Procurando me inteirar mais sobre a PNRS, fz uma busca no amigo Google e acabei lendo a Lei ( sei que é uma leitura cansativa, mas que tem informações legais para quem trabalha ou se interessa por resíduos sólidos). E tambéms achei esse artigo escrito a meses atrás sobre a PNRS e resolvi compartilhar. Espero que gostem!
A Nova Política Nacional de Resíduos Sólidos nas empresas – Gestão responsável e lucrativa
Em agosto do ano passado, foi criada uma lei do Governo Federal com a nova política nacional de resíduos sólidos, que estipula o caminho de volta das embalagens e certos resíduos, com o envolvimento de consumidores, comerciantes, distribuidores e fabricantes.
Mais que uma lei, imposta pelo governo, a nova política pode ser considerada um exemplo de boas práticas a ser adotado por empresas de qualquer segmento.
Muitas empresas já pegam para si a responsabilidade com o descarte dos produtos que fabrica.
A responsabilidade já começa no projeto. E é nesse ponto que é possível tornar o negócio, além de sustentável, mais lucrativo. Afinal, planejar e evitar desperdícios acaba gerando lucro no médio prazo.
Antes mesmo de criar um produto já é possível pensar em como será a sua devolução quando não for mais utilizado pelo consumidor final. Esse ponto estimula a criatividade no sentido de se pensar em matéria-prima que possa ser reciclada, reutilizada ou descartada de forma que não agrida o meio ambiente.
Nesse conceito todos ganham.
No entanto, ainda existe por parte das empresas a grande preocupação de como dividir de forma correta essa responsabilidade com seus consumidores. Uma discussão levantada à época da criação da lei pelo Instituto Ethos destacou que a apreensão das empresas incluía a possibilidade de multas altas. Daí a necessidade de definir bem onde começa e onde termina responsabilidade de cada setor da sociedade envolvido no processo.
A logística reversa já funciona bem para pneus, pilhas, baterias e embalagens de agrotóxicos porque mesmo antes da lei já estavam previstas em resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
O desafio agora é estender esse tipo de logística a quase todos os produtos.
Outro ponto importante, visto com bons olhos por empresas que já utilizavam essa política antes da lei, é o estímulo à concorrência.
A Philips, por exemplo, trabalha com logística reversa desde 2009, o que já garante a ela um conhecimento e uma infraestrutura funcionando bem. Quem começa agora vai ter que se aprimorar nos processos para alcançar quem já estava preparado.
Nos dias 29 e 30 de março foi realizado pela Internews um seminário sobre a Política Nacional de Resídos Sólidos, onde se discutiu responsabilidades, reciclagem, logística, gestão de áreas contaminadas, entre outros temas que permeiam os processos dentro das empresas para se adequarem de forma correta.
O Ministério do Meio Ambiente (http://www.mma.gov.br) vai apresentar no dia 21 de junho deste ano um documento com a a primeira versão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos.
Esse documento será colocado em debate com a sociedade, por meio de consulta pública, por cerca de 40 dias.
A primeira versão do plano está sendo construída com cenários embasados em estudos elaborados pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), que fará o primeiro diagnóstico dos resíduos sólidos no País. Vale a pena acompanhar.
Para saber mais sobre Política Nacional de Resíduos Sólidos: Lei N° 12.305/2010
http://www.hsm.com.br/blog/2011/04/a-nova-politica-nacional-de-residuos-solidos-nas-empresas-%E2%80%93-gestao-responsavel-e-lucrativa/
Fonte: HSM.com.br
Bom final de abril e bom sábado!
Érica Sena
sábado, 30 de abril de 2011
A Nova PNRS nas empresas – Gestão responsável e lucrativa
- Criadora e responsável pelo Pensar Eco.
- Bióloga, gestora ambiental, educadora, com especialização em Tecnologias Ambientais pela FATEC.
- Ambientalista. Criadora e responsável pelo Pensar Eco e ECOcardioGRAMA.
- Palestrante de assuntos ambientais.
- Articulista ambiental.
- Ser vivo que deseja viver em um planeta melhor!
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Alteração no Código Florestal causará impactos nas cidades
Previsto para ser votado – na Câmara dos Deputados – nos dias três e quatro do próximo mês, o Projeto que altera o Código Florestal brasileiro (PL 1.876/99) pode extinguir uma área de aproximadamente 200 mil Km² de mata nativa. Como comparativo, é como se uma área protegida do tamanho do estado de São Paulo fosse liberada para o desmatamento.
Entre os pontos críticos no texto de alteração, que foi proposto pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), estão a redução das áreas de Reserva Legal nas propriedades particulares, o perdão das multas aplicadas em proprietários que desmataram até julho de 2008 e a flexibilização da produção agropecuária em Áreas de Proteção Permanente (APPs), com a redução de 30 para 15 metros das áreas de preservação nas margens de rios. Além disso, o texto deixa de considerar topos de morros como áreas de preservação permanente e também prevê a ampliação da autonomia dos estados para legislar sobre meio ambiente.
Em entrevista à Radioagência NP, o defensor público Wagner Giron explica que a população das áreas urbanas deveria ter mais participação nesse debate. Para ele, há uma falsa ilusão de que tais mudanças são de interesse exclusivo das populações de áreas rurais, pois afetarão todo o conjunto da sociedade, principalmente nas questões da falta de água e aumento das enchentes provocadas pelas chuvas. Ele cita o exemplo da cidade de São Paulo, onde foram construídas as marginais Tietê e Pinheiros em áreas de recuo obrigatório, nas quais não deveria ter atividade humana nenhuma.
Radioagência NP – Wagner, as alterações no Código devem ser encaradas com preocupação somente pela população de áreas rurais?
Wagner Giron – De forma alguma. As normas ambientais que visam a colocar uma regulação mínima da atividade humana sobre o meio ambiente têm abrangência para toda a coletividade, seja rural ou urbana.
Podemos ver os efeitos nas grandes catástrofes naturais, enchentes e alagamentos sucessíveis que são causados por qualquer chuvinha nos médios e grandes centros urbanos, que já são impermeabilizáveis por conta do crescimento feito sem projeção. Isso é fruto dos desrespeitos às normas ambientais contidas no Código Florestal, que nunca foram cumpridas no Brasil, e mesmo assim, já querem alterá-lo.
Um dos argumentos do relator do Projeto é que as alterações não irão valer para os perímetros urbanos. Isso livra as cidades dos efeitos da aprovação?
O Código Florestal cria algumas áreas importantes na proteção ambiental, que são as Áreas de Preservação Permanente (APPs). Um exemplo de APPs são as faixas mínimas de recuo nas beiras dos rios. Quando um curso d’água ou rio tem a largura de meio metro até dez metros, a faixa de APPs em ambas as margens deve ser de 30 metros. Isso seria a área de vazão das chuvas, área de escoamento e drenagem do rio.
Por exemplo, na cidade de São Paulo, onde há um equívoco ambiental violento e notório, foram construídas nessas áreas obrigatórias de recuo, onde não devia ter atividade humana nenhuma, as marginais Tiete e Pinheiros. Isso colabora com o estrangulamento dos canais de vazão das águas pluviais, fato que causa o caos ambiental que vivenciamos em São Paulo quando chove. Isso é um desrespeito de disposições do Código Florestal que tem aplicação não somente na área rural, mas também nas atividades urbanas.
