sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Lixo: tratamento uniforme



A partir da próxima semana, 18 consultores do MMA atuarão nos estados fazendo diagnóstico da situação sanitária em 153 municípios
O Ministério do Meio Ambiente (MMA)  promoveu na terça-feira (28/08), encontro para uniformizar as ações do governo federal que estão sendo realizadas no âmbito da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Participam do evento representantes dos governos estaduais, diretores e gerentes da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA que lidam com resíduos sólidos, representantes da Caixa Econômica Federal, Ministério das Cidades, Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ministério da Integração Nacional e consultores do MMA.

Na oportunidade, o MMA terá retorno dos planos de resíduos sólidos que estão em andamento nos estados, 18 deles financiados pelo MMA por meio de convênio com a Caixa Econômica Federal, e dos planos intermunicipais que também foram financiados pelo ministério. “O MMA repassou R$ 42 milhões para 18 estados e alguns consórcios intermunicipais que alcançam 66 milhões de habitantes”. explicou o diretor de Ambiente Urbano, Silvano da Costa. “Queremos ouvir dos estados os principais problemas para realizar os contratos de repasses”.
LEVANTAMENTO

O governo federal contratou 18 especialistas em resíduos sólidos que, a partir da próxima semana, vão atuar nos estados fazendo um levantamento detalhado da situação de 153 municípios, tratados como prioritários.

Além disso, os consultores poderão dar apoio e orientação aos municípios e estados sobre a parte técnica dos planos de gestão de resíduos sólidos. “Esse levantamento vai subsidiar o nosso programa de apoio à coleta seletiva nesses municípios", acrescentou Costa.

Durante o encontro, representantes dos estados poderão tirar dúvidas e fazer reivindicações e sugestões para os representantes da Caixa Econômica Federal e dos ministérios participantes sobre a aprovação, desenvolvimento e andamento dos projetos de suas regiões. Além disso, é uma oportunidade dos estados trocarem experiências.

A seleção dos municípios prioritários foi feita com base em três critérios
Os que fazem parte das regiões metropolitanas que sediarão a Copa do Mundo de 2014, as regiões prioritárias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o grupo G1 do Ministério das Cidades, que envolve municípios com mais de 70 mil habitantes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e com mais de 100 mil habitantes no Sul e Sudeste. Destes, foram selecionados os que declararam ter aterro sanitário na Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2008. (Rafaela Ribeiro)  

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Cadê o comprometimento dos candidatos e eleitores com o futuro dos municípios?

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Estamos atravessando um momento importante para os municípios e moradores: a eleição de Prefeitos e Vereadores. Infelizmente muitos eleitores não levam a sério esse ato de cidadanaia tão importante, votam, quando não anulam, em qualquer um, sem se quer saber das propostas e o que fez pela comunidade.

Por outro lado, somos surpreendidos com candidatos sem preparo algum, mas que estão lá por representarem algum grupo ou interesse. Não sou contra isso, desde que represente os interesses da comunidade, mas fico indignada com esse despreparo.Os partidos deveriam pelo menos ensinar a se apresentarem melhor em público, já que não existem pré-requisitos para se se tornar candidato. Concorda?

Reflita comigo: para arrumar um emprego hoje é cobrado: graduação e pós-graduação, cursos diversos, línguas estrangeiras, experiência, além de dinâmicas para saber se a pessoa é proativa, líder, competente,etc. Por quê para esses cargos políticos de representação do povo, não precisa? 

Conclui-se que nós precisamos ter várias competências e habilidades para ganhar um salário muitas vezes ridículo, enquanto eles ao entrarem, ganham muito e não precisam nem saber ler direito! Isso é correto? Claro que tem um porque, a maioria dos despreparados são facilmente manipulados pelos que tem conhecimento e astúcia dentro da máquina pública, servindo de laranjas. Claro que exceções existem e talvez esteja sendo radical de mais, mas penso assim!

Mas o que eleição tem a ver com temas ambientais? Tenho assistido sempre que posso o horário político, e não tenho visto quase nenhuma proposta de como tornar os municípios mais sustentáveis. O discurso é o mesmo de 20 anos atrás: desenvolvimento a qualquer preço!

