmente importante para cada um de nós, buscando então alinhar o nosso consumo com aquilo que concluirmos que nos faz realmente bem e nos traz alegria e realização, afirma Hélio Mattar.

Segundo a vice-presidente do Walmart, “já percebemos mudanças em nossos consumidores, que hoje, graças ao esforço da indústria,encontram em nossas lojas milhares de produtos com algum diferencial sustentável.

Hoje há mais possibilidades e as pessoas entendem cada vez melhor como contribuir com o planeta na sua compra mensal”. Mas, ela deixa claro que ainda há um longo caminho a percorrer e tem certeza que a sociedade está aberta a colaborar e cada vez mais entende que é papel de cada um e responsabilidade de todos o mundo que deixaremos para as futuras gerações.

Imagine por exemplo desejos para 2012 na linha de “brincar mais com meus filhos”… “ler mais romances e poesias”… “pressionar a prefeitura para que seja melhorada a qualidade do transporte público”… “fazer passeios de bicicleta”… “organizar os condôminos do meu prédio para buscar uma cooperativa de coleta seletiva de resíduos e mobilizar a todos para que façam a separação dos resíduos em seus apartamentos”… “antes de comprar, perguntar sobre a origem da carne, para garantir que não vem de áreas em que a pastagem gerou desmatamento”… “não comprar nenhum produto pirata”… “não brigar no trânsito”… “pedir nota fiscal em todas as minhas compras”… “planejar o cardápio semanal e fazer a lista de compras que atenda a este planejamento”… “aderir a marcas, produtos e empresas comprovadamente mais responsáveis do ponto de vista ambiental e social”… “abandonar o uso de produtos descartáveis e aderir aos retornáveis e duráveis”… “sempre que possível, trocar os produtos físicos pelos virtuais, os combustíveis fósseis por renováveis, os diluídos pelos concentrados”… Ao mesmo tempo, você estaria dando um presente à sociedade, ao planeta e a você mesmo. Afinal, não vivemos na mesma sociedade e no mesmo planeta dos quais cuidamos?

Mudanças sociais e tecnológicas
Instituto Akatu

Algumas mudanças caminham na direção da sustentabilidade sem perda significativa de bem estar para a sociedade:

1.    Gradualmente, substituir os produtos descartáveis ou de obsolescência rápida por produtos mais duráveis. Como exemplo, há uma empresa alemã (Müller) que recentemente aumentou a garantia de seus produtos de linha branca para 10 anos, ao mesmo tempo que passou a garantir a atualização tecnológica dos produtos ao longo do tempo. Por trás dessa proposta, está uma mudança radical na plataforma dos produtos, de forma a permitir um “upgrade” das partes e componentes que, com maior probabilidade, sofrerão inovações ao longo do tempo para que o produto possa atender ainda melhor a função à qual se destina. Isso implicará também no desenvolvimento de uma rede de assistência técnica mais extensa para poder atender às necessidades de atualização e de conserto dos produtos.

2.    Tornar local a produção de alguns itens cuja produção é hoje globalizada, de modo a reduzir o volume de transporte total necessário;

3.    Passar do descarte de produtos e embalagens para a sua reutilização e reciclagem;

4.    Passar de produtos materiais para formas virtuais de realização das mesmas funções. Um exemplo é o que já ocorre ao comprar música através de download ao invés de comprar um CD;

5.    Passar do desperdício para o aproveitamento integral de todo e qualquer recurso natural, muito especialmente dos alimentos, onde a perda, nos itens perecíveis, chega a mais de 50% no total e a 30% nos alimentos que entram em uma residência brasileira;

6.    Passar do consumo em excesso para o consumo suficiente – como é o caso das toalhas descartáveis em banheiros públicos que, nos últimos anos, foram objeto de campanha dos próprios fabricantes no sentido de “não consumir a terceira folha”.

De outro lado, mudanças tecnológicas deverão ocorrer, tais como:

•    Passar de produtos diluídos para concentrados (como já acontece hoje com produtos para a lavagem de roupas);

•    Passar de matérias primas fósseis para renováveis (como aconteceu recentemente com a introdução do plástico verde no mercado brasileiro, produzido a partir da cana de açúcar);

•    Reduzir a toxicidade das matérias primas usadas em determinados produtos e, ao mesmo tempo, aumentar a facilidade de sua absorção orgânica pela natureza (como é o caso de detergentes biodegradáveis);

Por meio dessas mudanças, será possível manter o padrão de bem estar praticamente inalterado, ao mesmo tempo que o uso de recursos naturais em geral é alterado significativamente, fato que é extremamente necessário.
(Dal Marcondes e Naná Prado-Envolverde)

 http://envolverde.com.br/economia/consumo-economia/natal-o-paraiso-pelo-consumo/

Fonte: Envolverde

  Parabéns Dal e Naná pelo artigo, muito bom!! Concordo com vcs!! Precisamos reciclar nossos hábitos em 2012!

Érica Sena

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

15 e 16/12: III Encontro Paulista de Biodiversidade


Pensar Eco deseja a todos Boas Festas!





A vocês que me acompanharam por mais este ano de 2011...

faço votos que todo o aprendizado que obtivemos  durante este ano que finda, tenha nos deixado mais conscientes do nosso valor  individual e de grupo. E que desempenhemos melhor o nosso papel dentro da família, do trabalho, do país, enfim, do planeta. Que estejamos mais interligados aos seres que fazem parte da teia da vida, usufruindo-os com sustentabilidade.
Todo fim do ano é momento de fazermos um balanço geral:

·         Repensando em nossos planos;
·         Reavaliando nossos atos;
·         Reduzindo os nossos erros e vícios;
·         Reutilizando nossos acertos;
·         Reciclando nossas atitudes ultrapassadas para o momento atual;
·         Reconquistando valores saudáveis;
·         Reascendendo bons sentimentos como: amor, fé, compaixão, respeito, etc.
Isso tudo com muita coragem, harmonia, saúde e muita alegria!

Feliz 2012! Que continuemos juntos, lutando por um mundo menos desigual, mais justo, mais sustentável, e em paz!

Felicidades!!

Ótimo Natal para todos vocês e uma passagem de ano cheia de boas energias!

Érica Sena