Concretamente, quais serão os principais efeitos sentidos pela população em geral
A partir do momento que a alteração do Código Florestal, promovida pelos interesses da bancada ruralista no Congresso – infelizmente capitaneada pelo deputado Aldo Rebelo – procura diminuir a proteção normativa ao meio ambiente, aumentando a fronteira do agronegócio e áreas desmatamento, o que acontece?
Vai haver maior número de queimadas, emissões gigantescas de CO² e outros gases que causam o efeito estufa, perda da qualidade do ar, desflorestamento com aumento de doenças que já foram erradicadas das áreas urbanas.
Podemos citar as doenças Malária e Chagas que estão tomando conta dos espaços urbanos do Brasil. Isso acontece porque os pernilongos e insetos que são vetores dessas doenças, não tendo floresta, vêm para a área urbana. Toda flexibilização das normas ambientais gera catástrofes climáticas globais que afetam, principalmente, as concentrações urbanas.
O relator do Projeto afirma que as mudanças não afetariam em nada a vida na área urbana, e que as críticas ao texto são feitas por pessoas desinformadas. Qual sua avaliação sobre a afirmação?
A partir do momento em que se aumenta a fronteira agrícola do agronegócio, em que permite desmatamento nas cabeceiras e nascentes de rios e APPs, vai faltar água para as grandes concentrações urbanas.
Isso já acontece no Rio de Janeiro, Bahia e região metropolitana de São Paulo. Nesses locais a briga por água já começa ficar avançada. Isso pode ser visto no projeto de transposição de águas da bacia do já superpoluído e quase exterminado rio Paraíba para alimentar a necessidade da população metropolitana da cidade de São Paulo. Essa afirmação do deputado é totalmente inverídica do ponto de vista ambiental.(Brasil de Fato)
Danilo Augusto, da Radioagência NP
http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/alteracao-no-codigo-florestal-causara-impactos-nas-cidades/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=mercado-etico-hoje
Fonte: Mercado Ético- 28/4
- Criadora e responsável pelo Pensar Eco.
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Projeto Maria do Lixo
"Aqui quem vos fala é Maria do Lixo.
Já fui do lixo por tristeza do meu coração, pois não tinha um tostão pra compra um pedaço de pão, quem diria um kilo de feijão.
Mas hoje sou Maria do Lixo por orgulho do meu coração.
Fiz do Lixo a minha lição, para cuidar de cada pedacinho do chão.
E para essa empreitada selada me tornei essa que vos fala: Maria do Lixo contadora danada de milongas, delongas e demais lorotinhas...
Para ativar nossas sensações, pensar nossos pensamentos, sentir nossos sentimentos e, quem sabe até, agir nossas ações!" Maria do Lixo
Maria do Lixo faz caminhadas pela cidade,a personagem cria um espaço poético-ecológico em meio ao movimento do cotidiano. Estas intervenções podem ocorrer em locais públicos abertos (ruas, praças, feiras, calçadões, etc.), em festas, empresas e instituições públicas,ou qualquer local cuja a intenção do evento seja a conscientização para a questão ambiental.
Visite seu blog: http://projetomariadolixo.blogspot.com/
Este vídeo foi feito exclusivamente para mim....que honra!!!!
Conheci a atriz Rosana e sua personagem Maria do Lixo no 1 Encontro de Gestão Ambiental em Mairiporã.
Mesmo com um barulho, devido estarmos no almoço do evento, foi uma representação bem legal.... vale a pena assistir.
Érica Sena
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
Plásticos 'biodegradáveis' podem ser prejudiciais ao meio ambiente
Uma nova pesquisa pode trazer uma má notícia para aqueles que achavam contribuir com o planeta usando sacolas plásticas ‘biodegradáveis’.
Um novo relatório apresentado na semana passada na publicação Environmental Science & Technology sugere que o produto pode não ser tão biodegradável como afirma. Visto como uma possível alternativa às sacolas plásticas comuns, o item pode se tornar o novo vilão ambiental.
De acordo com o artigo, intitulado Degradable Polyethylene: Fantasy or Reality (algo como Polietileno degradável: fantasia ou realidade), adicionar metais de transição, como ferro e cobalto, à composição do material pode promover a oxidação dos polímeros de etileno, mas não há evidências de que as sacolas plásticas ‘biodegradáveis’ de fato se dissolvam.
Embora seja certo que estas sacolas se despedacem no meio ambiente, os fragmentos gerados por esta primeira degradação podem durar muito tempo, e não há estudos que comprovem se estes pedaços se dissolvem ou não. Um dos problemas é que não se leva em conta quanto tempo é necessário para que estes produtos se degradem totalmente, por isso a sacola, mesmo levando muito tempo para se desintegrar, é considerada biodegradável por alguns.
“Há um grande número de relatórios sobre o polietileno degradável, mas até agora nenhum mostrou realmente uma degradação alta. É claro que eles degradam de alguma forma – eles perdem parte de suas propriedades. Mas se você levar em consideração os benefícios para a natureza, ainda não há nada provado”, declarou Ann-Christine Albertsson, pesquisadora de polímeros do Instituto Real Sueco de Tecnologia e principal autora do estudo.
De acordo com Albertsson, nações emergentes, como a China e a Índia, se mostram interessados no polietileno ‘degradável’, e alguns até já começaram a utilizá-lo. E embora alguns países já tentem usar produtos que se desintegram totalmente, como os criados a partir de poliláticos, o processo ainda é caro, e a alternativa das sacolas e embalagens de papel podem não ser a mais adequada, já que exige o corte de árvores.
Outra pesquisa sobre a dissolução de polímeros no meio ambiente foi realizada em 2010 pelo Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra em inglês). Uma das autoras do projeto, Noreen Thomas, da Universidade Loughborough, no Reino Unido, garante que a velocidade com que o plástico se desintegra depende muito das condições a que o material ficará exposto, como a intensidade de luz e calor.
O relatório do Defra sugere que a fragmentação dos plásticos em pedaços grandes leva de dois a cinco anos, mas que a degradação destes ocorre “muito lentamente”. Além disso, o estudo indica que estes polímeros também não devem ser incorporados à reciclagem dos plásticos tradicionais, uma vez que os aditivos que desencadeiam a quebra do plástico ‘biodegradável’ podem também desintegrar o material reciclado.
A pesquisa recomenda que tais itens fiquem separados dos plásticos normais para não comprometer o processo de reciclagem. “Nossa conclusão é que os plásticos oxidegradáveis não causam nenhum benefício ao meio ambiente”, assegura Thomas. “As opções disponíveis tornam a propriedade ‘degradável’ dos plásticos oxidegradáveis irrelevante”, conclui o relatório.
Fonte: Mercado Ético- 27/04
- Criadora e responsável pelo Pensar Eco.
- Bióloga, gestora ambiental, educadora, com especialização em Tecnologias Ambientais pela FATEC.