Existem plataformas ambientais feitas por entidades de renome no assunto para dar embasamento ao candidatos à Prefeito, Vereador, e porque não aos eleitores, de como tornarem seu município mais sustentável. São eles:

Programa Cidades Sustentáveis

Plataforma Ambiental dos Municípios- SOSMA.

Mas acredito que a maioria deles não estejam preocupados com nada disso, ou até não saibam da existência destes materiais. Se você trabalha na campanha de algum candidato mostre a ele os programas citados e ajude nessa luta!

Finalizando, te convido a se juntar ao grupo dos eleitores conscientes, que votam , independente do partido, em candidatos que se mostram capazes de nos representar, e que tenham no programa a preocupação em desenvolver sua região de modo sustentável, levando em conta não só o fator econômico, mas o social e o ambiental.

Tão importante quanto o votar consciente, é acompanhar o mandato deles, principalmente dos vereadores da nossa região, exigindo deles: respeito, trabalho e  que cumpram o que prometeram na campanha. Isso é cidadania!

Vamos refletir bem antes de darmos nosso voto (de confiança) na urna, pois as consequências serão sentidas diretamente em nosso dia-a-dia por mais 4 anos. Acompanhe a propaganda eleitoral de todos e compareça aos debates e campanhas em sua região se ocorrerem, isso poderá ser um fator decisivo em sua escolha!

Vamos lutar por uma cidade mais sustentável, menos caótica, onde tenhamos qualidade de vida! Que tal começar agora cobrando isso dos nossos candidatos? Pense nisso!

Érica Sena - 30/08/12
Programa Cidades Sustentáveis

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Litoral Norte de SP corre perigo!

Litoral Norte visto da Serra -foto: 



Ampliação do Porto de São Sebastião preocupa prefeitos e moradores do litoral norte de São Paulo

 O projeto de ampliação que deverá triplicar a capacidade do Porto de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, preocupa prefeitos e moradores da região. As obras, orçadas em R$ 2,5 bilhões, devem dar suporte à extração de petróleo do pré-sal, mas a população teme que vá afetar a vocação turística dos municípios vizinhos pelo risco ao meio ambiente.
Atualmente, o projeto aguarda a emissão de licença prévia pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Com mais capacidade, o porto também será uma alternativa para escoar mercadorias de regiões como o Vale do Paraíba.
“O município de São Sebastião é turístico e portuário, não tem sentido uma coisa atrapalhar a outra”, reclama Regina Helena Ramos, vice-presidente da Federação Pró Costa Atlântica, que reúne associações de bairro do município.
A moradora aponta para a ameaça de degradação do meio ambiente, grande atrativo turístico da região, com a migração que pode ser estimulada pela expansão portuária. “Não existe hoje habitação nem para as pessoas que moram lá, tem uma população imensa em áreas de risco e preservação”, aponta.
Para que a cidade suporte a ampliação do terminal, Regina Helena defende que sejam feitos investimentos em infraestrutura compatíveis com o novo tamanho do terminal, que deverá ficar totalmente concluído em 2035. “Se as coisas não forem benfeitas, se a infraestrutura não estiver à altura, São Sebastião acaba para o turismo, e não é isso que a gente quer”.
O prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci, também teme que o potencial turístico do município seja afetado. Por meio de nota, ele destaca que o projeto preocupa, “não só pelo tamanho que se desenha, mas também porque todo o escoamento da carga será por estrada”.
Entretanto, na avaliação do prefeito de São Sebastião, Ernane Primazzi, o problema central diz respeito à alça de acesso ao porto, que no trajeto proposto promoverá a remoção de 3 mil pessoas. Ele defende um projeto com túneis para evitar a retirada das famílias. “É possível fazer, está faltando vontade de meter a mão no bolso”, diz.
O presidente da Companhia Docas de São Sebastião, Casemiro Tércio Carvalho, de outro lado, sustenta que o problema afeta 400 famílias que vivem irregularmente na área. “Não é que vai desapropriar, aquilo é área invadida. A gente vai reassentar 400 famílias em moradia digna”, garante.
Segundo Carvalho, está sendo realizado um estudo, que deve ficar pronto em até três meses, para determinar quais serão os impactos da ampliação no turismo da região. A partir daí, serão apresentadas propostas para mitigar esses efeitos negativos. “Nosso objetivo é transformar São Sebastião em referência de porto verde para o Brasil e para o mundo”, diz. (Daniel Mello-Repórter da Agência Brasil, 28/8/12)
Dados do Agência de Notícias/Jornal Floripa postado no Caraguablog:
Área atual: 400 mil m² | Ampliação: 1,2 milhão de m²
Berços atuais: 5 | Ampliação: 20
Armazéns atuais: 4 | Ampliação: 6
Tanques atuais: 0 | Ampliação: 8
Empregos gerados na obra: 2.800
Investimento: R$ 2,5 bilhões
Audiências públicas foram feitas, segundo esta mesma fonte, e cerca de mil pessoas entre autoridades, ambientalistas, trabalhadores portuários, pescadores e estudantes compareceram ao debate, que teve aproximadamente 10 horas de duração.