- Ambientalista. Criadora e responsável pelo Pensar Eco e ECOcardioGRAMA.
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Destino do lixo nuclear, herança para nossos filhos
País quer construir mais quatro usinas nucleares, mas não sabe o que fazer com resíduos radioativos.
A usina nuclear de Angra 1, no litoral do Rio, entrou em operação há 26 anos e a de Angra 2, há 9. O governo pretende inaugurar Angra 3 em 2015 e já concluiu estudos para a construção de mais quatro usinas, duas no Nordeste e duas no Sudeste.
.Mas ainda não sabe o que fazer com seu lixo nuclear, que permanece radioativo por cerca de 300 anos.
GUSTAVO BONFIGLIOLI/AEA central nuclear de Angra é formada pelas usinas de Angra 1 e 2 (foto) e 3 (em construção)
Veja também:
- Em Angra, vizinhos das usinas desconfiam de plano de emergência
- A 3km da central nuclear, escolas públicas discutem energia atômica
“Existem algumas soluções, só que não temos a garantia de que sejam suficientes a longo prazo”, diz Ricardo Baitelo, engenheiro e coordenador de energia do Greenpeace. “O custo de construir os depósitos não está incluído nas tarifas da energia de Angra 1 e 2, mas teremos de pagar por ele de alguma forma.”
A geração de energia por fissão nuclear deixa dois tipos de resíduo: os de baixa e média radioatividade e os de alta. Por enquanto, o Brasil estoca tudo em depósitos (lixo de baixa e média) e piscinas (alta) nos prédios das usinas de Angra 1 e 2.
Como condicionante para a licença de operação de Angra 3, o Ibama estipulou que o País deve iniciar o processo de licenciamento de um depósito definitivo de resíduos de média e baixa radioatividade e apresentar o projeto de um depósito de resíduos de alta radioatividade.
Este último é o nó da questão, embora especialistas afirmem que o Brasil pode esperar cerca de 30 anos até definir uma solução. O governo parece se inclinar por uma saída intermediária. “Ainda não decidimos se vamos comprar serviços de reprocessamento ou se vamos tratar o combustível como rejeito radioativo e estocá-lo do jeito que está”, diz Laércio Vinhas, diretor de Segurança da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão federal que supervisiona o setor nuclear. “A Eletronuclear (estatal que constrói e opera usinas) e a CNEN estão fazendo um projeto de depósito de resíduo de alta no Brasil, mas ainda não é o definitivo. É um lugar onde os elementos combustíveis poderiam ficar por 200, 300 anos até que as novas gerações decidam o que querem fazer: tratá-los como rejeito ou reprocessar.” A previsão é de que esse depósito intermediário esteja operando em 2026.
O reprocessamento é um processo de “reciclagem” do combustível já usado nos reatores. Os poucos países que têm essa tecnologia, como França, Reino Unido e Japão, conseguem reaproveitar 95% do combustível. “O reprocessamento é politicamente complicado porque um dos elementos obtidos é o plutônio, usado para confecção de armamentos nucleares”, afirma o físico Luís Antônio Terremoto, pesquisador do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), vinculado à CNEN e à Universidade de São Paulo.
Veja infográfico sobre o caminho dos resíduos nucleares
Tanto para ser reprocessado como guardado a seco, porém, o combustível deve ser resfriado em piscinas por períodos de, em média, cinco a oito anos. “As piscinas de Angra conseguem estocar os elementos combustíveis até 2020”, garante Leonam dos Santos Guimarães, assessor da presidência da Eletronuclear. Pesquisador da CNEN, Rogério Pimenta Mourão revela que há planos de construção uma piscina extra no complexo.
“Algum dia, todo país que produz rejeitos de alta atividade vai ter de ter um depósito”, diz Mourão. A tarefa não é fácil mesmo no Primeiro Mundo. A Suécia foi o primeiro país a licenciar um projeto de depósito definitivo, com operação programada para 2015. Os Estados Unidos vêm há anos tentando construir um na montanha de Yucca, em Nevada, orçado hoje em US$ 100 bilhões. “A diferença é que o consumidor americano paga por ele desde os anos 80”, diz Baitelo.
Além dos resíduos de alta radioatividade, usinas nucleares produzem rejeitos de baixa e média intensidade. São resinas, elementos da água usada no circuito de resfriamento do reator, restos de luvas, filtros e tecidos que ficaram contaminados. Eles são geralmente acondicionados em depósitos e concretados. No Brasil, o Ibama estabeleceu que um depósito definitivo deve ser construído até 2018.
Depósito de média radioatividade tem de sair até 2018
“Existem cerca de 20 depósitos definitivos com esse perfil no mundo, entre eles o de Abadia de Goiás, onde estão resíduos do césio 137 que causou o acidente em Goiânia”, diz Leonam dos Santos Guimarães, assessor da presidência da Eletronuclear, referindo-se ao pior episódio de contaminação do País, que deixou 4 mortos em 1987. “Várias possibilidades estão sendo consideradas, inclusive a de aumentar o depósito de Goiás.”
O prefeito da cidade, Valdeci Mendonça (PMDB), diz que a população convive bem com o depósito, mas a ampliação terá de ser discutida. “Lutei para nos livrar do estigma de ‘Cidade do Césio’. Ainda somos preteridos por grande indústrias alimentícias por conta disso. Acabamos de perder uma de ração animal que optou por uma cidade vizinha.”
Até o ano passado, a cidade recebia pouco mais de R$ 5 mil mensais da CNEN para guardar os despojos. “Consegui aumentar o valor para R$ 24 mil, mas ele é decrescente: conforme cai o teor de radioatividade, cai também a contrapartida.”
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,destino-do-lixo-nuclear-heranca-para-nossos-filhos,711112,0.htm
Fonte: Estadão.com- 26/04
Nem comentarei nada...já fiz meu desabafo no post anterior a esse...lamentável!!
Usinas nucleares são tão seguras, não é???? O Japão que o diga!!! Eita Brasil... sempre na contramão dos acontecimentos.
ÉRICA SENA
A usina nuclear de Angra 1, no litoral do Rio, entrou em operação há 26 anos e a de Angra 2, há 9. O governo pretende inaugurar Angra 3 em 2015 e já concluiu estudos para a construção de mais quatro usinas, duas no Nordeste e duas no Sudeste.
.Mas ainda não sabe o que fazer com seu lixo nuclear, que permanece radioativo por cerca de 300 anos.
GUSTAVO BONFIGLIOLI/AEA central nuclear de Angra é formada pelas usinas de Angra 1 e 2 (foto) e 3 (em construção)
Veja também:
- Em Angra, vizinhos das usinas desconfiam de plano de emergência
- A 3km da central nuclear, escolas públicas discutem energia atômica
“Existem algumas soluções, só que não temos a garantia de que sejam suficientes a longo prazo”, diz Ricardo Baitelo, engenheiro e coordenador de energia do Greenpeace. “O custo de construir os depósitos não está incluído nas tarifas da energia de Angra 1 e 2, mas teremos de pagar por ele de alguma forma.”
A geração de energia por fissão nuclear deixa dois tipos de resíduo: os de baixa e média radioatividade e os de alta. Por enquanto, o Brasil estoca tudo em depósitos (lixo de baixa e média) e piscinas (alta) nos prédios das usinas de Angra 1 e 2.
Como condicionante para a licença de operação de Angra 3, o Ibama estipulou que o País deve iniciar o processo de licenciamento de um depósito definitivo de resíduos de média e baixa radioatividade e apresentar o projeto de um depósito de resíduos de alta radioatividade.
Este último é o nó da questão, embora especialistas afirmem que o Brasil pode esperar cerca de 30 anos até definir uma solução. O governo parece se inclinar por uma saída intermediária. “Ainda não decidimos se vamos comprar serviços de reprocessamento ou se vamos tratar o combustível como rejeito radioativo e estocá-lo do jeito que está”, diz Laércio Vinhas, diretor de Segurança da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão federal que supervisiona o setor nuclear. “A Eletronuclear (estatal que constrói e opera usinas) e a CNEN estão fazendo um projeto de depósito de resíduo de alta no Brasil, mas ainda não é o definitivo. É um lugar onde os elementos combustíveis poderiam ficar por 200, 300 anos até que as novas gerações decidam o que querem fazer: tratá-los como rejeito ou reprocessar.” A previsão é de que esse depósito intermediário esteja operando em 2026.
O reprocessamento é um processo de “reciclagem” do combustível já usado nos reatores. Os poucos países que têm essa tecnologia, como França, Reino Unido e Japão, conseguem reaproveitar 95% do combustível. “O reprocessamento é politicamente complicado porque um dos elementos obtidos é o plutônio, usado para confecção de armamentos nucleares”, afirma o físico Luís Antônio Terremoto, pesquisador do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), vinculado à CNEN e à Universidade de São Paulo.
Veja infográfico sobre o caminho dos resíduos nucleares
Tanto para ser reprocessado como guardado a seco, porém, o combustível deve ser resfriado em piscinas por períodos de, em média, cinco a oito anos. “As piscinas de Angra conseguem estocar os elementos combustíveis até 2020”, garante Leonam dos Santos Guimarães, assessor da presidência da Eletronuclear. Pesquisador da CNEN, Rogério Pimenta Mourão revela que há planos de construção uma piscina extra no complexo.
“Algum dia, todo país que produz rejeitos de alta atividade vai ter de ter um depósito”, diz Mourão. A tarefa não é fácil mesmo no Primeiro Mundo. A Suécia foi o primeiro país a licenciar um projeto de depósito definitivo, com operação programada para 2015. Os Estados Unidos vêm há anos tentando construir um na montanha de Yucca, em Nevada, orçado hoje em US$ 100 bilhões. “A diferença é que o consumidor americano paga por ele desde os anos 80”, diz Baitelo.
Além dos resíduos de alta radioatividade, usinas nucleares produzem rejeitos de baixa e média intensidade. São resinas, elementos da água usada no circuito de resfriamento do reator, restos de luvas, filtros e tecidos que ficaram contaminados. Eles são geralmente acondicionados em depósitos e concretados. No Brasil, o Ibama estabeleceu que um depósito definitivo deve ser construído até 2018.
Depósito de média radioatividade tem de sair até 2018
“Existem cerca de 20 depósitos definitivos com esse perfil no mundo, entre eles o de Abadia de Goiás, onde estão resíduos do césio 137 que causou o acidente em Goiânia”, diz Leonam dos Santos Guimarães, assessor da presidência da Eletronuclear, referindo-se ao pior episódio de contaminação do País, que deixou 4 mortos em 1987. “Várias possibilidades estão sendo consideradas, inclusive a de aumentar o depósito de Goiás.”
O prefeito da cidade, Valdeci Mendonça (PMDB), diz que a população convive bem com o depósito, mas a ampliação terá de ser discutida. “Lutei para nos livrar do estigma de ‘Cidade do Césio’. Ainda somos preteridos por grande indústrias alimentícias por conta disso. Acabamos de perder uma de ração animal que optou por uma cidade vizinha.”
Até o ano passado, a cidade recebia pouco mais de R$ 5 mil mensais da CNEN para guardar os despojos. “Consegui aumentar o valor para R$ 24 mil, mas ele é decrescente: conforme cai o teor de radioatividade, cai também a contrapartida.”
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,destino-do-lixo-nuclear-heranca-para-nossos-filhos,711112,0.htm
Fonte: Estadão.com- 26/04
Nem comentarei nada...já fiz meu desabafo no post anterior a esse...lamentável!!
Usinas nucleares são tão seguras, não é???? O Japão que o diga!!! Eita Brasil... sempre na contramão dos acontecimentos.
ÉRICA SENA
- Criadora e responsável pelo Pensar Eco.
- Bióloga, gestora ambiental, educadora, com especialização em Tecnologias Ambientais pela FATEC.
- Ambientalista. Criadora e responsável pelo Pensar Eco e ECOcardioGRAMA.
- Palestrante de assuntos ambientais.
- Articulista ambiental.
- Ser vivo que deseja viver em um planeta melhor!
Hoje é o Dia do Bioma Caatinga- Viva o que ainda resta!
Com uma população de 28 milhões de pessoas, a Caatinga é a região semiárida mais populosa do mundo.
No bioma, o único exclusivamente brasileiro, o grande desafio é promover o desenvolvimento da região com a proteção do meio ambiente.
E é para chamar a atenção para a importância do bioma para o Brasil que no dia 28 de abril é comemorado o Dia Nacional da Caatinga.
Audiência Pública vai discutir a situação do bioma nesta quinta-feira (28), no plenário 8 da Câmara dos Deputados.
O bioma Caatinga tem uma área de 850 mil km², o que equivale a 11% do território nacional.
Além de estar presente nos nove estados nordestinos, a Caatinga também é encontrada no norte do Estado de Minas Gerais. Os dados do desmatamento do Projeto de Monitoramento do Desmatamento dos Biomas Brasileiros por Satélite mostram que o bioma ainda possui 55% de vegetação remanescente (dados do período entre 2002 e 2008).
A região da Caatinga tem dependência do recurso florestal para o desenvolvimento. “É preciso combinar ações que proporcionem o desenvolvimento da região, o bem-estar social e a proteção da fauna e da flora. É importante que se avancem as alternativas sociais e econômicas de inclusão e geração de renda para aqueles que vivem, dependem de recursos da Caatinga”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na abertura da Semana Nacional da Caatinga, na segunda-feira (25), em Fortaleza(CE).
Na região onde está o maior número de propriedades rurais do Brasil, a participação social é fundamental para o desenvolvimento da região. “É importante que a população tenha o interesse de preservar a caatinga, e de criar mecanismos inovadores de conservação da biodiversidade que permitam, além da proteção da natureza, a geração de renda para as comunidades que vivem nessas localidades”, disse.
Desde 1995, está em tramitação no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que transformará a Caatinga e o Cerrado em patrimônios nacionais.
Para a ministra, o desafio é fazer com que a Caatinga seja reconhecida e, consequentemente, protegida.
Nós estamos junto com o Governo do Estado para aprovar a emenda que coloca a Caatinga e o Cerrado como patrimônios nacionais. Este é o bioma que detém o menor status de conservação em áreas protegidas .