Saiba mais sobre o que acontece no Litoral Norte de SP:


Fonte: Agência Brasil e Caraguablog

Pensar Eco comenta:

É bom lembrar que essa ampliação do Porto está ligado a instalação do gasoduto entre Caraguatatuba e Taubaté - Gasoduto Caraguatatuba/Taubaté (Gastau), uma obra impactante para o local e não aceita pela maioria dos moradores e ambientalistas da região.
Dentro desse pacote de desenvolvimento da região ,de modo insustentável, acontece também a duplicação da principal via de acesso entre o planalto (Taubaté) e o Litoral Norte : a Rodovia dos Tamoios
Passei por lá semanas atrás e vi que ela virou um grande canteiro de obras, e confesso que me preocupa como será feita essa duplicação, principalmente no trecho de Serra, onde tem o Pq Estadual da Serra do Mar.
Temos que ficar de olho... essa região tem um das paisagens mais bonitas que conheço e  espero que seja preservada.

Se quiser saber sobre a obra na Rodovia dos Tamoios (SP)  acesse o site: http://portaldecaragua.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1249&Itemid=82 

  Érica Sena
      
Foto: Rodovia Tamoios -Erica Sena- agosto/12

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

RPPN Mutinga: a 1º RPPN do Município de SP


Foto: Érica Sena-27/08/12



Você sabia que existem duas RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) no município de SP?



  • RPPN MUTINGA - 1ª RPPN reconhecida pela Municipalidade/SVMA - Fev. 2011
  • RPPN SOLO SAGRADO CASA GRANDE- ainda em reconhecimento.
 O que é e como é criada a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN)?

Segundo o Instituto Estadual de Florestas- IEF, a  RPPN é uma unidade de conservação particular, criada por iniciativa do proprietário e reconhecida pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF). 


Não há exigência sobre tamanho mínimo nem máximo para a criação de uma RPPN, pois a criação depende apenas do desejo do proprietário.


Todos os direitos e o domínio sobre a área são mantidos. Os principais benefícios ao se criar uma RPPN são: isenção do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR); redução do risco de invasões e ocupações irregulares; maiores chances de apoio dos órgãos governamentais para a fiscalização e proteção da área, por integrar o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

O proprietário pode realizar pesquisas científicas, atividades de educação ambiental e visitação pública nas RPPNs, porém não é obrigado.
 Aqueles interessados nessas atividades podem obter apoio de diferentes fontes como: Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), Aliança para a Conservação da Mata Atlântica, Ministério do Meio Ambiente e Fundação O Boticário de Proteção à Natureza. Os documentos necessários para solicitar a criação de uma RPPN estão relacionados em link abaixo e devem ser encaminhados para a unidade de atendimento também abaixo indicada.
Valor da Taxa: gratuito
Documentação NecessáriaManual - Como criar uma RPPN (.pdf - 45Kb)
Onde ser atendido: Gerência de Criação e Implantação de Áreas Protegidas do IEF pelo telefone (31) 3915.1373 ou pelo e-mail diap@meioambiente.mg.gov.br


Quais seriam as razões para a criação de ema RPPN?