Na Caatinga, são 144 unidades de conservação que representam 7% da área total do bioma, mas apena1% das unidades é de proteção integral. Os dados são do Mapa de Unidades de Conservação e Terras Indígenas da Caatinga, produzido em parceria entre Ministério do Meio Ambiente e The Nature Conservancy.
Uso Sustentável
Um dos problemas da Caatinga é o desmatamento causado pelo uso da madeira para energia. Um terço da energia da região é à lenha.
De acordo com o diretor de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, é possível atender à demanda de lenha da indústria com a realização de manejo florestal sustentável. É preciso uma área de 2,5 milhões de hectares para atender a demanda de lenha, utilizando 170 mil hectare por ano, explicou. Para realizar o manejo, a área é dividida em 15. A cada ano, é retirada a madeira de uma parte. Depois essa área é reflorestada e é usada a madeira de outra divisão.
Estudo da Rede de Manejo Florestal da Caatinga, que tem a participação da Embrapa, universidades e ONGs, mostraram que em área de manejo florestal sustentável foram registradas a mesma biodiversidade que em áreas preservadas. A sociedade precisa entender que é possível desenvolver com o manejo sustentável , explicou Campello.
O uso sustentável dos recursos naturais apresenta grandes perspectivas no semiárido brasileiro.
A Caatinga dispõe de modelos já testados e com bons resultados para o manejo agrosilvopastoril, a integração do uso sustentável de produtos madeireiros e não-madeireiros e o manejo da vegetação para pecuária e agricultura. A valorização dos produtos da sociobiodiversidade e a criação de mecanismos de financiamento de atividades sustentáveis, aliados à tecnologia sustentável e aos conhecimentos tradicionais são outras possibilidades para modificar o perfil de uso da Caatinga.
A conservação da Caatinga também está intimamente associada ao combate da desertificação, processo de degradação ambiental que ocorre em áreas áridas, semi-áridas e sub-úmidas secas. No Brasil, 95% das áreas suscetíveis à desertificação estão na Caatinga. Por isso, combater o desmatamento e ampliar atividades sustentáveis são focos de ações para conter a desertificação e proteger a caatinga.
A proteção da Caatinga é trabalhada no Ministério do Meio Ambiente com as estratégias de proteção, na Secretaria de Biodiversidade e Florestas, e com as alternativas de uso sustentável, na Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável. ( Carlos Américo/ MMA)
Fonte: Ambiente Brasil, 28/4
Assistam ao vídeo abaixo feito em 2009 e saiba mais sobre a CAATINGA.
Desabafo de uma ambientalista
A partir de agora estou igual São Tomé: só acredito em mudanças, projetos de conservação, vendo!!!!
Só virar PATRIMÔNIO NACIONAL adiantará do que??? É preciso muito mais Cara Ministra e governantes!!!
ÉRICA SENA
Link interessante: Projeto No clima da Caatinga
A Caatinga, do Tupi, mata branca, é a região semiárida mais rica em biodiversidade do mundo e também uma das mais populosas. De acordo com o Relatório de Monitoramento do Desmatamento na Caatinga de 2010, 45,4% da área total do bioma está alterada, fato que o coloca entre os biomas brasileiros mais modificados pelo homem. Este também é o bioma mais desprotegido, somente 1% dele é protegido legalmente por unidades de conservação de proteção integral. Entre 2002 e 2008 o Ceará ficou entre os estados que mais desmataram a Caatinga e que já teve quase 40% da sua Caatinga destruída.Sete dos 20 municípios campeões de desmatamento na Caatinga estão no Ceará. Atualmente o Ceará já teve quase 40% da sua Caatinga destruída e em sete anos ampliou em quase 3% a área total desmatada no estado, o que corresponde a mais de 400.000 hectares...
Continue lendo: http://www.noclimadacaatinga.org.br/projeto.php
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| http://www.noclimadacaatinga.org.br/projeto.php |
- Criadora e responsável pelo Pensar Eco.
- Bióloga, gestora ambiental, educadora, com especialização em Tecnologias Ambientais pela FATEC.
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
Corredor verde pode reduzir alagamentos em São Paulo
A adoção de um corredor verde ligando os principais bairros da cidade de São Paulo pode ser uma alternativa para ampliar a permeabilidade do solo nos principais bairros da capital, ajudando a reduzir o risco de enchentes nos meses com grande volume de chuva.
A proposta, desenvolvida por uma pesquisadora da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP (Universidade de São Paulo), já foi encaminhada para as secretarias de Coordenação das Subprefeituras e do Verde e Meio Ambiente.
O estudo divide a cidade em sete grandes eixos, ligando parques das subprefeituras da Mooca, da Sé e de Pinheiros. O corredor passaria por importantes avenidas, como 23 de Maio, Rangel Pestana e Celso Garcia.
Segundo a pesquisadora e gestora ambiental Juliana Amorim da Costa, o plano prevê colocação de árvores linearmente nas ruas e nas avenidas escolhidas. Além disso, deverá ser feito um programa de incentivo para que cada residência dentro desses eixos tenha uma árvore na calçada.
“O corredor irá ocupar os canteiros das avenidas. Também optamos por colocar árvores que não oferecem risco de queda durante o período das fortes chuvas em São Paulo”, afirmou Juliana.
Para ampliar a capacidade de permeabilidade do solo, Juliana conta que o estudo prevê a escolha de espécies como a tipuana e a sibipira, plantas que têm capacidade de reter até 80% de toda a água da chuva.
http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=100000422202Fonte: eBand- 18/04
Estamos na torcida que aprovem esse projeto...muito bem pensado, pois além de diminuir as enchentes, melhora a qualidade do ar e deixa a cidade mais aconchegante e bela.
Érica Sena
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terça-feira, 26 de abril de 2011
VIRADA SUSTENTÁVEL 2011
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Especialista lista cinco dicas para evitar o consumismo
Consumir de forma consciente e responsável é um dos grandes desafios desse século e passo fundamental para um mundo mais sustentável.
Para ajudar os consumidores a repensarem suas escolhas e fugirem das compras por impulso, a ativista Sami Grover listou cinco hábitos simples de serem adotados.
“Em meus próprios esforços para comprar menos, poupar mais, e reduzir a quantidade de coisas que eu consumo, eu me vi desenvolvendo alguns hábitos e estratégias mentais para me perguntar o que eu realmente quero, e o quanto o quero”, destacou.
1. Um pouco a menos
Pedir porções menores em restaurantes, comprar produtos em tamanho regular em vez do extra-grande, ficar com a TV menor. Todas essas ações são formas de reduzir nosso consumo material. Portanto, cada vez que fizer uma compra, se pergunte, você realmente precisa daquilo tudo?
2 . Semana sim, semana não
Outra dica da ambientalista é buscar alternar uma compra, sempre que possível. Não precisa deixar de consumir algo que goste, apenas reduzir a quantidade de vezes. “Em vez de comprar uma pizza para viagem toda sexta-feira, por que não tentar fazer isso uma vez a cada duas semanas?”, sugere. Além de eficaz, é uma boa forma de economizar dinheiro.