1- PODER PÚBLICO:

-Garantir a proteção do entorno dos Parques Naturais “melhor vizinho de 

um Parque”;
-Economia de gastos públicos (desapropriação, implantação e gestão);
-Possibilidade efetiva de envolver sociedade civil como responsável pela 
conservação.

2- PROPRIETÁRIOS PRIVADOS:


-Maior proteção  contra queimadas, caça e desmatamento (76% -FUNBIO);

-Valorização do ambiente/ Interesse em conservar (49% - FUNBIO);
-Possibilidade de apoio das Entidades Ambientalistas (37% - FUNBIO);
-Reconhecimento dos órgãos ambientais (29% - FUNBIO);
-Possibilidade de apoio no manejo (28% - FUNBIO)


Legislação:
•Decreto Municipal 47.522/06 – muito abrangente, não estabelece
prazos e procedimentos;
Decreto Municipal nº 50.912/09 - vigente

Saiba mais:

Conhecendo um pouco mais a RPPN MUTINGA
Ela é a primeira RPPN do município de São Paulo. Localiza-se no distrito de Pirituba (Avenida Mutinga) dentro da Fazenda Mutinga. Foi criada em 2011.
A Fazenda Mutinga possui  uma área de 77.500 m , dos quais 25.000 m compõem a RPPN Mutinga. 
Esse pequeno fragmento de mata na mancha urbana da metrópole é composto por elementos arbóreos nativos de Mata Atlântica, que abrigam fauna formada principalmente por aves. A presença dessas espécies indica sua importância para a manutenção da biodiversidade no Município, por representar oferta de alimento e de ambientes para a reprodução. 
A celebração decorrente da criação da 1º RPPN aconteceu em 17 de setembro de 2011 no Solo Sagrado de Guarapiranga, durante o encontro, foi entregue o certificado de criação da RPPN Mutinga ao proprietário, a Mutinga Empreendimentos Imobiliários.(Prefeitura de SP)

A RPPN é uma ótima maneira de preservarmos remanescentes de áreas verdes, além de ser uma atitude de comprometimento com a sustentabilidade do proprietário. Mas fico mais orgulhosa por essa RPPN ser minha vizinha, pois é próxima à minha casa.
 Confesso que lembrei de fazer a matéria sobre ela porque hoje passei em frente e vi que tem placa agora.Claro que tirei foto! 

Érica Sena

Artigo sobre Resíduos sólidos: "O lixo é responsabilidade de quem?"


Isso é o que queremos??? Foto: Érica Sena


Cada vez fico mais horrorizada em encontrar nos trajetos que faço: a pé, de ônibus ou de carro, lixo de todas as origens e gostos. Parece-me que as pessoas se livram do que lhe atrapalha onde “der na telha”: na rua, pelas janelas de automóveis, nos terrenos baldios e nos córregos. Será que, alem de não estarmos evoluindo no quesito educação ambiental, estamos voltando no tempo, onde despejavam os penicos sujo na frente da casa? Isso aconteceu no começo da urbanização, onde não se tinha noção de saúde publica e ambiental, e mesmo assim foi proibida por aumentar as doenças. Atualmente, campanhas em todas as mídias informam sobre isso, e o fato de não cumprir significa estar alienado ao mundo, não enxergando nada além do seu umbigo.

Muito pior do que as pessoas que pecam por suas atitudes erradas, por não terem informação, são aquelas que entraram em contato com a informação e não absorveram e continuam vivendo de modo igual. Isso me entristece, pois como educadora, sinto que a maioria dos alunos das escolas não absorve nada e tende a crescer na mesma alienação encontrada na família. Sei que é difícil mudar paradigmas, mas sei que deve existir um jeito de sensibilizar a população alienada ao mundo externo.

 É necessário, alem de reciclar nosso lixo, reciclar nossas atitudes! É tempo de mudança!

 Lixo, palavra de origem do latim (lix= cinza), é todo qualquer resíduo sólido gerado pelas atividades humanas ou gerado pela natureza em aglomerações urbanas. 

É considerado um dos principais problemas das cidades do mundo, pois além de ocupar muito espaço na sua destinação, é responsável pela proliferação de vetores de doenças, produção de metano (gás do efeito estufa e inflamável), odor forte, enchentes e enfeiamento da paisagem.