3. Procure alternativas
Se você é fã de hambúrguer, o que acha de experimentar uma versão feita com carne orgânica? Ou se não consegue vivem sem chocolate, por que não tenta um sem lactose? Existem muitas opções de produtos mais sustentáveis em todas as vertentes do mercado. Você não precisa abrir mão daquilo que gosta, basta encontrar alternativas menos agressivas ao planeta.
4. Evite a tentação
Não é de hoje que nutricionistas aconselham pessoas com sobrepeso a nunca irem ao mercado com fome e andarem sempre com uma lista de compras na mão. O mesmo serve para quem quer evitar o consumo desmedido. “Isso te ajuda a evitar compras por impulso, que são muitas vezes desnecessárias e pouco benéficas”, diz. A ativista ainda dá a dica de compras on-line para ajudar quem quer ir direto ao assunto e evitar pequenas tentações, além de economizar tempo e combustível.
5. Deixe pra depois
Esperar um tempo antes de sacar o cartão de crédito pode ser uma ótima maneira de avaliar o que você realmente precisa, especialmente se forem grandes compras. Mesmo que você só adie um mês a compra daquela geladeira, ventilados ou TV nova, esses objetos já serão um mês mais novos e suas vidas úteis também serão maiores (mesmo que só um pouco). O mesmo pode ser feito para as compras de mercado. Deixar para depois pode ter ajudar a perceber o que é realmente necessário e o que é apenas vontade passageira. (EcoD)
Fonte: Mercado Ético- 25/4
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segunda-feira, 25 de abril de 2011
Acidente no aterro de Itaquaquecetuba- SP
A explosão no aterro sanitário em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, provocou o desmoronamento de pelo menos 120 mil toneladas de terra.
Testemunhas contaram que ocupantes de um carro que passava perto do aterro na hora da explosão podem ter sido soterrados, o que não foi confirmado nesta segunda-feira (25) pelas autoridades.
Consequências:
Desmoronamento de aterro sanitário pode poluir Rio Paraíba
Chorume das 450 mil toneladas de lixo espalhadas na Estrada do Ribeira pode escorrer para córrego
O desmoronamento de um aterro sanitário, nesta manhã de segunda-feira, 25, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, pode trazer graves danos ambientais. Existe a hipótese de quantidades de chorume, das 450 mil toneladas de lixo espalhadas na Estrada do Ribeira, escorrerem para o córrego Taboãozinho. Suas águas desembocam no Rio Paraíba, responsável pelo abastecimento da região do Vale do Paraíba.
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| Paulo Liebert/AELocal é de propriedade da empreiteira Pajoan, licenciada pela Cetesb |
De acordo com a companhia, ligada à Secretaria do Meio Ambiente do governo paulista, equipes planejam neste momento a remoção de um montante de terra e lixo de cerca de 12 metros de extensão. Uma parte do material já está sendo retirada com tratores, na tentativa de apressar a limpeza das margens do córrego.
Não houve explosão, como suspeitou-se ao longo do dia. Aconteceu, sim, segundo a Cetesb, um deslocamento da área, de causa ainda investigada.
O local é de propriedade da empreiteira Pajoan, licenciada pelo órgão. Além de Itaquaquecetuba, recebia resíduos urbanos de Mogi das Cruzes, Poá, Suzano, Ferraz de Vasconcelos, Arujá, Salesópolis e Biritiba Mirim.
Seu encerramento definitivo, previsto para quando atingisse a cota de 755 metros de lixo, deve ser adiantado. Após o desastre, a Prefeitura de Itaquaquecetuba provavelmente embargará o empreendimento. ( Estadão.com)
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,desmoronamento-de-aterro-sanitario-pode-poluir-rio-paraiba,710627,0.htm
Fonte: G1.com e Jornal Folha de SP- 25/04
E a semana começa...
Veremos próximos cápítulos dessa novela- o culpado
BOA SEMANA A TODOS NÓS!!
ÉRICA SENA
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Divulgados os novos critérios do Prêmio ITC Sustentax 2011
Prêmio reconhece as construtoras mais sustentáveis do país
Para reconhecer as construtoras mais sustentáveis do país, nos segmentos comercial, industrial, residencial e residencial baixa renda, a ITC, que atua há mais de 30 anos com informações da construção, e o Grupo SustentaX, especializado em sustentabilidade corporativa, de empreendimentos, produtos e serviços, uniram-se e lançaram em 2010 o Prêmio ITC SustentaX de Sustentabilidade.
“O setor da construção civil é um dos que mais impactam as comunidades e o meio ambiente ao mesmo tempo em que geram novas oportunidades e postos de trabalho”, explica Newton Figueiredo, presidente do Grupo SustentaX. Assim, continua ele, “é muito importante reconhecer e premiar as empresas construtoras que, de fato, estão contribuindo para a mitigação de riscos de seus negócios e para a construção de uma sociedade mais sustentável”.
O objetivo do Prêmio é distinguir entre as 100 maiores construtoras do país quais mais se destacaram em gestão empresarial e responsabilidade socioambiental. Em 2010, as construtoras mais sustentáveis foram MPD Engenharia na categoria Residencial, a Racional na categoria Comercial e a Rio Verde, nas categorias: Residencial Baixa Renda e Industrial. Para 2011, novos critérios foram adicionados para estimular a incorporação de práticas ambientais e sociais que viabilizem rentabilidade e competitividade.
O prêmio é inédito no setor e avalia não apenas as ações ambientais nas obras, mas também questões relativas à gestão sustentável, garantia de qualidade e de segurança, combate ao desperdício, medidas para aumento de produtividade e seleção de fornecedores socioambientalmente responsáveis. Aspectos sociais também são contemplados tais como respeito à cidadania, contratação e gestão de pessoal, instalações disponibilizadas aos trabalhadores além do relacionamento com a vizinhança, dentre outros.
Para Guillermo Guirao, presidente da ITC, distinguir as mais sustentáveis entre as 100 maiores é importante também para disseminar as boas práticas de gestão e de campo para toda a cadeia construtiva. “Será um guia também para os investidores e também para os que procuram imóveis”, finaliza.
Como participar?
Para se candidatar ao prêmio, a construtora deverá estar listada entre as 100 maiores, em levantamento realizado pela ITC. Além disso, devem apresentar as seguintes documentações: inscrição no SICAF – nível 3 (Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores, emitido por órgãos do governo federal, comprovando a regularidade jurídico fiscal da empresa); assinatura no Pacto Global da ONU; declaração de ausência de processos ambientais; ausência de trabalho escravo e infantil na listagem do Ministério do Trabalho. Passando por estes pré-requisitos, a candidata deve enviar planilha de avaliação respondida, com itens referentes à gestão sustentável, preservação ambiental em obra e respeito à cidadania nos canteiros.
Com as respostas, a equipe da SustentaX realizará auditorias nos canteiros e solicitará as comprovações documentais correspondentes.