 A sociedade, diferente das indústrias, não se responsabiliza pela geração e destinação do seu lixo. Sendo assim, a partir do momento que o coloca em sua calçada ou joga irresponsavelmente em algum local público, não lhe pertence mais.  Será que as pessoas só aprenderão isso, do mesmo modo que as indústrias, através de leis com multas altíssimas para àqueles que não derem uma destinação correta ao seu lixo? Sou a favor de aplicações de penas, das taxas de lixo, pois seria um modo de impor essa mudança de atitude.

Os primeiros passos foram dados, já que depois de tantos anos a Política Nacional de Resíduos Sólidos se faz presente, e com isso uma chance de resolver a problemática de destinação correta do lixo.

Por mais que falte um gerenciamento adequado ao resíduo em nossa cidade, não podemos jogar toda a responsabilidade para o governo, pois quem joga o lixo em locais inadequados são os moradores, e pequenos comércios mal informados.

A grande pergunta que pode ser feita é de como transformar a sociedade diante deste quadro impactante e prejudicial?

Bem, teoricamente é fácil responder, mas na prática não tanto. O grande responsável pelo acumulo de lixo é o ato de consumir de maneira exagerada, e qualificar o produto pela riqueza de sua embalagem, e não pelo produto em si. Pagamos sem notar por essa embalagem atraente que acabará ocupando os aterros sanitários. Se ao menos parassem no lixo reciclável, mas a minoria da população faz a coleta seletiva.

Conclui-se que para diminuir a geração de lixo é necessário ser um consumidor consciente que faz uso do conceito dos 5 R`s: repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar. Você se considera um? Eu, por conta própria colocaria mais um R-o de Reclamar em locais certos e com argumentação.

A maioria dos bairros possuem alguma cooperativa de reciclagem, ou pontos de entrega voluntária (PEVs) para que sejam destinados os materiais reciclados provenientes da coleta seletiva das casas, comércios, empresas, prédios públicos, por isso não há desculpa de não se fazer a coleta seletiva. É um dever de todos moradores separar o lixo do material reciclável, e isso deve ser cobrado pelos governantes, só assim o primeiro passo em busca de uma melhor gestão de resíduos sólidos acontecerá e será dado uma passo rumo á sustentabilidade.
Segundo dados, a cidade de São Paulo produz mais de 12.000 toneladas de lixo por dia, com este lixo, em uma semana dá para encher um estádio para 80.000 pessoas, sendo apenas 1% reciclado. O que mostra que muita coisa tem que ser mudada em nosso modo de vida capitalista doentio.

Agora basta partirmos para ação!  Veja os locais para destinação do  material reciclável mais perto da sua casa  acessando o site da Prefeitura de São Paulo:

Sei que não basta, o importante é que cada um: rico ou pobre; ambientalista ou não; criança ou adulto façam sua parte através dos 5 R´s e vejam que a felicidade não se resume em ter, mas sim em ser uma pessoa com qualidade de vida e grata por estar nesse planeta.

                             Érica Sena

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Cine Tela Brasil foi sucesso em Pirituba!

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Há algumas semanas atrás fiz uma matéria para divulgar o Cinema itinerante  que aconteceria em Pirituba, fruto do Projeto Cine Tela Brasil, patrocinado pelo grupo CCR e com apoio da Subprefeitura Pirituba-Jaraguá e ACSP- Distrital Noroeste.

http://pensareco.blogspot.com.br/2012/08/cine-tela-brasil-traz-cinema-itinerante.html

Essa semana, entre os dias 21, 22 e 23 ele aconteceu e foi um sucesso! 

A maioria das seções lotaram com a presença de alunos e professores das escolas públicas da região e moradores do entorno.

Só tenho que parabenizar o Projeto Cine Tela Brasil pelo excelente trabalho desenvolvido, assim como a Subprefeitura PJ e ACSP-DN por apoiarem esse evento que levou lazer aos moradores da região.
  Com certeza crianças e adultos tiveram bons momentos dentro do cinema. Eu com certeza tive, assisti ao Rio, O palhaço e Eu e meu guarda-chuva... muito bom!!

Veja as fotos!


A estrutura montada

Dentro do cinema- lotação de 225 pessoas


Renato Marciano (Subprefeitura PJ), Érica Sena, Sueli Garcia ( Agenda 21 PJ), Nelson Valejo (ACSP),   Valnoy Paixão (ACSP-DN) e Rogério Gouveia (Supervisor de Cultura Suprefeitura PJ)


Ao fundo o Mercado Municipal de Pirituba

Alunos chegando para a próxima seção.








Não só os alunos prestigiaram os cinema, os moradores também!
Visual noturno!

Alunos do EJA  prontos para assistir o filme . Não faltou pipoca, nem água !

Eu, tirada pelo Pirituba Net

Conheça o mais este projeto e leve para o seu bairro se possível, acessando http://www.telabr.com.br/cine-tela-brasil/. 

Veja também o matéria sobre o Cinema em Pirituba no site Pirituba Net, onde tenho uma coluna ambiental.
http://www.pirituba.net/lazer/

Foi muito bom!!! Parabéns a todos que de alguma forma trabalharam para o sucesso desse evento!
Érica Sena


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Pensar uma nova cidade- José G.Junior

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A sustent(habilidade) de pensar uma nova cidade

Cidades são espaços cheios de criação, de gente, de redes, de empresas, trabalho, consumo, esperanças e mazelas.
No Brasil, 86% da vida da população se manifesta nas cidades, lugares do ter, do ser, do trafegar, do lazer, do aprendizado, do individualismo exacerbado e do compartilhamento solidário.
Porém, as cidades funcionam como um aglomerado de organizações: igreja, empresas, órgãos públicos, instituições de ensino, associações, clubes, milhares de famílias, condomínios, cada um com seus milhares de processos de manutenção e organização, das tarefas cotidianas de produção, consumo, descarte, deslocamento. Cada um com sua(s) lógica(s), método(s), objetivo(s) particular(es), limitação(ões), e cada um buscando de forma mais eficiente possível se organizar, enquanto nossas cidades amarguram em ineficiência coletiva.
As habilidades organizacionais de cada setor, seja o primeiro, segundo ou terceiro, promovem eficiência, agilidade e resultados em suas ações. Transportadoras buscam entregar cargas nos horários previstos, empresas buscam alocar estoques de matérias primas nos locais permitidos, o cidadão busca colocar seu carro na rua para chegar no trabalho, lojas eshoppings se organizam para abrir as portas no momento correto.
Mas por que nossas cidades estão cada vez mais poluídas, cheias de resíduos, de lixo acumulado por toda parte, trânsito parado, sistemas de transporte obsoletos, ruas violentas, motoristas imprudentes, estruturas de luz, água e esgotos pendentes por manutenção? Por que hospitais públicos e postos de saúde não dão conta da demanda de doentes? Prefeituras não conseguem licenciar todos os empreendimentos imobiliários e acabam embargando vários deles que estão em funcionamento? Por que a malha viária não desloca pessoas e cargas com eficiência, e a qualidade de vida das áreas periféricas lembra filmes no interior da Índia?
Há de se refletir que há séculos nossas cidades são o palco constante de empreendimentos e investimentos de variados setores, que os aplicam com alto grau de planejamento, gestão e padrões técnicos. Mesmo com a competência de órgãos públicos municipais, estaduais e federais, a cidade continua crescendo e apresentando falhas estruturais graves.
Os resíduos industriais e domésticos são pouquíssimo reaproveitados (somente se recicla 2% no país) e há um desperdício sistêmico de energia, desde a elétrica na cara e obsoleta iluminação pública ao desperdício de petróleo nos milhões de motores parados no rushurbano. As cidades concentram o que há de mais moderno em soluções individuais e setoriais e falha na construção de um ambiente saudável e funcional para o cidadão.
O  planejamento centrado na solução individual gera problemas no coletivo: a cidade, seus cidadãos, governo e setores produtivos não desenvolveram a capacidade de planejar e pensar coletivamente, sistemicamente.
Empresas não mapeiam possíveis receptores e compradores de seus resíduos, não levantam entidades da sociedade civil que precisam de verbas para suas ações sociais e ambientais e que poderiam fornecem algum subproduto ou insumo de sua cadeia produtiva.