A planilha com os critérios de avaliação está disponível para download: http://www.gruposustentax.com.br/criterios2011.pdf
Janaína S. e Silva
Assessora de Relações Institucionais
Grupo SustentaX - www.GrupoSustentaX.com.br
Al. Santos, 2223 - 3o andar - CEP 01419-002 - São Paulo/SP
Tel: 11 - 3062-5031/ 8281-1562
E-mail: janaina.silva@sustentax.com.br
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quarta-feira, 20 de abril de 2011
Feliz Páscoa a todos!
... que renasça em todos nós a fé e os bons sentimentos. O mundo precisa disso... não podemos nos revoltar com tantos maus exemplos e crueldades.
Independente em que acreditamos temos que nos unir em nome da paz, do amor e da fé.
Ótimo feriado e boa Páscoa a todos!!
Obs: Não exagerem no consumo de ovos de chocolate e lembrem-se de destinar certo as embalagens dos mesmos.
bjs..até semana que vem!
Érica Sena
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terça-feira, 19 de abril de 2011
Hoje é Dia do Índio...comemorar o que?

Publicarei novamente a matéria que fiz ano passado para o Jornal ZN na Linha sobre o Encontro Indígena na Aldeia do Jaraguá, mostrando precariedade em que vivem.
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| Matéria feita para ZN na Linha |
Érica Sena
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quinta-feira, 14 de abril de 2011
Você quer saber sobre o cotidiano de uma cooperativa de reciclagem?
Desde a semana passada estou responsável por um novo blog que retrata é o trabalho realizado por uma cooperativa de reciclagem na periferia de SP- COOPERATIVA DE RECICLAGEM CRESCER, é até por isso ando meio em falta com o Pensar Eco.
Convido a vcs a conhecerem meu novo blog , e com isso acompanhar o trabalho socioambiental de uma cooperativa atuante e de destaque na cidade de SP, tanto é que ela e mais outro cooperativas serão responsáveis pela coleta seletiva da Virada Cultural 2011.
Contarei mais uma vez com suas sugestões, críticas e divulgação desse meu novo trabalho.
http://cooperativacrescer.blogspot.com/
Obs: por motivo de um raio que caiu na frente de minha casa, mais precisamente na árvore, na noite de 3 feira, estou sem telefone, modem, internet, etc..., por isso ficarei um pouco mais ausente até que tudo normalize. Espero que seja logo!!!
Abraços Érica Sena
Convido a vcs a conhecerem meu novo blog , e com isso acompanhar o trabalho socioambiental de uma cooperativa atuante e de destaque na cidade de SP, tanto é que ela e mais outro cooperativas serão responsáveis pela coleta seletiva da Virada Cultural 2011.
Contarei mais uma vez com suas sugestões, críticas e divulgação desse meu novo trabalho.
http://cooperativacrescer.blogspot.com/
Obs: por motivo de um raio que caiu na frente de minha casa, mais precisamente na árvore, na noite de 3 feira, estou sem telefone, modem, internet, etc..., por isso ficarei um pouco mais ausente até que tudo normalize. Espero que seja logo!!!
Abraços Érica Sena
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Chegou a hora de assumir o papel na gestão do lixo!
A APA estava cheia de pessoas que vieram prestigiar esse evento, mostrando que o tema lixo vem despertando curiosidades e medo, já que agora terá que ser bem gerenciado por todos, e a não conformidade com a lei trará problemas para os responsáveis. Sendo por amor ou pela dor, sempre é valido aprender e mudar nossas atitudes. Tenho certeza que a PNRS veio para agitar todos os setores da cadeia produtiva e torná-los melhor.
.Foi um evento muito bom, onde os convidados a mesa redonda enriqueceram a todos que assistiam com sua fala, e ao mesmo tempo puderam interagir entre eles, facilitando desde já a formação da responsabilidade compartilhada. Pena que a Ministra do Meio Ambiente não pode comparecer, mas foi muito bem representada pelo Secretário Nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano Silvano Silvério da Costa.
O diálogo sobre a PNRS nos faz ver o quanto estamos atrasados nesse assunto, e o quanto teremos que mudar independente do lugar que ocupamos dentro da cadeia produtiva dentro dos próximos meses para alcançarmos o que a lei nos obriga. Será um trabalho árduo para todos, mas que valerá a pena tanto ambientalmente, quanto socialmente.
As cooperativas de reciclagem terão uma importância, ainda maior, na implementação dessa nova legislação, passando a serem prestadoras de serviço de limpeza urbana.Como também terão, nós os consumidores, pois é de nossa responsabilidade escolher bem os produtos que devemos comprar e depois como descartá-los corretamente.
“ 59% dos resíduos vão para os lixões, só 13% para os aterros. São 5 564 cidades e 140 mil toneladas/dia”- disse Lisa Gum-IDEC ( Envolverde)
A PNRS- Lei Nº 12.305/10 é uma conquista de 20 anos, e que promete fortes emoções e mudanças daqui pra frente. Saiba um pouco mais sobre ela.
Princípios da PNRS
• Prevenção e precaução;
• Poluidor-pagador e protetor-recebedor;
• Desenvolvimento sustentável;
• Ecoeficiência, mediante a compatibilização entre o fornecimento de bens e serviços, e a redução do impacto ambiental e do consumo de recursos naturais
• A cooperação entre as diferentes esferas do Poder Público, o setor empresarial e demais segmentos da sociedade;
• Responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
• Reconhecimento do resíduo reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor da cidadania;
• Integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade comprtilhada pelo ciclo de vida dos produtos.
ALGUNS INSTRUMENTOS
• Planos de Resíduos Sólidos nos âmbitos Nacional, Estadual, Microregional/Regiões Metropolitanas, Municipal e dos geradores (planos de gerenciamento de resíduos sólidos);
• Logística Reversa, Coleta Seletiva e demais ferramentas voltadas à implementação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
• Sistema Nacional de Informações: SINIR, SINISA E SINIMA;
• Incentivos fiscais, financeiros e creditícios;
• Pesquisa científica e tecnológica;
• Educação ambiental;
• Licenciamento e revisão de atividades potencialmente poluidoras;
• Conselhos e respectivas resoluções.
A responsabilidade compartilhada e a logística reversa são instrumentos de extrema importância dentro das propostas dessa legislação.
Voltando ao evento
Aproveito para parabenizar aos organizadores, principalmente a TETRA PAK pelo evento. E obrigada pelo convite!
Parabéns Envolverde pelo ótimo trabalho durante o evento no twitter! Estava acompanhando vcs durante o evento.
Dal Marcondes foi um ótimo moderador, abrilhantando ainda mais a mesa redonda.
Obrigada Vivian Maniere e Andreza pelo carinho e pelo convite.
A Educação ambiental para conscientização de toda a sociedade será o ponto chave, além do trabalho de todos os elos da cadeia de produção, onde se destacarão os catadores e as cooperativas de reciclagem.
Tenho certeza que o Brasil dará um grande salto ao levar a sério essa nova lei
Érica Sena
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terça-feira, 12 de abril de 2011
Está chegando..é amanha!!
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Embalagem: a mocinha das vendas, mas a vilã do Planeta!