O Ministério do Trabalho não acelera estudos que repensem a legislação do trabalho – que busquem  diferenciar trabalho precário e subcontratação de parcerias entre o setor empresarial com cooperativas e organizações não governamentais. Falta uma nova legislação que incentive empresas cidadãs – aquelas que já geram benefícios socioambientais muito além da legislação – e que promova empréstimos a juros diferenciados, impostos com redução progressiva ao desempenho socioambiental da empresa. Por exemplo: montadoras de veículos que incorporassem equipamentos de segurança (airbags, freios ABS) em toda sua frota poderiam ter carga tributária diminuída, pois o governo teria menos gastos em hospitais pela redução da gravidade de alguns acidentes; hospitais privados que adotassem ações de educação para qualidade de vida de comunidades mais carentes poderiam compor um cadastro especial de descontos na importação de equipamentos, pois no médio e longo prazo desonerariam o SUS de pacientes devido a prática de medicina profilática pela educação.
A cidade e todos os  seus setores podem construir ambientes de recriação e inovação, onde empresas repensem o deslocamento de funcionários, subloquem galpões abandonados nas regiões onde residam os funcionários de seus escritórios, aprimorem o teletrabalho, diminuam custos diante do sofrível deslocamento urbano e promovam mais tempo para seus funcionários produzirem melhor, estudarem mais e terem mais tempo de lazer em família.
A sustentabilidade – inspirada na forma na qual a natureza se organiza, sistemicamente, em rede, em sinergia, trocas e busca constante de equilíbrio – deve ser trazida para o debate, aprendizado e construção de novas práticas de produção, de convivência nas cidades, para construir propostas que diminuam desperdícios de tempo no trânsito, de energia, de matérias primas e de vidas.
Que se criem hubs não somente de coworking, mas de fomento e criação de novas propostas para a vida nas cidades, que sejam espaços que promovam diálogos entre empresas, ONGs e governos, no sentido de mapear novas possibilidades, visando à redução drástica de lixo no reaproveitamento de resíduos por todos, na redução dos congestionamentos no trânsito, na promoção de ambientes inclusivos, de participação de todos, na melhoria radical na qualidade da educação pública, agora atendida pela interação com funcionários das empresas e apoio das mesmas, na melhoria das condições de saúde advindas com a prática de agricultura urbana orgânica e na reformulação do conceito de moradia, não somente destinada ao descanso e ao consumo como também ao lazer e à cultura.
Que tenhamos coragem para apoiar as habilidades de inovação para sociedades sustentáveis, sinérgicas, com capacidade de diálogo e criação intersetorial, desburocratizadas, des-feudalizadas, saudáveis e ambientalmente preservadoras!
Que a sustentabilidade urbana tenha essa habilidade necessária para o futuro: o reconhecimento por parte de todos que dentro das nossas atuais caixinhas e segmentos, jamais poderemos enxergar o todo e darmos conta dos problemas do todo. O diálogo com outros setores é difícil, mexe com egos e segmentos fechados; porém, é fundamental. Permanecermos em nossas caixinhas – sejam elas ideológicas, institucionais ou profissionais – continuará trazendo soluções pontuais e enormes problemas macroestruturais na escala do urbano, pois não estamos imunes ao todo. Somos parte do todo, mesmo pensando que somos diferentes. Fazemos parte da cidade, nossas empresas estão na cidade ou próximas, nossas casas, nossas famílias, amigos, as instituições que frequentamos, as escolas dos nossos filhos, os templos onde buscamos a divindade até o cemitério no qual repousaremos. A habilidade de pensar nossas atividades econômicas com a cidade é uma das metas que deveremos adquirir em prol de um mundo melhor.
 José Gonçales Junior
José Gonçales Junior é geógrafo pela USP, MBA em Sustentabilidade pela FGV/SP, consultor em Desenvolvimento Sustentável, docente de pós-graduação em faculdades em Campinas e São Paulo na área ambiental – sustentabilidade e ambientalista. Participa da Rede de Educadores da Plataforma Liderança Sustentável.