O consumo desenfreado se tornou evidente quando a sociedade pôde desfrutar de várias facilidades para se adquirir um produto: variedade de marcas nacionais e estrangeiras, parcelamento de contas através dos vilões cartões de crédito e financiamentos; além do massacre da mídia em propagandas que fazem crer que ter nos levará a um estado de felicidade e poder eterno.
Esta facilidade gerou consumidores famintos por novidades, e dependentes de marcas como necessidade de status. Bem, não estou aqui para avaliar os diversos lados, mas às conseqüências do consumismo no meio ambiente.
Nunca se adquire apenas o produto, mas sim um aglomerado de papéis, plásticos, isopores, papelões, fitas, a qual se dá o nome de embalagem, tendo seu conceito inicial de proteção do produto, mas transformado em uma estratégia de marketing para valorizar o conteúdo, aumentar o seu preço e fascinar os compradores, e finalmente virar lixo residencial. Já repararam o lixo colocado nas ruas depois de festas de aniversário, Natal, etc.? Quase 100% é de embalagem!
A frase “Se a propaganda é a alma do negócio, a embalagem é a alma do produto”, esclarece essa importância, mas ambientalmente falando sua produção gasta: água potável, energia, e recursos naturais diversos. Depois de usada, quando não reciclada, nem reaproveitada, destina-se aos problemáticos aterros sanitários.
O consumo está arraigado em nossa cultura, e pode ser tolerado se houver consumidores mais conscientes, que preferem produtos de qualidade e durabilidade, feitos com embalagens menos agressivas, voltados ao conceito da sustentabilidade. É necessário enlaçar a modernidade com a sustentabilidade, através de atitudes coerentes com esse momento atual, onde os recursos naturais têm que ser usados com parcimônia. Lembrem-se: os recursos são finitos e sem eles não haverá vida.
Érica Sena: Ambientalista, Bióloga e Gestora ambiental
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Livro lista dez princípios básicos para a mobilidade sustentável
Segundo o Institute for Transportation and Development Policy (ITDP), em 2030 a expectativa é que 60% da população mundial, cerca de 5 bilhões de pessoas, viverão em áreas urbanas – e a maioria delas em países em desenvolvimento.
Como meio de minimizar os efeitos do crescimento populacional na qualidade do transporte das cidades, o programa Our Cities Ourselves do ITDP, em parceria com o urbanista dinamarquês Jan Gehl, desenvolveu um livreto (em inglês) para estimular o debate de ideias e a implantação de uma política de mobilidade pública mais inteligente.
A publicação lista dez princípios básicos para transformar qualquer cidade em um modelo de mobilidade sustentável. São eles:
> Direito de andar: Todos os indivíduos são pedestres, é essencial ter um ambiente de trânsito a pé de qualidade;
> Transporte não poluente: O melhor meio de transporte é aquele que não polui, o uso das bicicletas e de não motorizados deve ser encorajado com vias específicas;
> Mobilidade coletiva: Para maiores distâncias, a melhor alternativa é o transporte coletivo de qualidade;
> Restrição ao acesso de veículos: Em lugares de grande trânsito de pedestres e muitas construções, o acesso de veículos e coletivos deve ser reduzido;
> Serviços de entregas sustentável: As entregas delivery devem ser realizadas da maneira mais limpa e segura possível;
> Integração: Um bom bairro é aquele que integra áreas residenciais às comerciais e de lazer. Essa diversidade atrai as pessoas para trabalharem, comprar ou simplesmente aproveitar o espaço;
> Preencher espaços: Moradores e visitantes são atraídos para lugares onde podem realizar a maioria das tarefas diárias a pé. Preencher espaços baldios pode facilitar a vida da comunidade quando se busca uma feira ou posto dos correios;
> Preservação cultural: Uma comunidade se torna mais atrativa quando expõe a sua própria cultura, belezas naturais e tradições. Essas qualidades tornam o lugar único;
> Conectar espaços: Conexões entre quarteirões diminuem a distância entre os destinos e possibilitam o trânsito a pé ou em bicicletas;
> Pensar longe: Investir a longo prazo em construções de vias públicas torna o transporte mais sustentável, já que o gasto com reparações é menor e a durabilidade maior.
A publicação faz parte de uma das exposições do programa Our Cities Ourselves, que funcionará até o dia 11 de setembro, na cidade de Nova York. Até a data final serão realizadas 10 apresentações, de 10 arquitetos diferentes, sobre visões para melhorar o transporte público de 10 cidades do mundo.
Se você ficou interessado em adotar a prática do transporte sustentável, na biblioteca do portal é possível encontrar publicações como: De bicicleta para o trabalho, Cidades para Bicicletas e a Plataforma de Cidades Sustentáveis (um compilado das práticas sustentáveis realizadas por cidades em todo o mundo).-EcoD
Fonte: Mercado Ético, 11/04
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
Biodiversidade é "esfregão natural" contra poluição de rios
Em um momento em que a Terra entra num período de extinção em massa, um estudo divulgado na quarta-feira apresenta um novo motivo para se preservar a biodiversidade: ela é um "esfregão natural" e eficaz contra a poluição nos cursos d'água.
Ativistas ambientalistas há muito tempo alertam que a diminuição da biodiversidade resulta na perda de serviços ecológicos como a limpeza dos rios, controle de pragas e doenças e aumento da produtividade na pesca.
O estudo mais recente, publicado na revista científica "Nature", mostra como isso funciona: os cursos d'água que contêm mais espécies têm água de melhor qualidade do que aqueles com menos espécies.
As espécies em questão são microorganismos, como as algas, que incorporam a seu corpo partículas de poluição. Quanto maior o número de tipos de algas, cada uma com um habitat minuciosamente diferente, melhor elas agem coletivamente na filtragem da poluição da água.
"Se mantivermos os rios em seu estado naturalmente diversificado, esses cursos d'água que amamos por sua recreação, beleza, pesca etc. terão o benefício tangencial de limpar nossa água para nós", disse o autor do estudo, Bradley Cardinale, da Universidade do Michigan.
"Uma implicação [do estudo] é que, se nós deixarmos a natureza fazer suas coisas, não temos de correr para criar usinas muito caras de tratamento de água por todo o planeta", afirmou Cardinale.
RIOS EM MINIATURA
Para chegar a essas conclusões, Cardinale montou 150 modelos em miniatura de rios que espelhavam as condições variadas de cursos d'água nos Estados Unidos. Ele acrescentou de uma a oito variedades de algas e mediu o quanto os minirrios ficavam limpos.
A completa mistura das oito espécies de algas removeu nitrato dos rios 4,5 vezes mais rapidamente, em média, do que faria uma espécie única sozinha, constatou o estudo, financiado pela Fundação Nacional da Ciência.
Descobrir os benefícios da biodiversidade é importante porque os cientistas observam que a Terra entrará em um período de extinção em massa quando cerca de 75% ou mais da vida no planeta desaparecer para sempre.
Cardinale disse haver poucas dúvidas de que essa tendência, amplamente causada pela destruição dos locais onde as espécies vivem, já começou.
A taxa de extinção agora é de cem a mil vezes mais rápida do que o normal e de 30% a 50% das espécies poderão estar extintas até 2.100, disse Cardinale.
Fonte: Folha.com -07/04
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