Muito bom artigo! Parabéns!
Érica Sena

domingo, 19 de agosto de 2012

Vc conhece o Plano SP2040?

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http://sp2040.net.br/


SP2040 — A Cidade que Queremos

O SP2040 é um plano de longo prazo que pretende orientar uma ampla transformação da cidade nas próximas décadas, apontando para formas de organização social, econômica, urbana e ambiental que assegurem o uso inteligente dos seus recursos e promovam melhores condições de vida para a população. 
Grandes metrópoles do mundo vêm utilizando esse tipo de plano para integrar as decisões tomadas diariamente na gestão da cidade. São Paulo começa agora a sua jornada, fazendo a pergunta vital a todos que aqui vivem, trabalham, estudam ou estão a passeio: “Qual é a cidade que queremos”?
O Plano SP2040 é uma iniciativa da Prefeitura Municipal de São Paulo, liderada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, e tem o apoio de uma equipe técnica de especialistas por meio da Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo. 
Seu objetivo é construir uma Visão Estratégica de longo prazo para o município de São Paulo, com análises e proposições focando um horizonte temporal para o ano de 2040 e terá objetivos intermediários para 2025.
Com isso, o Plano oferecerá uma referência para o poder público, cidadãos, empresas e organizações trabalharem juntos para transformar a cidade nas próximas décadas. É um plano para integrar políticas públicas, reforçar sinergias entre planos setoriais, atrair investimentos, para promover parcerias, enfim envolver todos, trabalhando na mesma direção e, assim, transformar a cidade nas próximas décadas.
O seu objetivo é orientar uma ampla transformação da cidade, apontando para novas formas de organização social, econômica, urbana e ambiental, que se reflitam em melhores condições de vida para a população da Cidade. Procura, ainda, indicar caminhos para São Paulo reforçar a sua presença no contexto das grandes cidades mundiais, através do aprofundamento das funções de articulação entre a economia a brasileira e a economia internacional.
Para tanto, o Plano oferece um referencial geral a partir do estabelecimento de uma Visão do Futuro Desejado para a cidade, ao mesmo tempo em que contribui para integrar, articular e reforçar as sinergias existentes entre as decisões setoriais e os diversos instrumentos de planejamento: Planos Diretores, Planos Plurianuais, Orçamentos e diferentes Planos Setoriais. Constitui-se, assim, em um instrumento precioso para criar consensos e definir diretrizes que perpassem governos e que sejam compartilhados com a sociedade.
O Plano segue dois princípios:
  1. É Estratégico, pois prioriza e privilegia as grandes diretrizes consensuais, objetivos abrangentes e projetos que possuem efeitos irradiadores sobre os diversos setores e que servem como catalisadores do desenvolvimento da cidade; e
  2. É Territorial, pois privilegia o espaço de vida dos cidadãos, como expressão que articula as diferentes dimensões das políticas públicas, sejam elas sociais, econômicas, ambientais, culturais etc.
E conta com 5 Eixos Estratégicos, cada um abrangendo um leque diferente de questões essenciais para o desenvolvimento da cidade. Os Eixos são:
Na Visão de Futuro, construída em conjunto com a Sociedade e tendo as análises do seleto time de especialistas como parâmetro, São Paulo logra alcançar um modelo de crescimento que conjuga crescimento econômico, com:
(i) redução das desigualdades sociais, territoriais e de oportunidade;
 (ii) inclusão social; 
 (iii) sustentabilidade ambiental.
São Paulo consolida-se como centro global de negócios e inovação, sendo capaz de atrair e reter investimentos, atividades econômicas e mão de obra qualificada. Orienta sua economia para ativadas de baixo carbono e intensivas em conhecimento, criatividade, tecnologia e inovação, como energia alternativa, ciências da vida e saúde humana, finanças, negócios em geral e turismo médico, de negócios e cultural. E mantém-se como polo comercial e logístico regional, com investimentos na infraestrutura globalmente competitiva.
Fonte: SP2040

Comentários de Pensar Eco: 
O Plano é muito legal! Mas vamos aguardar que seja praticado efetivamente. O que vcs acharam?
Érica Sena